Novidades

19 NOV

Preso no Japão Carlos Ghosn, brasileiro que virou 'titã' da indústria automotiva

A montadora afirmou, em nota, que conduziu uma investigação interna por vários meses e descobriu que Ghosn "subnotificou seus rendimentos" às autoridades.

"Numerosos outros atos de conduta indevida foram descobertos, como uso pessoal dos ativos da companhia", diz o comunicado.

A empresa acrescentou que vai retirar o executivo, de 64 anos, do cargo.

"A Nissan pede desculpas por causar grande preocupação aos nossos acionistas e parceiros."

A nota acrescenta que a companhia está fornecendo informação aos promotores públicos do Japão e cooperando com as investigações.

Outro alto executivo do grupo, Greg Kelly, também estaria em envolvido em fraudes e seria demitido, segundo a empresa.

Quem é Carlos Ghosn?

Além do cargo na Nissan, Ghosn também é presidente do conselho e CEO da Renault e presidente do conselho da Mitsubishi Motors, empresas com quem a Nissan tem parceria.

Além disso, ele controla a aliança estratégica Renault-Nissan-Mitsubishi Motors.

O executivo é considerado um "titã" da indústria automobilística há quase 20 anos. Ele foi responsável por uma reviravolta dramática na Nissan no início dos anos 2000, quando a empresa de automóveis estava à beira da falência.

Apelidado de "eliminador de custos" nos anos 1990 por cortar empregos e fechar fábricas, sua reputação foi consolidada depois que a estratégia foi bem-sucedida.

O status de herói foi tão difundido no país que sua trajetória foi ilustrada em mangás, as famosas histórias em quadrinhos japonesas.

Em uma pesquisa de opinião realizada em 2011, perguntaram aos japoneses quem eles gostariam que governasse o país. Ghosn ficou em sétimo lugar, na frente do ex-presidente dos EUA Barack Obama (em nono).

Nascido no Brasil, em Rondônia, com ascendência libanesa e cidadania francesa, ele diz que sua origem o deixou com um sentimento de ser diferente, o que o ajudou a se adaptar a novas culturas.

Ele chegou a ser cogitado como um potencial candidato a presidente do Líbano, mas acabou descartando a possibilidade porque já tinha "muitos empregos".

Formado em engenharia pela Escola Politécnica e pela Escola de Minas de Paris, Ghosn iniciou sua carreira na Michelin - ocupando cargos na França e no Brasil. Na sequência, foi para a Renault. Ele se juntou à Nissan em 1999, depois que a Renault comprou uma participação na montadora japonesa, e se tornou seu principal executivo em 2001.

Análise

Por Theo Leggett, correspondente de negócios

Ghosn é uma figura imponente na indústria automobilística. É atribuída a ele a volta por cima da Renault e da Nissan, antes de se tornar a peça central da Aliança Renault-Nissan. Esse eixo franco-japonês, que agora também inclui a Mitsubishi, é uma das maiores montadoras do mundo.

A questão é o que acontece agora. Ghosn já tinha começado a perder parte de suas responsabilidades - ele se afastou do cargo de CEO da Nissan no ano passado e recentemente deixou de lado algumas responsabilidades diárias na Renault. Mas esperava-se que ele continuasse como presidente da Renault e no comando geral da aliança nos próximos anos.

O anúncio de hoje parece minar essa estratégia. Não está claro o que a Renault fará agora. Mas os planos para sua sucessão - e potencialmente para o futuro da complexa estrutura Renault-Nissan-Mitsubishi - podem possivelmente estar em aberto.

Fonte: G1

Mais Novidades

22 JAN

Diretoria da Renault discutirá sucessão de Carlos Ghosn na próxima quinta-feira

A diretoria da Renault deve se reunir na próxima quinta-feira (24) para nomear um comitê que substituirá Carlos Ghosn à frente da montadora francesa, informaram fontes ligadas ao caso. Ghosn está preso desde novembro acusado de violações e fraudes fiscais envolvendo a Nissan, bem como o uso de bens da empresa para benefícios particulares e cobrir prejuízos em investimentos pessoais. Prisão de Carlos Ghosn: o que se sabe até agora Questionada pela AFP, a Renault... Leia mais
22 JAN

Audi convoca recall para A4 e A5 por risco de incêndio no motor

A Audi anunciou um recall envolvendo 5.379 carros divididos entre A4 e A5, todos fabricados entre 2012 e 2013, por risco de superaquecimento do motor. De acordo com a marca, partículas no líquido de arrefecimento do motor podem bloquear a bomba suplementar do sistema. Com isso, o motor pode superaquecer e resultar em um incêndio. Para corrigir o problema, a Audi atualizará o software da unidade de comando do motor que atua na desativação da bomba suplementar em caso de mau... Leia mais
22 JAN

Honda PCX 150 2019 chega ao Brasil com ABS por R$ 12.990

O Honda PCX 150, scooter mais vendido do Brasil, teve sua nova geração lançada no Brasil nesta terça-feira (22). Além de visual renovado, o modelo ganhou nova suspensão traseira, painel digital e agora passa a contar com freios ABS nas versões mais caras. Motos 2019: veja 25 lançamentos esperados Veja os preços do PCX 150 2019: PCX 150 CBS: R$ 11.620 (custava R$ 11.272)PCX DLX ABS: R$ 12.990 (custava R$ 11.778)PCX Sport ABS: R$ 12.990 (custava R$ 11.778) Lançado em... Leia mais
22 JAN

Honda SH 150i chega ao modelo 2019 com nova opção de cor

A Honda anunciou nesta terça-feira (22) a chegada do SH 150i 2019 às lojas da empresa no Brasil a partir de fevereiro. Sem mudanças técnicas, o scooter ganhou apenas a opção de nova cor cinza metálico. Veja os preços do SH 150i: SH 150i: R$ 12.700SH 150i DLX: R$ 13.210 Lançado em 2017 no Brasil, o SH 150i é uma opção mais completa e maior, comparado ao PCX 150, que é o scooter mais vendido do Brasil e será atualizado ainda este ano. No final do ano passado, a marca... Leia mais
22 JAN

História do Fusca nacional é tão confusa que até a VW se perde ao contá-la

Fuscas saem da fábrica da Volkswagen na Via Anchieta em 1957. Todos eles foram importados (Divulgação/Volkswagen)Você já viu essa foto por aí. Ela é divulgada há anos pela própria Volkswagen para ilustrar o início da fabricação nacional do Fusca na fábrica da Anchieta, em 1959. Mas não é isso que ela retrata.A foto realmente foi feita na fábrica da Anchieta, mas dois anos antes, em 1957 – ano marcado pelo início da fabricação nacional da Kombi.Esta cena retrata a entrega... Leia mais
22 JAN

Longa Duração: freios do Renault Kwid exigem cautela e cuidado extra

Freios do Kwid passarão por manutenção aos 30.000 km (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)Começou de maneira esporádica. “Tive a impressão de que a luz de alerta do sistema de freio piscou rapidamente no painel”, disse o repórter Gabriel Aguiar, após usar o Renault Kwid. “Também tive essa impressão”, comentou o piloto de teste Eduardo Campilongo.“Abri o capô e notei que o reservatório do fluido de freio estava com as paredes externas sujas. Conferi a tampa e, aparentemente,... Leia mais