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25 OUT

Longa Duração: sofremos um assalto com o Jeep Compass

Freio eletrônico impediu roubo do Compass (Péricles Malheiros/Quatro Rodas)

Recuperado do susto, o editor Péricles Malheiros conta como foi a noite em que quase lhe roubaram o Compass, no bairro Vila Mascote, na zona sul de São Paulo.

“Estava a cerca de 300 metros de casa, com minha esposa e meu filho. Notei a aproximação de um Peugeot 208 pela esquerda, na contramão. Quando ele iniciou a manobra para entrar na minha frente, percebi que seríamos assaltados. Por instinto, engatei a ré e encostei no carro que estava atrás, um BMW X3.

O ladrão, armado, saltou do 208 e chegou na minha janela, pedindo a aliança. Tirei, dei a ele e mostrei que havia uma criança no banco traseiro.

Diante de tanta coisa ruim que acontece no dia a dia, posso até dizer que ele foi legal, pois, de imediato, abaixou a arma, reduziu o tom de voz e, sem violência, abriu a porta para a minha esposa e nos autorizou a tirar nosso filho. Ao dar a volta no carro, entendi que o BMW também estava envolvido na ação, com outro bandido ao volante.

Tiramos nosso filho e saímos correndo. Olhamos para trás e vimos que o Compass estava no mesmo local, com os outros dois carros um pouco mais à frente. Fiquei preocupado, pois notei que o ladrão não estava conseguindo sair com o SUV e poderia achar que eu tinha acionado algum dispositivo antifurto.

Parei uma motorista num Tucson, que nos levou até uma padaria ali perto. No caminho, liguei para o 190.

Após ouvir cerca de um minuto de gravação, uma policial me atendeu. Apesar do susto, eu estava calmo. Informei o endereço, a quantidade e a descrição dos assaltantes e dos veículos e quantos deles estavam armados. Mesmo assim, as mesmas perguntas se repetiram. Tanto que a ligação durou longos oito minutos e meio.

Por sorte, um policial jantava no local e acionou diretamente seus colegas da área, pelo celular. Antes de terminar minha ligação para o 190, duas viaturas estavam diante da padaria. Contei o que havia acontecido e, numa das viaturas, voltamos ao local do assalto.

Minha suspeita havia se confirmado: lá estava o Compass. Durante o assalto, ao abrir a porta para desembarcar, o freio de estacionamento foi automaticamente ativado. Pelo jeito, o ladrão não sabia liberar o sistema.

No fim das contas, apesar de termos ficado sem as alianças, o resultado até que foi positivo.”

Consumo

Ficha técnica

Fonte: Quatro Rodas

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