Novidades

15 JAN

Autodefesa: pneus do Mitsubishi Lancer não duram mais de 30.000 km

Santo Vicentino com seu Lancer, que sofreu rápido desgaste dos pneus (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)

Os pneus são itens cuja durabilidade é aumentada quando o dono sabe cuidar deles, fazendo sempre a calibragem e mantendo o alinhamento e o balanceamento em dia. Bem cuidados, podem passar facilmente dos 60.000 km, como comprova a maioria dos carros da frota de Longa Duração da QUATRO RODAS.

Por isso a surpresa quando proprietários de Mitsubishi Lancer reclamam que os pneus duram menos de 30.000 km, algumas vezes menos que isso.

Foi o que aconteceu com Santo Vicentino, dono de um Lancer Sportback Ralliart 2012, que teve de substituir o conjunto aos 25.000 km. “Pensei que o problema era da marca do pneu, mas isso persistiu mesmo utilizando outras marcas.”

Às vezes, a durabilidade consegue ser ainda menor.“Eu troquei os quatro pneus do carro e, depois de rodar apenas 15.000 km, percebi que o desgaste já estava acentuado”, explica Elanio Freitas, de Cubatão (SP), proprietário de um Lancer GT 2012. “Ao pesquisar na internet, encontrei vários relatos dizendo que os pneus não foram feitos para nossas ruas. Em um intervalo de dois anos, troquei seis unidades.”

O engenheiro civil Luiz Cecotto da Cunha diz que, no seu Lancer 2014, eles não passaram de 20.000 km. “E isso aconteceu mesmo fazendo rodízio, alinhamento e balanceamento em uma concessionária da marca e no intervalo recomendado pela Mitsubishi. Só depois de reclamar diversas vezes com a fábrica é que trocaram os quatro pneus em garantia.”

A nossa apuração encontrou 17 casos como esses e descobriu que a rede autorizada conhece bem o problema. Pesquisando em concessionárias nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, a resposta-padrão é que nada pode ser feito, já que os pneus são componentes de desgaste natural. Mas a maioria dos funcionários reconhece: “Realmente no Lancer parece que os pneus se desgastam mais rápido”, conta o atendente de uma autorizada em Porto Alegre (RS).

Consultada, a Mitsubishi do Brasil não se pronunciou oficialmente até o fechamento desta edição.

“Os pneus duram em média 25.000 km, mesmo fazendo o alinhamento e o balanceamento sempre. Pensei que o problema era a marca do pneu, mas isso persistiu mesmo com outras marcas.”

Santo Vicentino, diretor, Diadema (SP), dono de um Lancer Sportback Ralliart 2012 

“Fui proprietário de um Lancer GT 2012 e agora tenho um GT 2016. Os dois apresentaram um desgaste forte nos pneus, especialmente  na parte externa. E eles cantam muito nas curvas.”

Adriano de Souza, advogado, Saraduva (RS) dono de um
Lancer GT 2016

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

20 FEV

Lamborghini Urus nem chegou, mas já está R$ 400 mil mais barato

Design do Urus segue as tendências de estilo dos superesportivos da marca (Lamborghini/Divulgação) A Lamborghini diz que o Urus foi concebido para mercados como Oriente Médio, Rússia e China, mas o SUV esportivo já está vive disputa de preços no Brasil. Acontece que a importadora independente Direct Imports, de São Paulo, confirmou ter recebido a primeira encomenda do Lamborghini Urus. Ele só desembarca por aqui no último trimestre do ano, mas... Leia mais
20 FEV
BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

Cantor João Paulo morreu em acidente com uma BMW 328 i (Edilberto Acácio da Silva/Divulgação) A BMW pode ter que pagar uma das maiores indenizações do setor automotivo em 2018 – rolo ainda maior é o caso das Amarok envolvidas no Dieselgate. Esse valor pode ficar entre R$ 250 milhões e R$ 600 milhões. O processo foi movido pela viúva do cantor João Paulo (que fazia dupla com o sertanejo Daniel), vítima fatal de um acidente em setembro de 1997... Leia mais
20 FEV

Novos equipamentos de segurança serão obrigatórios no Brasil

Ilustração numera ponto a ponto onde cada item atua no veículo  (Otávio Silveira/Quatro Rodas) Normas do Contran exigem itens básicos como para-choques, faróis, luzes de freio e seta, limpador e lavador de para-brisas e buzina em todos os veículos vendidos no Brasil. Para-sol, velocímetro, cintos de segurança e refletores traseiros também estão na lista. Pode parecer exagero em alguns casos, mas no Brasil funciona assim. Retrovisor do lado... Leia mais
20 FEV

Teste de produto: restaurador de pintura que substitui clay bar

A pintura antes (riscada) e depois (lisa) do Speed Clay, com a vantagem de ter dado menos trabalho do que um clay bar tradicional  (Paulo Bau/Quatro Rodas) Se você passar a mão na carroceria e sentir que está meio áspera, saiba que é um trabalho para as clay bars (barras de argila). Esse tipo de produto está  cada vez mais popular. É só pesquisar para ver a variedade deles em lojas e sites especializados em produtos automotivos. Mas uma versão tem... Leia mais
20 FEV
Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Ele até lembra o Duster atual, mas todos os painéis de carroceria são novos (Dacia/Divulgação) Não há muitos carros que são imediatamente reconhecidos pela sua silhueta, não importa a que distância estejam. Na linha Renault, o antigo Twingo era um deles. Hoje, é o SUV compacto Duster que tem esse mesmo status, devido às formas quadradas e para-choques pronunciados, que o destacam da concorrência, que não para de crescer. Como a plataforma não... Leia mais
20 FEV

Os motores conseguem identificar gasolina de baixa qualidade?

Esquema mostra os componentes de um sistema com duas sondas lambda (Divulgação/Quatro Rodas) Por que ao colocar gasolina de maior octanagem num motor flex o sensor do ponto de ignição não reconhece essa diferença de octanagem, como faz com o álcool? – Osvaldo Carneiro Filho, Rio de Janeiro (RJ) Primeiro é preciso entender que as injeções eletrônicas modernas possuem diversos sensores, mas não há nenhum que meça o ponto de ignição e a... Leia mais