Novidades

16 OUT

'Pai' do novo BMW Série 3 fala sobre tradição esportiva: 'É de onde viemos, é para onde vamos'

Modificar um veículo que tem características muito marcantes é sempre um grande desafio para engenheiros e designers. Afinal, corre-se o risco de que o carro perca sua essência, e, como consequência, fãs e clientes.

No caso do BMW Série 3, que teve a 7ª geração lançada no Salão de Paris, a tarefa foi manter a esportividade e a dinâmica de condução que fazem o sedã famoso há mais de 40 anos.

Ainda não foi possível dirigir a novidade, mas o G1 conversou com o Thomas Baeumer, chefe de projeto do novo Série 3. Ele contou como a equipe da BMW trabalhou para criar esta nova geração, que está confirmada para o Brasil na metade do ano que vem.

“A renovação do Série 3 está baseada em 3 pilares: desenho, dinâmica de condução e tecnologia”, disse Baeumer. Ele também explicou que o carro nasceu do zero, mas com diretrizes bem definidas. “Cada pedaço é novo. Mas mantivemos a essência de um sedã esportivo. É de onde viemos, e é para onde vamos”, falou.

Para permitir que o modelo passasse por melhorias de segurança, tecnologia e dirigibilidade, a marca adotou a plataforma dos sedãs maiores, Série 5 e Série 7. Segundo o chefe do projeto, as equipes que criaram no novo Série 3 começaram a trabalhar há 5 anos.

Hey, BMW

Para continuar forte em seu segmento, o Série 3 incorporou diversas tecnologias que devem se tornar tendências nos próximos anos. É o caso do novo assistente pessoal, que utiliza inteligência artificial para auxiliar os ocupantes em diversas tarefas.

Tudo comandado por voz, usando o comando “Hey, BMW” - o sistema é semelhante ao apresentado recentemente pela Mercedes-Benz.

Por exemplo, se o motorista “chama” o veículo, e diz que está cansado ou estressado, o veículo modifica a música ambiente e a temperatura do ar-condicionado, para fazer com que o condutor se sinta melhor.

Além disso, é possível planejar rotas, pedir auxílio para encontrar restaurantes e postos de combustível e saber se há alguma anormalidade com o veículo.

O sistema já está apto para “conversar” com os proprietários em 23 idiomas (incluindo português), e tem respostas para mais de mil perguntas, número que deve crescer rapidamente, já que o sistema aprende conforme os usuários utilizam a tecnologia.

“É um bebê pequeno, que ainda vai crescer”, brincou Baeumer.

Versão híbrida e ‘irmão’ elétrico

Outra novidade é a chegada de uma nova versão híbrida plug-in (que pode ser carregada na tomada), chamada de 330e. Ela será lançada no ano que vem, e ainda não há outras informações.

Mas, ao menos por enquanto, o Série 3 não terá uma versão totalmente elétrica. Afinal, essa será a missão do inédito i4, confirmado pela BMW no Salão de Paris para 2021, usando a mesma plataforma do Série 3.

Tão equipado quanto um Série 5

O novo Série 3 terá o mesmo nível de assistência de condução semi-autônoma dos "irmãos" maiores, Série 5 e Série 7. Isso deve incluir a manutenção automática de faixa e o controle de velocidade adaptativo, que segue o veículo da frente.

Outra novidade, esta inédita na BMW, é a suspensão com batentes hidráulicos progressivos, que garantem uma espécie de dose extra de amortecimento, evitando as conhecidas "batidas secas" no fim do curso.

A tecnologia já é usada pela Citroën, para aumentar o conforto. Na BMW, no entanto, o foco é garantir maior estabilidade. "É um Série 3, e vai continuar sendo um Série 3", definiu Baeumer.

Trabalho ininterrupto

Mesmo com avanços significativos, ainda é possível reconhecer o Série 3 pelo visual. Ainda que a traseira tenha ganhado lanternas com formato bastante diferente, dianteira e lateral preservaram os traços de gerações anteriores, como o desenho das janelas e dos faróis com as pontas “afiadas”.

Desde a primeira geração, de 1975, a cabine também evoluiu. Ao longo dos anos, o número de botões aumentou, e diminuiu recentemente, substituídos por telas sensíveis ao toque. No entanto, os comandos voltados para o motorista sempre permaneceram intactos.

E o próximo M3?

O chefe do projeto também afirmou que o ciclo de vida desta geração é de 7 anos, mas que os trabalhos para atualizar o modelo começam bem antes. “Vamos começar a pensar [em mudanças] daqui cerca de dois anos”, completou.

Antes das primeiras mudanças, a equipe de Baeumer ainda está trabalhando no próximo M3, a versão mais esportiva do sedã.

Ele disse que o modelo será lançado “em breve”, mas, quando questionado se o modelo perderia a tradicional tração integral, despistou. “Ainda é cedo para falar sobre tração traseira ou integral”, brincou.

Aos fãs, resta aguardar. Porém, pelo cuidado com que a BMW tem tomado ao renovar o Série 3, é possível que haja uma boa surpresa.

VÍDEO: CONHEÇA O NOVO BMW SÉRIE 3

Fonte: G1

Mais Novidades

20 JAN
Renault Kwid tem novo recall: berço do motor pode se romper

Renault Kwid tem novo recall: berço do motor pode se romper

Defeito está no berço do motor, onde estão presos componentes da suspensão (Divulgação/Renault) A Renault está convocando para recall 1.918 unidades do Kwid. O motivo, de acordo com a fabricante, é a não conformidade da solda do berço do motor, que poderá se romper. Elementos da suspensão dianteira são fixados no berço do motor. Caso ele se rompa, pode ocorrer perda da dirigibilidade com risco de acidente e de lesões aos... Leia mais
19 JAN
Mitsubishi terá carros sem retrovisores externos a partir de 2019

Mitsubishi terá carros sem retrovisores externos a partir de 2019

O Mitsubishi CA-MiEV, de 2013, já antecipava a tendência de retirar os retrovisores (Divulgação/Mitsubishi) Bem longe dos seus tempos áureos, a Mitsubishi vive uma fase de renovação. Ela terá seis novos modelos até 2020 e pretende colocar bastante tecnologia neles. Tanto que sequer terão retrovisores. A fabricante japonesa diz ter desenvolvido as melhores câmeras para uso automotivo. Elas serão responsáveis por substituir os... Leia mais
19 JAN
Teste: Subaru Forester L, uma aposta no custo-benefício

Teste: Subaru Forester L, uma aposta no custo-benefício

Forester está na quarta geração, que chegou às lojas em 2012 (Christian Castanho/Quatro Rodas) A Subaru sempre alardeou qualidades técnicas para vender seus carros, destacando a tecnologia do motor boxer e do sistema de tração integral, principalmente. Desde o final de 2017, porém, a marca mudou o discurso em relação ao SUV Forester, adotando o argumento da melhor relação custo-benefício.  Em novembro passado, a Subaru... Leia mais
19 JAN
Vendas de picapes em 2017: Strada, Toro e Hilux dominam

Vendas de picapes em 2017: Strada, Toro e Hilux dominam

– (Montagem/Divulgação/Quatro Rodas) O ano passado pode ter sido o último em que a Fiat Strada liderou o segmento de picapes no Brasil. A boa notícia (para a FCA) é que, se for superada, provavelmente será pela Toro, que foi vice-colocada na categoria. Lançada em 2016, a picape intermediária emplacou 50.723 unidades em 2017, enquanto o veterano modelo derivado do Palio registrou 54.863 veículos. O desempenho da dupla surpreende se... Leia mais
19 JAN
Guia de Usados: Fiat Grand Siena

Guia de Usados: Fiat Grand Siena

Lançado em 2012, é basicamente o mesmo até hoje (Marco de Bari/Quatro Rodas) Derivado do Palio de segunda geração, o Grand Siena estreou aqui em 2012 posicionado entre o Siena EL (que usava a carroceria de 1997) e o Linea. Destacou-se pelo estilo próprio e pela evolução no espaço interno e nível de equipamentos. Virou um dos sedãs mais vendidos graças ao porta-malas de 520 litros e duas versões de acabamento. A básica,... Leia mais
19 JAN
Jeep Compass e Renegade estão até R$ 4 mil mais caros

Jeep Compass e Renegade estão até R$ 4 mil mais caros

Compass teve aumento de até R$ 4 mil para 2018 (Christian Castanho/Quatro Rodas) A Jeep aumentou os preços de seus dois modelos mais vendidos. A última mudança na tabela do Renegade tinha acontecido em agosto de 2017. Já o Compass, há pouco mais de três meses, em outubro. Os reajustes afetam todas as versões dos dois SUVs, que estão entre R$ 1.300 e R$ 4 mil mais caros. Não houve mudança na lista de equipamentos para justificar... Leia mais