Novidades

01 SET

Test drive de supercarros é oferecido a partir de R$ 400 a qualquer motorista habilitado

O aluguel de carros de luxo e esportivos, comum no exterior, ganhou espaço no Brasil. Por valores que começam em cerca de R$ 400 – às vezes parceláveis -, é possível qualquer motorista com CNH em dia guiar Mustang, Dodge e, pagando mais que o dobro, até Ferrari.

O caso da batida de um Lamborghini alugado por uma turista que perdeu o controle do carro, em Gramado (RS), chamou atenção para esse tipo de serviço, que existe principalmente em São Paulo. Veja o vídeo do acidente ao final da reportagem.

Apesar de não exigirem experiência ao volante desses veículos mais potentes, as empresas de aluguel – ou test drive - de “carrões” dizem impor regras aos clientes por meio de um termo de responsabilidade, que deve ser assinado antes do passeio.

A principal delas, segundo as locadoras, é respeitar as regras de trânsito. Além disso, afirmam que o motorista é sempre acompanhado por um instrutor, como aconteceu no Rio Grande do Sul.

Duas empresas de São Paulo ouvidas pelo G1 afirmam que os carros, que custam milhares de reais, têm seguro e manutenção em dia. Uma delas afirmou usar rastreador com histórico de velocidade.

No caso do acidente em Gramado, a locadora informou que o modelo não estava segurado porque tinha sido comprado recentemente e a apólice ainda não estava pronta.

Regras

Os passeios são sempre diurnos e podem ser cancelados em caso de chuva, dizem as empresas de São Paulo. A de Gramado, que possui filiais em Santa Catarina e no Paraná, afirma, em seu site, que o passeio ocorre mesmo com chuva, “se ela não estiver comprometendo a segurança”.

Antes de sair dirigindo, o instrutor que acompanhará o passeio no banco do carona orienta sobre os controles do carro, pedais e câmbio.

A duração de test drive – e o preço - depende da distância contratada. Os trajetos, pré-definidos, variam de 9 km a 60 km nas empresas pesquisadas.

A maioria começa com trechos de cerca de 25 km, cobrando R$ 400, em média, dependendo do modelo. Rodar 60 km em uma Ferrari pode custar cerca de R$ 1.500.

"Em média, por mês, fazemos de 25 a 30 passeios", diz Ceíra Dominichini, em São Paulo.

Nessa empresa e na segunda consultada na capital paulista, os clientes saem de um bairro na Zona Sul e experimentam os carros na Rodovia dos Imigrantes, que tem como velocidade máxima 120 km/h a partir da proximidade com a divisa com Diadema, na Grande SP.

“Basicamente é um trajeto de retas”, explica Paulo Siqueira, gerente de uma das empresas.

É possível levar acompanhantes, se o carro tiver capacidade para mais de duas pessoas, mas algumas empresas cobram a mais por isso.

Crianças, inclusive, são permitidas no banco de trás. “Mas, se a idade exigir, os pais têm que trazer cadeirinha ou buster”, explica Siqueira.

Desafios dos supercarros

“A ideia é que a pessoa faça o teste drive e aproveite o veículo. Não é teste de performance”, resume Siqueira.

Com potência que pode ser mais de 4 vezes a de carros comuns, os supercarros são mais difíceis de dirigir sem um aprendizado adequado, explica Roberto Manzini, instrutor de pilotagem.

“O problema é que esses carros aceleram de 0 a 100 km/h em menos de 3 segundos. Fora que vão a 150 (km/h) muito rápido. O problema não é somente a velocidade, mas o modo como ela chega”, afirma Manzini.

Os carros populares levam bem mais de 10 segundos para atingir uma velocidade de 100 km/h, por exemplo. Segundo ele, o ideal é que o aprendizado da pilotagem desses carros se dê passo a passo.

“O corpo não está preparado para altas acelerações e o motorista pode ficar sem reação em um caso assim”, explica Manzini.

A causa da batida em Gramado ainda é investigada.

Antes de sair dirigindo um supercarro pela primeira vez, o especialista sugere que o motorista procure o máximo de informação sobre o veículo. “Tente ler sobre o carro, conhecer os detalhes, e comece por um lugar onde ande devagar”, acrescenta.

Fonte: G1

Mais Novidades

20 FEV

Lamborghini Urus nem chegou, mas já está R$ 400 mil mais barato

Design do Urus segue as tendências de estilo dos superesportivos da marca (Lamborghini/Divulgação) A Lamborghini diz que o Urus foi concebido para mercados como Oriente Médio, Rússia e China, mas o SUV esportivo já está vive disputa de preços no Brasil. Acontece que a importadora independente Direct Imports, de São Paulo, confirmou ter recebido a primeira encomenda do Lamborghini Urus. Ele só desembarca por aqui no último trimestre do ano, mas... Leia mais
20 FEV
BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

Cantor João Paulo morreu em acidente com uma BMW 328 i (Edilberto Acácio da Silva/Divulgação) A BMW pode ter que pagar uma das maiores indenizações do setor automotivo em 2018 – rolo ainda maior é o caso das Amarok envolvidas no Dieselgate. Esse valor pode ficar entre R$ 250 milhões e R$ 600 milhões. O processo foi movido pela viúva do cantor João Paulo (que fazia dupla com o sertanejo Daniel), vítima fatal de um acidente em setembro de 1997... Leia mais
20 FEV

Novos equipamentos de segurança serão obrigatórios no Brasil

Ilustração numera ponto a ponto onde cada item atua no veículo  (Otávio Silveira/Quatro Rodas) Normas do Contran exigem itens básicos como para-choques, faróis, luzes de freio e seta, limpador e lavador de para-brisas e buzina em todos os veículos vendidos no Brasil. Para-sol, velocímetro, cintos de segurança e refletores traseiros também estão na lista. Pode parecer exagero em alguns casos, mas no Brasil funciona assim. Retrovisor do lado... Leia mais
20 FEV

Teste de produto: restaurador de pintura que substitui clay bar

A pintura antes (riscada) e depois (lisa) do Speed Clay, com a vantagem de ter dado menos trabalho do que um clay bar tradicional  (Paulo Bau/Quatro Rodas) Se você passar a mão na carroceria e sentir que está meio áspera, saiba que é um trabalho para as clay bars (barras de argila). Esse tipo de produto está  cada vez mais popular. É só pesquisar para ver a variedade deles em lojas e sites especializados em produtos automotivos. Mas uma versão tem... Leia mais
20 FEV
Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Ele até lembra o Duster atual, mas todos os painéis de carroceria são novos (Dacia/Divulgação) Não há muitos carros que são imediatamente reconhecidos pela sua silhueta, não importa a que distância estejam. Na linha Renault, o antigo Twingo era um deles. Hoje, é o SUV compacto Duster que tem esse mesmo status, devido às formas quadradas e para-choques pronunciados, que o destacam da concorrência, que não para de crescer. Como a plataforma não... Leia mais
20 FEV

Os motores conseguem identificar gasolina de baixa qualidade?

Esquema mostra os componentes de um sistema com duas sondas lambda (Divulgação/Quatro Rodas) Por que ao colocar gasolina de maior octanagem num motor flex o sensor do ponto de ignição não reconhece essa diferença de octanagem, como faz com o álcool? – Osvaldo Carneiro Filho, Rio de Janeiro (RJ) Primeiro é preciso entender que as injeções eletrônicas modernas possuem diversos sensores, mas não há nenhum que meça o ponto de ignição e a... Leia mais