Novidades

28 AGO

Medidas para socorrer montadoras são 'inócuas', diz economista da FGV

As medidas anunciadas pelos bancos públicos para socorrer o setor automotivo e impedir o aumento de demissões são 'inócuas", disse nesta sexta-feira (28) o pesquisador do IBRE/FGV, Samuel Pessoa, durante o 7º Congresso Internacional de Mercado Financeiro, em Campos de Jordão, interior de São Paulo.

Na semana passada, a Caixa e o Banco do Brasil anunciaram condições especiais de crédito para as montadoras, em parceria fechada com entidades do setor. A Caixa informou que vai conceder taxas de juros menores para empresas do setor que não demitirem.

No BB, a previsão de desembolsos para antecipar o crédito é da ordem de R$ 9 bilhões, incluídos nesse valor os R$ 3 bilhões para o setor automobilístico.

"O incentivo dos bancos públicos para gerar crédito barato para evitar aumento de demissões no setor automotivo é uma medida meio inócua, porque a capacidade produtiva é muito maior do que o mercado", disse a jornalistas em coletiva de imprensa.

Para Pessoa, o anúncio do incentivo, em momento de dificuldades para consolidar o ajuste fiscal, é um "sinal de fraqueza" do governo e vai contra "tudo o que [o ministro Joaquim] Levy disse em seu discurso ao assumir o governo.

O economista consera as medidas como uma tentativa de não pagar os custos do ajuste fiscal. O aumento do desemprego, segundo ele, é um dos efeitos colaterais das políticas de auteridade."Faz parte da história de toda inflação acelerada a incapacidade da sociedade de arcar com os custos do ajustamento", acrescentou.

"Vejo essa medida como um primeiro sinal de que acabou o comprometimento [do governo] com os custos do ajustamento", afirmou Pessoa. "A gente não faz isso [o ajuste] e empurra os custos com a barriga e eles ficam maiores".

Governo 'jogou a toalha'
Mais cedo, em discurso a profissionais do mercado financeiro, o economista e ex-presidente do Banco Central, Affonso Celso Pastore, afirmou que o governo desistiu do ajuste fiscal. “Só tem um jeito de produzir o ajuste fiscal que é cortando gastos. É preciso produzir reformas estruturais. O governo não tem capacidade de fazer isso”, disse Pastore.

Para o economista, o problema do desajuste das contas públicas está nos gastos e não na redução da receita e a política fiscal do é extremamente expansionista. “O governo jogou a toalha no ajuste fiscal. Ele deu sinais de que não quer cortar gastos, tanto que vem com essa gracinha da CPMF para cima da gente”, disse.

Fonte: G1

Mais Novidades

07 MAI

Grandes Comparativos: cinco esportivos (quase) indomáveis

Cinco esportivos com propostas diferentes na pista para saber qual é o mais veloz (Germano Lüders/Quatro Rodas)A barreira da velocidade sempre foi uma obsessão dos fabricantes de automóveis e de quem está ao volante de um esportivo – e isso não se restringe aos pilotos.Fazer o coração pulsar mais forte ao ver o ponteiro do velocímetro subir a cada fração de segundo é uma sensação que só os puros-sangues são capazes de proporcionar.Se acelerar um carro acima de 200 km/h é uma... Leia mais
07 MAI

Produção de veículos no Brasil sobe 40% em abril, diz Anfavea

A produção de veículos no Brasil subiu 40% em abril, na comparação com o mesmo período do ano passado, afirmou nesta segunda-feira (7) a associação das montadoras (Anfavea). Foram 266.111 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus feitos em abril, enquanto no mesmo mês de 2017 foram 189.487 unidades. No acumulado de janeiro a abril, a indústria automotiva acelerou 20,7%, já chegando perto do primeiro milhão de unidades em quatro meses. Saíram das fábricas... Leia mais
07 MAI

Audi A4 tem recall no Brasil para troca do para-brisa

A Audi do Brasil anunciou nesta segunda-feira (7) um recall de 12 unidades do A4, ano/modelo 2018, por causa de um problema na fixação do vidro para-brisa dianteiro. CHASSIS ENVOLVIDOS A4 Sedan 2.0 - WAU_F4_JA051576 a WAU_F4_JA051740A4 Avant 2.0 - WAU_F4_JA051934 Segundo a fabricante, devido à baixa aderência da cola usada no para-brisa, ele pode apresentar pontos de descolamento. Em caso de acidente, isso pode afetar até a eficácia do airbag dianteiro do passageiro. A... Leia mais
07 MAI

Nissan diz que acabará gradualmente com o diesel na Europa

A Nissan Motor retirará "gradualmente" do mercado europeu os carros de passeio movidos a diesel como parte da estratégia de eletrificação de seus modelos, confirmou nesta segunda-feira (7) um porta-voz da companhia. Na Europa, onde se concentram as vendas de diesel da Nissan, a estratégia de eletrificação adotada pela companhia lhe permitirá "suprimir gradualmente o diesel dos veículos de passageiros no momento da renovação de cada veículo", explicou a fabricante. "Neste... Leia mais
07 MAI

Presidente da Tesla foge de perguntas de analistas e depois se arrepende: 'foi tolice'

O presidente-executivo da Tesla, Elon Musk, disse que foi "insensato" de sua parte desprezar os analistas de Wall Street em uma teleconferência depois da divulgação dos resultados da empresa na semana passada. Na teleconferência, realizada quarta-feira (2), Musk desprezou questionamentos sobre a operação da empresa feitos por Joseph Spak, da RBC Capital Markets, e Toni Sacconaghi, de Bernstein. Ele foi questionado sobre as reservas relacionadas ao sedã Model 3 e se a empresa... Leia mais
07 MAI

Primeiras impressões: nova Tiger 800 é avaliada em mina desativada

O Brasil é o país que mais vende Tiger 800 no mundo, ficando à frente até mesmo da Inglaterra, país de origem da Triumph. FOTOS: veja como ficou a nova Tiger 800 Pela importância do mercado brasileiro para a motocicleta, a opinião do consumidor local foi levada em conta para a renovação da moto que, em seu modelo 2018, chega às lojas em junho. Ainda sem o preço revelado, a nova Tiger 800 ficará em média 8% mais cara que a atual. O modelo varia de R$ 39.990 a R$ 52.990,... Leia mais