Novidades

08 NOV

Como funcionam os seguros para carros antigos, superesportivos e blindados

Veículos placa preta, por exemplo, podem receber cobertura de até R$ 100.000 (Denis Freitas/Quatro Rodas)

Se boa parte da frota nacional circula sem seguros, mesmo tendo acesso teoricamente fácil a eles, o que dizer de superesportivos? Ou de algum clássico precioso ou até mesmo de um simples veículo blindado? Apesar de boa parte desses automóveis poder custar mais de R$ 1 milhão, protegê-los não é tarefa das mais fáceis, já que a grande maioria das seguradoras e corretores evita ao máximo trabalhar com esse tipo de automóvel.

Quando se fala nos antigos, a grande verdade é que não existe seguro. Não, pelo menos, como se concebe o serviço hoje, pois não existe aceitação da apólice completa, que inclua a colisão. Quando aceitam, só há cobertura para roubo e furto, com guincho e assistência 24 horas.

Os antigos podem receber cobertura para o segurado, ascendentes, descendentes e cônjuge por incêndio, explosão e fumaça (Edu Ramos/Quatro Rodas)

Uma inovação no segmento veio da Porto Seguro, com a apólice Porto Seguro Residência Premium. Esse seguro residencial pode incluir veículos que tenham placa preta (atestado oficial de originalidade para carros com 30 anos ou mais) que pernoitam na residência.

O produto oferece cobertura opcional de até R$ 100.000 para os automóveis do segurado, ascendentes, descendentes e cônjuge por danos causados por incêndio, explosão e fumaça. 

Superesportivos são outra grande causa de dor de cabeça para os corretores de seguro automotivo.

“A primeira dificuldade está em modelos importados que não estão cadastrados no sistema das seguradoras, devido à pouca quantidade desses veículos no Brasil”, explica Marcio de Paiva Costa, da corretora Mazetto Seguros, de São Paulo, que também atende a blindados e carros de leilão.

A grande dificuldade está nos superesportivos importados que não estão cadastrados no sistema das seguradoras (Lamborghini/Divulgação)

“Se conseguirmos fazer o enquadramento, surge outro problema: o valor do veículo. E aqui entra uma verdadeira negociação com as seguradoras para que elas aceitem o contrato. Se o veículo tiver mais de cinco anos, as chances de aceitação são mínimas. Nesse caso, apenas 3 das 17 seguradoras com as quais trabalhamos aceitam o seguro”, diz.

A questão da idade do automóvel afeta também os blindados. Os que têm até quatro anos podem ser assegurados do mesmo modo que os carros comuns. Nesse caso, o cliente contrata o seguro total mais o valor de cobertura para blindagem.

Só é preciso apresentar a documentação da blindagem, que inclui a nota fiscal do serviço, a Autorização do Exército para Blindagem e o documento atualizado do automóvel, quando o cliente blinda o carro depois de já ter feito o seguro para o veículo. 

Resumindo, é quase como se o seguro de blindados fosse dois produtos em um, ou seja, seguros separados para o carro e para a blindagem. “E, mesmo assim, apenas duas seguradoras do mercado aceitam veículos com blindagens de mais de cinco anos. Mas o seguro não é para a blindagem. Apenas para o veículo em si”, afirma Costa.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

04 NOV
Hennessey Venom F5 quer fazer 484 km/h e bater o Bugatti Chiron

Hennessey Venom F5 quer fazer 484 km/h e bater o Bugatti Chiron

Ele usa motor V8 twin-turbo e tem tração traseira (Hennessey/Divulgação) Caríssimo e com um enorme – e complexo – motor W16 8.0 com quatro turbos, o Bugatti Chiron é um alvo que todos os superesportivos do mundo querem abater. O Koenigsegg já conseguiu bater seu recorde de aceleração de zero a 400 km/h e frenagem total. Agora o Hennessey Venon F5 quer superar os dois. Design foi pensado em prol da aerodinâmica... Leia mais
04 NOV
Teste: Hyundai Creta Pulse Plus 1.6 – A versão que faltava

Teste: Hyundai Creta Pulse Plus 1.6 – A versão que faltava

O Creta 1.6 Pulse Plus não tem faróis com leds diurnos (Pedro Bicudo) Lançado em dezembro passado, o Hyundai Creta perdeu a versão Pulse 2.0, de R$ 92.490. Era a única opção entre a Pulse 1.6, de R$ 86.740, e a Prestige, de R$ 100.990.  Mas não fazia sentido. Além do motor mais potente, a Pulse 2.0 tinha a mais faróis do tipo projetor e luzes diurnas de leds integrada, saídas de ar-condicionado para o banco traseiro e abertura e... Leia mais
03 NOV
Guia de usados: Toyota Camry

Guia de usados: Toyota Camry

Camry de quinta geração: o irmão maior e mais luxuoso do Corolla (Marco de Bari/Quatro Rodas) Conforto, potência e confiabilidade. Essas são as palavras-chave para quem escolhe o Toyota Camry, o automóvel de passeio mais vendido nos EUA nos últimos 15 anos – e 90% deles ainda rodando por lá. No Brasil, ele foi alçado à categoria de sedã executivo, com imponência suficiente para brigar com o triunvirato alemão Audi A4, BMW... Leia mais
03 NOV
Qual é a influência do peso no consumo de um automóvel?

Qual é a influência do peso no consumo de um automóvel?

Não tem segredo: quanto maior o peso, maior será o consumo de combustível (Jonas Tucci/Quatro Rodas) Qual é a influência do peso no consumo de um automóvel? Um passageiro a menos reduz em quanto o consumo? – Natan Junior, Curitiba (PR) A influência é direta: quanto mais pesado estiver o veículo, maior será o gasto de combustível para uma mesma rota e perfil de condução. Como explica Clayton Zabeu, membro da Comissão Técnica... Leia mais
03 NOV
Comparativo: Novo Polo 1.6 x Up! TSI, briga de irmãos

Comparativo: Novo Polo 1.6 x Up! TSI, briga de irmãos

O Up! é 37 cm menor, mas o Polo é mais gastão e anda menos (Leo Sposito/Quatro Rodas) A Volkswagen se gaba por ter a maior gama de hatches do Brasil. São cinco: Up!, Gol, Fox, Polo e Golf dividem o espaço nas lojas, os clientes e até a faixa de preços. Hoje, um Up! TSI parte de R$ 54.350 e o Polo 1.6, que não tem nome específico de versão, começa em R$ 54.990. Esta diferença só diminui se você quiser os dois mais equipados, como... Leia mais
03 NOV
Ford Focus RS recebe freio de mão hidráulico para facilitar drift

Ford Focus RS recebe freio de mão hidráulico para facilitar drift

Freio de mão vendido como acessório é similar ao usado em ralis (Reprodução/Ford) A Ford está obcecada para fazer do Focus RS uma máquina de fazer drifts – a manobra em que o carro faz curvas de lado, pendulando a traseira de forma controlada. Primeiro o hatch esportivo ganhou um “modo drift”, que altera vários parâmetros de motor, câmbio, bloqueio de diferencial e do controle de estabilidade para facilitar a manobra.... Leia mais