Novidades

28 SET

Teste: Lifan X80 parece uma pechincha, mas não é

X80 tem design imponente, mas pouco original (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Quem olha a lista de equipamentos do Lifan X80 se surpreende. Há quadro de instrumentos digital, teto solar, bancos dianteiros elétricos, freio de estacionamento eletrônico, chave presencial, ar-
-condicionado automático com saídas para as três fileiras e rodas aro 19.

São equipamentos encontrados apenas no Volkswagen Tiguan R-Line, de R$ 179.990, por muito menos: R$ 129.777, que o posiciona como SUV de sete lugares mais barato do Brasil.

Se por um lado o chinês não tem todos os equipamentos de segurança e do Tiguan, por outro a Lifan também diz que seu motor 2.0 é TSI, por ter turbo com injeção direta. É um projeto próprio da marca e entrega 184 cv e 28,6 mkgf.

Traseira lembra a do Hyundai Santa Fe (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O câmbio é automático de seis marchas com trocas sequenciais apenas na alavanca, fornecido pela DSI, empresa australiana que hoje pertence à chinesa Geely.

Ainda assim, parece que o câmbio não fala o idioma do motor. Mesmo com modo Sport ativado, o câmbio não explora toda a faixa de potência do motor — o pico é a 5.000 rpm. Antecipa as trocas, o que acaba prejudicando o ganho de velocidade.

Quadro de instrumentos digital não é personalizável. Central multimídia parece pequena, mas tem 8 polegadas (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Em nossa pista de testes, precisou de 12,7 s para chegar aos 100 km/h. É lento para um carro turbo, mesmo considerando seus 1.885 kg.

O consumo pouco muda de acordo com o percurso. Fez 9,4 km/l em ciclo urbano e 10,4 km/l no rodoviário com gasolina, único combustível que o Lifan X80 pode consumir.

Bancos dianteiros tem ajuste elétrico e teto solar é de série (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Enquanto boa parte dos novos SUVs tem comportamento parecido com o de carros de passeio, o X80 lembra picapes com suspensão muito macia, como a Chevrolet S10 da geração passada. Inclina bastante em curvas e não filtra pequenas irregularidades do piso.

Mas não estamos falando de um SUV com carroceria montada sobre chassi, como um Toyota SW4: o X80 é monobloco.

O design ajuda a construir a imagem de carro mais caro. A frente é imponente, alta e com a grade cromada integrada aos faróis. Mas de perfil e traseira lembra bastante o Hyundai Grand Santa Fe, que deixou de ser importado no ano passado.

Segunda fileira corre em trilhos para ampliar o espaço atrás (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Não se preocupe, pois é impossível esquecer que se trata de um Lifan. Além dos grandes emblemas na grade e na tampa traseira, há uma luz que projeta o logotipo da marca no chão ao abrir a porta do motorista.

No largo console central, atrás da alavanca, vai um “Lifan” iluminado de azul quando as luzes do interior estão acesas. Por fim, ainda tem acabamento imitando madeira no largo console central, no painel e na alavanca de câmbio.

Acesso para a terceira fila é complicado (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A central multimídia tem tela de 8 polegadas, que fica pequena no meio do enorme painel. Ela é compatível com Apple CarPlay, tem espelhamento de tela para aparelhos Android e exibe informações do ar-condicionado de duas zonas (uma para os bancos da frente, outra para os traseiros).

Mas a interface lembra uma central genérica. O quadro de instrumentos digital não é personalizável como em outros carros com essa tecnologia: muda-se apenas o layout entre três opções e a alteração só é feita com o carro parado.

Se o Lifan X80 tem um destaque, é o espaço interno. Tanto a segunda fileira como a terceira têm assoalho plano e são beneficiadas por saídas de ar-condicionado independentes, no teto. Acessar a terceira fila exige força para rebater o banco e contorcionismo para entrar. Ao menos há USB independente ali atrás.

Porta-malas é amplo, mas restam apenas 200l quando a terceira fila está armada (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A Lifan diz que o X80 representa uma mudança no perfil dos seus produtos e espera vender 120 unidades por mês.

Ela tem o mérito de ter equipado o modelo com todos os itens mais desejados entre os SUVs médios e grandes. Na prática, porém, é menos refinado que os SUVs compactos atuais.

Veredicto: O Lifan X80 é opção para quem quer um SUV de sete lugares relativamente barato.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

26 MAR

Petrobras vai passar a reajustar diesel a cada 15 dias e anuncia cartão para caminhoneiros

A diretoria da Petrobras aprovou mudanças na periodicidade de reajuste nos preços do diesel vendido para as refinarias. Os preços passarão a ser reajustados, no mínimo, a cada 15 dias, informou a estatal nesta terça-feira (26) em comunicado ao mercado. Desde então, a petroleira vinha reajustando o combustível em intervalos menores, desde o fim do programa de subsídios lançado pelo governo após a greve dos caminhoneiros. Somente em março, foram anunciados 5 reajustes no... Leia mais
26 MAR

Toyota Etios 2020 está mais caro e, pela primeira vez, não tem mudanças

Etios 2020 só teve reajustes em todas as versões (Divulgação/Toyota)Desde que estreou no Brasil, em setembro de 2012, o Toyota Etios teve mudanças de equipamentos – e muitas vezes visuais – em todas as mudanças de ano-modelo.Foi assim que ele ganhou retrovisores com ajuste elétrico, trocou o painel cinza pelo preto, o quadro de instrumentos analógico pelo digital, recebeu motores mais potentes, nova frente e até controles de estabilidade e tração de série.Etios Sedan acompanha... Leia mais
26 MAR

Novas Tecnologias: como é o filtro de poluentes para motores a gasolina

Motor PSA 1.2 de 3 cilindros (Otavio Silveira/Quatro Rodas)As emissões de material particulado sempre foram relacionadas aos motores a diesel em razão da grande formação de fuligem. Mas esse tipo de poluente não é exclusividade do diesel.Motores do ciclo Otto também emitem partículas sólidas resultantes da queima da gasolina.A diferença é que esses motores sempre emitiram menos particulado, comparados aos a diesel, e produziam outros poluentes (HC, CO, CO2, NOx) em maior... Leia mais
26 MAR

Longa Duração: quem desvendará o misterioso tranco no câmbio do VW Virtus?

Virtus na Represa do Funil, em Itatiaia (RJ) (Henrique Rodrigues/Quatro Rodas)O editor Péricles Malheiros foi com o Volkswagen Virtus de São Paulo a Sobradinho (DF). “Ele é o 28º carro de Longa Duração com o qual faço essa viagem. Esperto nas retomadas, permitiu ultrapassagens com segurança. Mas não há mágica. Em velocidades mais altas, o baixo deslocamento volumétrico do motor 1.0 TSI cobra a conta, com o fim do fôlego chegando mais precocemente”, relata. O repórter... Leia mais
26 MAR

Trens do Metrô de SP são autônomos e têm a força de 347 Amarok V6 juntas

A lavagem é feita com o trem em movimento e custa R$ 2.000 (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)Freios regenerativos, motores elétricos, ABS, suspensão a ar ajustável e condução autônoma são algo relativamente recente na indústria automotiva. Mas eles já são uma realidade no Metrô de São Paulo desde 1974. E, de quebra, a manutenção dos trens de 130 metros pode ser mais barata do que a de um carro comum. Essas são apenas algumas das curiosidades que cercam os 169 trens (incluindo... Leia mais
26 MAR

Honda Accord 2019: primeiras impressões

No mundo automotivo, “sleeper” é o termo usado para definir carros que, de sonolentos, só têm a aparência. Em outras palavras, lobos em pele de cordeiro. O rótulo se encaixa perfeitamente na 10ª geração do Honda Accord, lançada no Brasil no Salão do Automóvel, em novembro passado. Quem olha para o sedã de linhas clássicas e claramente inspiradas no Civic não imagina do que o modelo é capaz. Ainda que a Honda não divulgue oficialmente a aceleração de 0 a 100... Leia mais