Novidades

03 JAN

Primeiro VW Fusca brasileiro saía do forno há 60 anos; relembre história

Fábrica do ABC paulista foi a primeira da Volkswagen fora da Alemanha (Divulgação/Volkswagen)

Três de janeiro de 1959. Há exatos 60 anos, saía da linha de montagem de São Bernardo do Campo (SP) o primeiro Fusca brasileiro.

Sim, o modelo, conhecido à época como “Volkswagen Sedan”, já era montado localmente desde 1953, porém foi naquela data do fim da década de 50 que o icônico compacto passou a ser fabricado com peças nacionais. Antes, usava partes importadas da Alemanha.

Tudo começou ainda em 53, quando o então presidente do Brasil, Getúlio Vargas, proibiu a importação de veículos já montados ao país.

Para não ficar de mãos atadas, a Volkswagen improvisou uma linha de produção num galpão do bairro do Ipiranga, em São Paulo capital, onde começou a montar em sistema CKD o Fusca e também a Kombi.

O galpão na Rua do Manifesto, bairro do Ipiranga, em São Paulo, onde o Fusca foi montado à base do improviso entre 53 e 58 (Divulgação/Volkswagen)

Segundo a fabricante, 12 funcionários foram responsáveis por montar, com boa dose de força braçal, 2.268 unidades do sedãzinho no local entre 53 e 58.

Já em 1957 a marca germânica começou a produzir a Kombi no complexo da rodovia Anchieta, em São Bernardo, de onde hoje saem Polo e Virtus. Foi só no princípio de 59, porém, que conseguiu iniciar o fabrico do Fusca, chegando a 54% de componentes nacionalizados.

O presidente Juscelino Kubitschek desfilou em um Fusca conversível na inauguração da fábrica da Anchieta, em novembro de 59 (dois anos depois de o complexo já estar em operação) (Divulgação/Volkswagen)

Naquela época o Fusquinha utlizava um motor quatro cilindros refrigerado a ar de 1,2 litro, capaz de render modestos 36 cv. Tração era traseira, claro, assim como o posicionamento do próprio propulsor.

Câmbio de quatro marchas não contava ainda com a primeira sincronizada, o que significa que tal marcha só podia ser engatada com o veículo parado.

Entretanto, havia algumas evoluções em relação ao Fusca CKD montado no Ipiranga: um novo volante “cálice”; maçanetas externas com botão de acionamento; para-sol emborrachado; dínamo de 160 Watts; vidro traseiro retangular; novas opções de cores.

Em 61 o câmbio do Fusquinha enfim passou a ter a primeira marcha sincronizada – mas a ré jamais seria -, ao passo que no ano seguinte a carroceria do modelo começou a ser confeccionada por fornecedor local. Com isso, o índice de nacionalização alcançou 95%.

O não tão lendário Fusca Itamar (Divulgação/Volkswagen)

Entre 59 e 86, quando a primeira fase de sua produção foi encerrada, a Volkswagen vendeu 3,1 milhões de exemplares do Fusca brasileiro. De 93 a 96, quando a fabricação do chamado “Fusca Itamar” foi retomada, saíram do ABC paulista outros 47.000 exemplares do modelo.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

06 SET
Ford faz recall de Ka e EcoSport: encosto do banco pode soltar em acidente

Ford faz recall de Ka e EcoSport: encosto do banco pode soltar em acidente

Ford Ka Freestyle 2019 (Christian Castanho/Quatro Rodas)A Ford anunciou nesta sexta-feira (6) um recall envolvendo unidades de EcoSport e Ka, hatch e sedã, por uma falha no mecanismo de reclinação manual do encosto dos bancos dianteiros.De acordo com a fabricante, durante o processo de fabricação dos bancos dianteiros, o mecanismo de reclinação manual do encosto dos bancos pode ter sido montado sem uma de suas três travas internas.Em caso de colisão, segundo a Ford, a ausência de uma... Leia mais
06 SET
Chevrolet Onix Joy muda de visual às vésperas da nova geração

Chevrolet Onix Joy muda de visual às vésperas da nova geração

Pacote Black inclui detalhes escurecidos na carroceria (Divulgação/Chevrolet)O Chevrolet Onix Joy finalmente está atualizado em relação ao restante da linha – ao menos enquanto não chega a nova geração. E QUATRO RODAS já havia antecipado essa mudança.O modelo de entrada tem “novos” faróis, para-choques, capô e lanternas. Os equipamentos de série continuam iguais: ar-condicionado, direção elétrica, além de travas e vidros elétricos.Visual é o mesmo que já existe nas... Leia mais
06 SET
Teste de produto: é possível tirar os riscos das peças em preto brilhante?

Teste de produto: é possível tirar os riscos das peças em preto brilhante?

Acabamento black piano antes (esq.) e após a aplicação: adeus aos riscos (Paulo Bau/Quatro Rodas)Cada vez mais presente em veículos, o acabamento preto brilhante – chamado pelas fábricas de black piano – já se tornou estratégia das marcas para dar um ar de sofisticação aos lançamentos.O único problema é quando aparecem os indesejáveis riscos que deixam a peça opaca e sem vida. Neste caso, não há cera que consiga amenizá-los.Para isso, a Soft 99 trouxe do Japão o Nano... Leia mais
06 SET
Elétrico Honda e aposta em simpatia e simplicidade para agradar europeus

Elétrico Honda e aposta em simpatia e simplicidade para agradar europeus

Honda e é 100% elétrico e será oficialmente lançado no Salão de Frankfurt (Divulgação/Honda)A Honda divulgou, nesta quinta-feira (5), as primeiras imagens do Honda e. O compacto elétrico da marca será apresentado oficialmente no Salão de Frankfurt, na Alemanha, que terá início na próxima semana.Segundo a fabricante, o veículo foi desenvolvido para o dia a dia na cidade. Como manda a categoria dos compactos, o carro é pequeno, mas visualmente bem diferente dos automóveis da... Leia mais
06 SET
Melhor Compra 2019: SUVs usados a partir de R$ 46.000

Melhor Compra 2019: SUVs usados a partir de R$ 46.000

(Acervo/Quatro Rodas) (Acervo Quatro Rodas/Quatro Rodas)Todos os anos, QUATRO RODAS seleciona as melhores compras de cada segmento para você levar para casa o carro ideal. É o Melhor Compra.A seguir, os melhores SUVs usados. Eles estão separados em categorias: até R$ 50.000. Acima de R$ 50.000. Consideramos custos de peças, seguro e revisões:1 – Hyundai Tucson 2.0 GLS aut. 2016 – R$ 49.000– (Acervo/Quatro Rodas)O visual é antigo (é de 2005), mas vale pelo porte robusto, espaço... Leia mais
06 SET
Clássicos: Fiat Uno 1.5 R, o esportivo nacional mais acessível dos anos 80

Clássicos: Fiat Uno 1.5 R, o esportivo nacional mais acessível dos anos 80

Ele foi o carro oficial do GP Brasil de F-1 de 1987 (Christian Castanho/Quatro Rodas)Atualíssimo, o Fiat Uno chegou ao Brasil em agosto de 1984 e rapidamente ganhou o apelido de Botinha Ortopédica, em razão dos dois volumes bem definidos.Logo estreou uma versão esportiva, a SX, discreta no visual e desempenho: a máxima de 155 km/h e os 15,3 s para ir de 0 a 100 km/h catalisaram o desenvolvimento do lendário Uno 1.5 R.A brincadeira começou no departamento de competições da Fiat,... Leia mais