Novidades

13 NOV

Renault quer aprender com Zoe para vender Kwid elétrico no Brasil

A Renault terá o carro elétrico mais "barato" do Brasil. O Zoe, que começa a ser entregue em fevereiro, já está em pré-venda por R$ 149.990. Apesar de custar menos do que os rivais, ele está longe de ser acessível.

No entanto, mais do que alcançar algum volume de vendas, a montadora espera usar o Zoe como uma espécie de “escola” para adquirir experiência com esse tipo de veículo e poder vender outros elétricos no futuro.

Aprender e melhorar

Para o presidente da Renault na América Latina, Luiz Pedrucci, antes de pensar em trazer novos elétricos, é preciso evoluir gradualmente.

“É uma construção, vai acontecer passo a passo. A jornada do elétrico não está pronta”, afirmou.

O caminho da Renault passa por uma parceria firmada com a Itaipu Binacional, que já possui diversos veículos (não apenas carros) elétricos em sua frota.

A fabricante vai montar um Centro de Treinamento dentro do espaço da usina para capacitar a rede de concessionárias para atender o pós-venda do Zoe.

“Precisamos ter excelência no atendimento de veículos elétricos”, disse Eric Feunteun, o diretor global do programa de veículos elétricos da Renault.

No momento, apenas duas concessionárias da Renault venderão o Zoe – uma de São Paulo, outra de Curitiba. Mas, segundo Pedrucci, a rede capacitada para comercializar o modelo deve aumentar.

“Vamos fazer [a expansão] de forma controlada. É uma tendência natural aumentar a cobertura geográfica”, disse.

Ao mesmo tempo, a marca diz que vai observar o comportamento do público e do mercado, e estudar novas possibilidades para aumentar a gama nos próximos anos.

“Para resolver o problema do planeta, não devemos ficar apenas em um nicho de mercado”, ressaltou Feunteun.

Elétrico pode ser popular?

Os novos modelos, inclusive, poderão custar até menos do que os R$ 150 mil do Zoe.

Um dos cotados para fortalecer a gama da marca, que é líder em elétricos na Europa, é um modelo baseado no Kwid.

O K-ZE foi mostrado como conceito antes do Salão de Paris, em outubro, e será colocado à venda na China no próximo ano, como o primeiro subcompacto elétrico da empresa.

Ainda são poucas as informações divulgadas, mas sabe-se que ele terá autonomia de 300 km.

“Ele foi criado para ser global. É um produto muito importante para nós, porque tem o mesmo espírito da marca, de ter carros competitivos”, falou o diretor de veículos elétricos da Renault.

A versão elétrica do Kwid ainda não foi confirmada para o Brasil. Mas a marca não nega que tenha vontade de vendê-lo por aqui.

“Vamos observar o comportamento do público com o Zoe. Depende de entender o que é economicamente viável para o Brasil”, disse o presidente da empresa na América Latina.

A Renault diz que é difícil definir um prazo, mas sabe que a chegada de novos produtos é certa. “Entre 2021 e 2023 o custo entre elétricos e modelos a combustão será cruzado em alguns segmentos”, concluiu Pedrucci.

Apesar de provavelmente este não ser o caso dos elétricos, o prazo pode ser um bom indicativo para novidades da marca no Brasil.

Isso porque, mesmo que um subcompacto elétrico tenha o preço de um veículo médio a combustão, o apelo ecológico pode acabar atraindo mais clientes.

Tecnologia evolui rápido

Outro ponto importante é que a tecnologia tem evoluído rápido e se tornado menos cara.

Eric Feunteun também destacou que a tecnologia elétrica tem se tornado mais eficiente, ao mesmo tempo em que os custos têm ficado menores.

“O Zoe de 3 anos atrás tinha uma bateria do mesmo tamanho, mas com autonomia de 150 km. Hoje, ele roda 300 km com uma carga. Isso quer dizer que conseguimos reduzir ainda mais os custos”, falou.

Ao mesmo tempo, a venda de elétrico cresce exponencialmente. Segundo a Renault, na Europa, o aumento tem sido de 50% por ano nos últimos 5 anos. Na China, a porcentagem é ainda maior, de 80% ao ano.

Por aqui o mercado de elétricos ainda é praticamente inexistente. Mas, como em todos os demais segmentos, o primeiro passo precisa ser dado. E, sem dúvidas, o Salão do Automóvel de 2018, com 3 marcas populares lançando veículos movidos a eletricidade, pode ser considerado um ponto de virada.

Fonte: G1

Mais Novidades

29 JUL
Mercedes e Renault-Nissan começam a construir fábrica no México

Mercedes e Renault-Nissan começam a construir fábrica no México

Daimler e Renault-Nissan disseram que sua nova fábrica de carros em Aguascalientes, no México, vai empregar cerca de 3.600 funcionários e ter uma capacidade de produção inicial de mais de 230 mil veículos. A produção dos veículos Infiniti (marca de luxo da Nissan) começará em 2017, e os primeiros veículos da Mercedes-Benz estão programados para sair da linha de produção em 2018, disse a Daimler em comunicado.   + DE AUTOESPORTE Siga o programa... Leia mais
29 JUL
Ford convoca EcoSport, Fusion e New Fiesta para recall

Ford convoca EcoSport, Fusion e New Fiesta para recall

A Ford anunciou nesta quarta-feira (29) um recall para 215.069 unidades dos modelos New Fiesta (Hatch e Sedan), EcoSport e Fusion, fabricados entre abril de 2010 e dezembro de 2013 (veja lista abaixo), por causa de um problema no trinco das fechaduras. Segundo comunicado, a guia da mola do trinco pode quebrar, o que causa dificuldade para fechar e travar as portas. Com uso de força adicional, a porta pode ser fechada, mas ainda existe a possibilidade de ela se abrir com o carro em... Leia mais
29 JUL
Com novas motos produzidas no AM, Triumph busca 12% do mercado

Com novas motos produzidas no AM, Triumph busca 12% do mercado

A empresa Triumph  atingiu, no mês de julho, a marca de 10 mil motos produzidas no Polo Industrial de Manaus(PIM) desde a inauguração da fábrica, em 2012. Em 2015, a meta é chegar a uma produção anual de 4,5 mil unidades. Com o lançamento de dois novos modelos de entrada da Tiger 800, pertencente a linha Adventure, a empresa pretende aumentar a sua participação no mercado brasileiro de alta cilindradas que hoje é de 9,5%. As novas Tiger XR e XC, versões básicas das motos... Leia mais
28 JUL
GM em São José é excluída de investimento em nova linha

GM em São José é excluída de investimento em nova linha

O investimento de R$ 6,5 bilhões da GM para produção de uma nova família de veículos no Brasil exclui a planta da montadora em São José dos Campos (SP). Em crise desde 2012, quando começou a ser esvaziada com o fechamento de quatro linhas de produção, a unidade é considerada pouco competitiva pela multinacional. O anúncio do aporte destinado ao Brasil aconteceu nesta terça-feira (28) e faz parte de um plano global para produção de carros a mercados emergentes, como Brasil e... Leia mais
28 JUL
GM dobra investimento com nova família de carros no Brasil

GM dobra investimento com nova família de carros no Brasil

A General Motors (GM) anunciou nesta terça-feira (28) um investimento de R$ 13 bilhões no Brasil, dobrando o montante anunciado no ano passado para o período de 2014 a 2019. De acordo com a empresa, o aporte extra de R$ 6,5 bilhões será destinado ao desenvolvimento de uma nova família de carros, que será produzida no país. Segundo Dan Ammann, presidente da GM, esta nova família global terá 6 modelos diferentes e será responsável por 2 milhões de carros por ano no mundo... Leia mais
28 JUL
Honda corrige números de chassis de recall do CR-V por falha no airbag

Honda corrige números de chassis de recall do CR-V por falha no airbag

A Honda comunicou nesta terça-feira (28) uma correção dos números de chassi do recall de airbag envolvendo 59.737 unidades do CR-V. O chamado de 477.580 veículos da marca feito na segunda-feira (27), que também tem Fit, Civic e City, é mais um motivado por defeitos nos airbags da Takata, que já atingiram milhões de veículos pelo mundo.     RISCO EM AIRBAG Maior recall da história entenda o... Leia mais