Novidades

08 AGO
Guia do blindado: tudo o que você precisa saber antes de ter um

Guia do blindado: tudo o que você precisa saber antes de ter um

O processo de blindagem inclui o desmonte completo do carro. Confira o passo-a-passo (Alexandre Battibugli/Abril Branded Content)

Já pensou em blindar o seu carro?

Diante da preocupação com a segurança no trânsito – segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foi registrada uma média de um roubo ou furto de veículo por minuto no Brasil em 2016 –, essa tem sido uma opção considerada cada vez mais pelos motoristas.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), a estimativa é que mais de 14 000 veículos passem pelo processo neste ano. Hoje a frota de blindados no país ultrapassa 197 000 unidades, entre carros particulares e empresariais.

Mas, afinal, como funciona uma blindagem? Preparamos um guia com todos os detalhes sobre o processo. Confira:

O primeiro passo, se você deseja blindar seu carro, é solicitar ao Exército uma autorização.

Com esse documento em mãos, a blindadora já pode iniciar o processo, que inclui desmonte completo do carro, aplicação dos materiais balísticos e remontagem dos componentes e acabamentos. Por lei, esse trabalho deve ser concluído no prazo de até 120 dias.

A blindagem consiste na aplicação de uma série de materiais balísticos em todo o veículo, incluindo aço, mantas de aramida e vidros especiais com policarbonato de 18 ou 21 milímetros de espessura.

“Dependendo do material da carroceria, usamos aramida com nove ou mais camadas”, afirma Alex Cirillo, diretor industrial da Autostar Blindados, empresa que atua há 13 anos no mercado de blindagem. “Adotamos aço já cortado e dobrado em processo computadorizado, o que torna sua aplicação mais fácil e adequada”, completa.

O uso correto dos materiais é fundamental para obter o resultado certo (Alexandre Battibugli/Abril Branded Content)

Uma boa blindadora deve ter domínio dos materiais aplicados e suas características. “A colocação correta dos materiais é fundamental para obter o resultado certo”, frisa Cirillo. “Um bom material, mas aplicado de forma errada, pode levar a falhas.”

Das colunas e maçanetas às áreas de fixação dos cintos de segurança, nenhum centímetro do carro fica sem reforço. As rodas podem receber cintas se os pneus não forem run-flat de fábrica. Nem o teto solar é esquecido, lembrando que ele deve ser fixo e sem função de abertura, de acordo com a Portaria nº 55 do Exército Brasileiro de 2017.

É preciso também ter cuidado com características particulares do carro que será blindado, como a presença de câmeras. No caso da Autostar, são realizados testes específicos para manter tanto a segurança da blindagem quanto as funcionalidades originais do veículo.

São, ao todo, seis níveis de blindagem: I (protege de munições .22 e .38), II-A e II (guardam contra pistola 9 mm e revólver .357 Magnum), III-A (o mais comum, resiste a disparos de submetralhadoras 9 mm e revólveres .44 Magnum), III (de uso restrito, protege contra fuzis) e IV (proibido para uso civil). No Brasil, é autorizada somente a blindagem até o nível III-A.

O processo acrescenta de 150 a 250 quilos ao peso do veículo – o equivalente à presença de dois ou três passageiros. Além disso, como os vidros são mais pesados, o centro de gravidade do carro é alterado.

A somatória das mudanças afeta a dirigibilidade. Entender o novo comportamento do veículo requer atenção redobrada do motorista.

Para ajudar nesse sentido, a Autostar entrega um manual junto com o veículo e oferece regularmente cursos gratuitos a seus clientes com orientações sobre direção segura e manutenção.

Algumas das principais recomendações são não deixar o veículo exposto ao sol, evitar choque térmico, fazer a limpeza dos vidros sem usar produtos químicos ou abrasivos e evitar bater as portas com os vidros abertos.

Após a blindagem, é preciso tomar alguns cuidados extras e redobrar a atenção para entender as mudanças na dirigibilidade do veículo (Alexandre Battibugli/Abril Branded Content)

Como a Autostar, além de blindadora, é também uma concessionária, o espaço já conta com áreas de funilaria e pintura para reparos e substituição da blindagem em caso de acidentes.

“Se houver necessidade de qualquer reparo, ele pode ser feito gratuitamente e é realizado na concessionária junto com as paradas previstas no manual do veículo, sem necessidade de mais tempo com o carro na oficina”, destaca Cirillo.

Além da autorização para iniciar o processo, o cliente deve solicitar o Certificado de Registro ao Exército, caso ainda não tenha. Esse pedido pode ser feito enquanto o carro está na blindadora recebendo os materiais de proteção.

Esse documento é obrigatório para os donos de veículos blindados desde 2017, com validade de três anos. Por sua vez, a carteira da Polícia Civil não é mais necessária em São Paulo e na maior parte dos estados do país.

Ao entregar o veículo, a blindadora deverá fornecer ainda o Termo de Responsabilidade, que descreve os materiais usados, o nível de resistência da blindagem e a validade da proteção balística aplicada.

O próximo passo é obter a Declaração de Blindagem do Exército para então fazer a vistoria e solicitar ao Detran do seu estado um novo documento do veículo (CRLV) com a informação de blindagem.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

19 JUN

Ducati Monster 797 chega às lojas do Brasil

A Ducati Monster 797 já está nas lojas da empresa no Brasil. Apresentada no Salão Duas Rodas 2017, o modelo custa R$ 39.900 e é a verdadeira sucessora da antiga 796, que saiu de linha para a chegada da Monster 821. Ao contrário do modelo 821, a montadora italiana volta a utilizar o motor refrigerado a ar tradicional da linha Monster na 797. Com 2 cilindros e 803 cc, o motor rende 75 cavalos de potência a 8.250 rpm e 69 Nm de torque a 5.750 rpm. O modelo resgata as principais... Leia mais
19 JUN

Renault enxuga versões do Logan na linha 2019

Antes ofertada como série limitada, a Expression Avantage agora passa a ser a única opção do catálogo do Logan (Renault/Divulgação)Quem quiser comprar um Renault Logan 2019 terá inúmeras versões de acabamento disponíveis, desde que sejam Expression Avantage.A Renault reduziu o número de versões do Logan e fez isso nas pontas da tabela: tanto o pacote inicial Authentique quanto o topo de linha Dynamique não são mais oferecidos.O catálogo agora se resume apenas às variantes... Leia mais
19 JUN

Honda registra sedã compacto Brio Amaze no Brasil

A Honda pediu e obteve o registro do sedã compacto Brio Amaze no Brasil. A concessão foi publicada na revista do Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o Inpi, desta terça-feira (19). O Brio Amaze é um sedã vendido em mercados asiáticos, como Índia e Filipinas. Ele ganhou uma nova geração em maio deste ano - esta versão que foi registrada no Brasil. Vale lembrar que, apesar de obter o registro de um veículo no país, isso não significa que ele será lançado por... Leia mais
19 JUN

Segredo mundial: vazam versões inéditas do BMW Série 8

Versão conversível terá capota elétrica de lona (INPI/Internet)A BMW revelou apenas duas versões do novo BMW Série 8 por enquanto. Mas um documento público do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) antecipou novas variantes do modelo antes da hora.As imagens mostram as inéditas versões conversível e Gran Coupe (sedã com perfil de cupê) do novo Série 8.Versões de entrada do Série 8 terão para-choques mais simples (INPI/Internet)O arquivo também revelou as linhas... Leia mais
19 JUN

Volkswagen nomeia interino para a Audi após prisão de presidente

A Volkswagen anunciou a nomeação de presidente interino para a divisão de carros de luxo Audi, após a prisão na véspera do executivo Rupert Stadler em meio ao escândalo em que a empresa é investigada por acusações de fraude em testes de emissões de poluentes de veículos. A Audi afirmou que Stadler, 55, pediu afastamento temporário de sua posição e indicou para o lugar o executivo de vendas Abraham Schot, interinamente. A prisão de Stadler colocou a Volkswagen de novo... Leia mais
19 JUN

Mulheres se preparam para dirigir pela 1ª vez na Arábia Saudita

Em 24 de junho, quando mulheres poderão dirigir nas ruas pela primeira vez em décadas na Arábia Saudita, Amira Abdulgader quer estar no controle do volante, dando uma carona para sua mãe ao lado. "Estar ao volante quer dizer que você está guiando a viagem", disse a arquiteta, que aprendeu a dirigir agora. "Quero ter controle sobre todos os detalhes da viagem. E eu que vou decidir quando sair, o que fazer e quando voltar." Abdulgader é umas das 200 funcionárias da estatal... Leia mais