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28 NOV

Governo dos EUA estuda taxas extras sobre veículos importados da China

O governo dos Estados Unidos está estudando impor mais tarifas aos carros importados da China, disse nesta quarta-feira (28) o representante do comércio Robert Lighthizer em comunicado.

Lighthizer apontou que a taxação extra seria uma resposta às tarifas chinesas de 40% sobre os veículos norte-americanos.

As tarifas sobre a importação de veículos já foram aumentadas recentemente pela China e pelos Estados Unidos, segundo a agência Reuters. Os Estados Unidos taxaram em 25% os veículos chineses, além dos 2,5% que cobram normalmente. A China, por sua vez, reduziu as tarifas de todos os outros países para 15%, mas ao mesmo tempo impôs uma tarifa retaliatória adicional de 25% sobre os veículos dos EUA.

"As políticas industriais agressivas e dirigidas pelo pelo Estado da China estão causando sérios danos aos trabalhadores e fabricantes dos EUA", disse Lighthizer. "Continuamos a levantar essas questões com a China. Até o momento, a China não chegou à mesa com propostas de reformas significativas."

A ameaça de nova tarifas ocorre pouco antes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, em Buenos Aires. Os dois irão participar da cúpula do G20 a partir desta sexta-feira (30), em um encontro de líderes que deve ser dominado por discussões sobre a "guerra comercial" entre EUA e China e seus efeitos sobre a economia global.

Crise na GM

Mais cedo nesta quarta, Trump, havia dito que tarifas de importação de veículos "estão sendo estudadas agora", depois que a General Motors anunciou nesta semana plano para milhares de demissões e fechamento de fábricas nos Estados Unidos. As tarifas, segundo Trump, impediriam a GM de fechar fábricas nos EUA.

Sobre o anúncio na GM, Trump disse na terça-feira pelo Twitter que estava "muito desapontado com a General Motors e seu CEO, Mary Barra, por fechar fábricas em Ohio, Michigan e Maryland", enquanto "nada será fechado no México e China".

"A General Motors fez uma grande aposta na China anos atrás, quando construiu fábricas lá (e no México) - não pense que isso vai compensar. Eu estou aqui para proteger trabalhadores americanos", escreveu ainda.

Fonte: G1

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