Novidades

19 AGO
KTM 390 Duke: primeiras impressões

KTM 390 Duke: primeiras impressões

A KTM começa a vender no Brasil a 390 Duke, uma das motos mais aguardadas de sua linha, junto com a 200 Duke, que também chegará em breve. Custando R$ 21.990, com freios ABS de série, o modelo chega para ser um meio-termo entre uma Kawasaki Z300 e uma Honda CB 500F.

A 390 Duke pode brigar nestas duas faixas do segmento naked tanto pelo preço quanto pelo fato de, tendo uma cilindrada intermediária, não possuir concorrentes diretos.

Além disso, a moto tem um comportamento mais esportivo que a média, característica principal da marca austríaca.

A sigla KTM podem até passar sem chamar atenção entre parte dos motociclistas brasileiros, longe de ter o reconhecimento das motos de BMW e Ducati, por exemplo. Mas as 3 letras dão nome à maior fabricante de motos europeia que parece, enfim, chegar para mostrar seu potencial no mercado brasileiro, onde é mais consolidada no segmento off-road.

Nesta nova fase, após um hiato de anos sem presença oficial no país, a marca das motos laranjas tem uma parceria comercial com a Dafra, também responsável pela montagem das motos em Manaus. Como a indiana Bajaj detém 48% da KTM, os modelos de menor cilindrada, como a 200 Duke e 390 Duke, são fabricados na Índia, de onde vêm as peças para a produção brasileira.

Meio-termo
Apesar da briga com CB e Z300, a 390 Duke possui motor de 1 cilindro, enquanto os das rivais utilizam 2 cilindros. Isso traz um comportamento diferenciado para a KTM e a possibilidade de fazer um conjunto mais compacto. De acordo com a empresa, um dos trunfos da moto será a sua relação peso/potência.

Para avaliar estas qualidades, o G1 rodou com o modelo em circuito fechado. O primeiro ponto notado foi a ergonomia na moto, que proporciona um posicionamento com dose de esportividade, mas sem se tornar desconfortável.

 

O painel digital é moderno e traz bastante informação e até uma “shift-light”, que indica a hora de trocar de marcha em uma pilotagem esportiva. É possível também desligar o freio ABS por meio de um botão escondido do lado esquerdo, na borda do painel.

O acabamento é bem feito e, segundo a empresa, apesar de a produção ser na Índia, todo o projeto foi desenvolvido na Áustria.

Na pista
Logo ao ligar o motor é possível notar um som agradável e puxado para o grave. Os 373,2 cc de cilindrada rendem 44 cavalos de potência e 3,56 kgfm de torque. São números interessantes ao comparar às rivais e, na pista, mostram que nisso a moto também busca comportamento esportivo.

A 390 Duke oferece boas arrancadas, mas seu melhor funcionamento aparece em médios e altos giros, com um comportamento que pode ser considerado explosivo para a sua faixa de cilindrada. Em contrapartida, existe uma vibração excessiva do monocilíndrico, que ficou bem latente ao levar o propulsor ao desempenho máximo no circuito.

Mesmo como o motor acertado, o que mais chama atenção na moto é a leveza do conjunto, que permite trocas de direções com facilidade. O traçado da pista era bem sinuoso e a 390 Duke se mostrou apta para uma pilotagem esportiva.

As suspensões, que permitem regulagens, não são moles nem rígidas demais, o que deve refletir bom comportamento urbano. O jeito de pilotar lembra o de uma "supermotard", com posicionamento mais próximo do tanque.

Outro fator que ajuda é o funcionamento do ABS, que evita o travamento das rodas, mas de maneira suave, sem trepidações em demasia. Os freios são da ByBre, marca da Brembo para motos de média e baixa cilindrada, e são de fácil dosagem.

KTM precisa reforçar a marca no Brasil
Com o conjunto que possui, a expectativa de vendas da 390 Duke até o final do ano pode ser considerada tímida. A empresa espera emplacar apenas 250 unidades até dezembro, número baixo pela qualidade que oferece.

No acumulado do ano, a CB 500F já somou 1.163 unidades vendidas, de janeiro e julho. Enquanto a recém-lançada Z300 tem como objetivo ser a Kawasaki mais venida do país, superando a Ninja 300, que vendeu 1.042 unidades no nos 7 primeiros meses de 2015.

É impossível dizer que a moto é barata, mas ela acabou se encaixando bem entre as rivais. Oferece mais performance que uma Z 300 e é mais barata que a CB 500F, levando ampla vantagem de peso sobre ambas (compare os dados na tabela acima).

Além disso, o 390 Duke possui um refinamento acima da média para a sua cilindrada, além de ser mais exclusiva. O que resta para a KTM e sua parceira Dafra é buscar colocar o nome da marca austríaca entre as grandes marcas de motos também no Brasil, como ocorre na Europa e em boa parte do mundo.

VEJA O VALOR DA SUA MOTO NA TABELA FIPE

G1 JÁ ANDOU NA HONDA CB 500F, RIVAL DA 390 DUKE. VEJA O VÍDEO:

 

 

Fonte: G1

Mais Novidades

22 JAN
Longa Duração: o desmonte do Chevrolet Cruze

Longa Duração: o desmonte do Chevrolet Cruze

– (Xico Buny/Quatro Rodas) Novembro de 2012: a primeira geração do Cruze passava por este mesmo momento, o desmonte após a rodagem de 60.000 km. Ou seja, além de enfrentar a dureza normal do Longa Duração, o Cruze LTZ 2017 que você vê aqui aos pedaços tinha também a “obrigação moral” de finalizar sua jornada entre nós, no mínimo, tão bem quanto o seu antecessor. Não conseguiu. “Sem dúvida, ele é a nova referência do... Leia mais
20 JAN
Renault Kwid tem novo recall: berço do motor pode se romper

Renault Kwid tem novo recall: berço do motor pode se romper

Defeito está no berço do motor, onde estão presos componentes da suspensão (Divulgação/Renault) A Renault está convocando para recall 1.918 unidades do Kwid. O motivo, de acordo com a fabricante, é a não conformidade da solda do berço do motor, que poderá se romper. Elementos da suspensão dianteira são fixados no berço do motor. Caso ele se rompa, pode ocorrer perda da dirigibilidade com risco de acidente e de lesões aos... Leia mais
19 JAN
Mitsubishi terá carros sem retrovisores externos a partir de 2019

Mitsubishi terá carros sem retrovisores externos a partir de 2019

O Mitsubishi CA-MiEV, de 2013, já antecipava a tendência de retirar os retrovisores (Divulgação/Mitsubishi) Bem longe dos seus tempos áureos, a Mitsubishi vive uma fase de renovação. Ela terá seis novos modelos até 2020 e pretende colocar bastante tecnologia neles. Tanto que sequer terão retrovisores. A fabricante japonesa diz ter desenvolvido as melhores câmeras para uso automotivo. Elas serão responsáveis por substituir os... Leia mais
19 JAN
Teste: Subaru Forester L, uma aposta no custo-benefício

Teste: Subaru Forester L, uma aposta no custo-benefício

Forester está na quarta geração, que chegou às lojas em 2012 (Christian Castanho/Quatro Rodas) A Subaru sempre alardeou qualidades técnicas para vender seus carros, destacando a tecnologia do motor boxer e do sistema de tração integral, principalmente. Desde o final de 2017, porém, a marca mudou o discurso em relação ao SUV Forester, adotando o argumento da melhor relação custo-benefício.  Em novembro passado, a Subaru... Leia mais
19 JAN
Vendas de picapes em 2017: Strada, Toro e Hilux dominam

Vendas de picapes em 2017: Strada, Toro e Hilux dominam

– (Montagem/Divulgação/Quatro Rodas) O ano passado pode ter sido o último em que a Fiat Strada liderou o segmento de picapes no Brasil. A boa notícia (para a FCA) é que, se for superada, provavelmente será pela Toro, que foi vice-colocada na categoria. Lançada em 2016, a picape intermediária emplacou 50.723 unidades em 2017, enquanto o veterano modelo derivado do Palio registrou 54.863 veículos. O desempenho da dupla surpreende se... Leia mais
19 JAN
Guia de Usados: Fiat Grand Siena

Guia de Usados: Fiat Grand Siena

Lançado em 2012, é basicamente o mesmo até hoje (Marco de Bari/Quatro Rodas) Derivado do Palio de segunda geração, o Grand Siena estreou aqui em 2012 posicionado entre o Siena EL (que usava a carroceria de 1997) e o Linea. Destacou-se pelo estilo próprio e pela evolução no espaço interno e nível de equipamentos. Virou um dos sedãs mais vendidos graças ao porta-malas de 520 litros e duas versões de acabamento. A básica,... Leia mais