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02 JAN

Jeep Renegade 2019: primeiras impressões

Pouco mais de três anos atrás, a FCA fez uma jogada ousada ao lançar no Brasil um produto importante como o Renegade com uma marca até então pouco presente nas ruas brasileiras, a Jeep.

A estratégia deu certo, com a vice-liderança entre os SUVs médios. Agora, a Jeep precisa promover a primeira atualização do produto. E a tarefa é árdua, já que a concorrência se mexeu e brotaram novos rivais. Ao mesmo tempo, por ter visual único, grandes mudanças podem descaracterizar o produto.

Só que a Jeep foi econômica demais nas mudanças. O Renegade produzido e vendido no Brasil só ganhou parte das novidades apresentadas no exterior.

Elas são tão poucas que cabem em um parágrafo. A grade e o farol tiveram pequenas alterações de estilo, enquanto as versões com motor flex ganharam o para-choque das configurações diesel – com melhor ângulo de ataque. As rodas foram redesenhadas, e agora há um puxador na tampa do porta-malas. Nas versões mais caras, há luzes de LED e central multimídia com tela de 8,4 polegadas.

No interior, uma outra novidade é a nova composição dos botões de ventilação e áudio. Os círculos com regulagens de temperatura dão lugar a diversas teclas, que deixam o visual mais poluído e o uso menos prático.

'Gringos' vão de turbo

Enquanto isso, o Renegade “gringo” ganhou retoques mais profundos no para-choque e nas lanternas, além de uma nova família de motores turbo – 1.0 de 3 cilindros e 120 cv ou 1.3 de quatro cilindros e 150 ou 180 cv.

Por aqui, seguem os motores da época do lançamento: o bom 2.0 diesel de 170 cv e o já veterano 1.8 flex de 139 cavalos.

“O motor flex atende às demandas do nosso cliente”, disse Rita Silvestri, diretora comercial da Jeep na América Latina, ao ser perguntada sobre a possível chegada da nova família turbo.

O número de versões foi reduzido. Agora são seis versões. Veja os preços abaixo:

  • Sport 1.8 flex manual - R$ 78.490
  • Sport 1.8 flex automática – R$ 83.990
  • Longitude 1.8 flex automática - R$ 96.990
  • Limited 1.8 flex automática - R$ 103.490
  • Longitude 2.0 diesel 4x4 automática - R$ 125.490
  • Trailhawk 2.0 diesel 4x4 automática - R$ 136.990

Como anda?

O G1 avaliou a versão Sport com este motor e câmbio automático de 6 marchas. Ele deve representar quase metade das vendas do Renegade.

Durante o curto trajeto do test-drive, foi possível comprovar que o motor ultrapassado continua sendo o principal defeito do SUV.

Com ele, o Renegade se move com pouca agilidade, fazendo com que o câmbio estique as marchas para conseguir entregar um desempenho aceitável.

O consumo de combustível também também passa longe de convencer. Segundo dados do Inmetro, o Renegade 1.8 faz, com etanol, 6,9 km/l na cidade e 8,6 km/l na estrada. Com gasolina, os números são 10 km/l e 12 km/l, respectivamente.

Honda HR-V e Nissan Kicks, rivais diretos do Renegade, por exemplo, têm consumo mais baixo e desempenho melhor.

Virtudes preservadas

Por outro lado, a maior virtude do Renegade foi preservada. O modelo é o único em seu segmento que oferece suspensão independente nas quatro rodas, do tipo multilink.

A arquitetura mais refinada faz dele um veículo prazeroso de dirigir.

Ele vence buracos e valetas com tranquilidade, sem sacrificar o conforto dos ocupantes. Outro item pouco usual no segmento, mas presente no Jeep, são os freios a disco nas quatro rodas.

O visual, tanto externo, como interno, também agrada. O Renegade faz parte do grupo dos SUVs "diferentões", junto com o Citroën C4 Cactus. Ainda que tenha mudado apenas parcialmente, seu desenho continua atraente.

Popular, mas sem novidades

Por ser a versão mais vendida, boa parte dos clientes do Renegade não será contemplada com as maiores novidades do modelo. Isso porque a versão de entrada não traz os faróis de LED com a nova identidade visual da Jeep, nem a central multimídia de 8,4 polegadas.

A novidade é a tela menor, de 5 polegadas, que substitui o rádio convencional usado até então.

Fora isso, o pacote de equipamentos é correto, e inclui freio de estacionamento eletrônico, volante com regulagem de altura e profundidade e comandos de som, controles de tração e estabilidade, câmera de ré, freios a disco nas quatro rodas, controle de velocidade de cruzeiro, além dos básicos, ar-condicionado, direção elétrica, vidros, travas e retrovisores elétricos.

Jeep quer 'dobradinha'

Com a linha 2019 do Renegade, a Jeep espera conseguir algo inédito: emplacar os dois SUVs mais vendidos do Brasil. Parte do objetivo já foi alcançado, afinal o Compass encerrou 2018 como o SUV mais vendido do país.

A outra metade é um pouco mais complicada, afinal o menor dos Jeep tem enfrentado uma dura concorrência, principalmente contra Honda HR-V (que também acaba de ser renovado), Hyundai Creta e Nissan Kicks.

De acordo com Silvestri, a imagem da marca Jeep e o reposicionamento de preços podem ajudar a tornar o Renegade o SUV compacto mais popular do país já em 2019.

Conclusão

No tabuleiro de xadrez que é o segmento dos SUVs, a Jeep deu um bom passo rumo para conseguir seu objetivo. Só que a partida também é disputada por outros jogadores.

Ainda que a mudança visual tenha sido muito pequena, houve ganho de equipamentos e manutenção da conhecida boa dirigibilidade. Mas bem que o novo motor 1.3 poderia “turbinar” as vendas do Renegade.

Compare o Renegade brasileiro com as versões estrangeiras

Fonte: G1

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