Novidades

01 AGO

Correio técnico: por que a gasolina e o etanol não são puros?

A edição de etanol à gasolina começou nos anos 70 (Divulgação/Quatro Rodas)

Por que a gasolina brasileira tem etanol anidro e o etanol vendido nos postos é misturado com água? Os carros teriam um rendimento melhor se usassem etanol anidro? – José Debon, por e-mail

O principal motivo para a gasolina ter etanol e o etanol, água, é um só: custo.

“Adicionar etanol à gasolina é uma saída para baixar o preço do combustível e substituir o chumbo tetraetila como agente para aumentar a octanagem”, afirma Francisco Nigro, conselheiro da SAE Brasil.

Atualmente no Brasil a gasolina comum pode ter até 27% de etanol em sua composição. Nas gasolinas de alta performance (Petrobras Podium, Shell Racing e Ipiranga Octapro) esse índice cai para 25%.

Já o etanol combustível é hidratado porque seu processo de produção naturalmente resulta em um volume de até 5% de água.

A adição de água não altera o visual do etanol adulterado (Acervo/Quatro Rodas)

Transformar esse combustível em etanol anidro (que tem menos de 0,3% de H?O) exige um processo de refino extra, que torna o combustível mais caro.

“A razão técnica do etanol misturado à gasolina ser anidro é para impedir a separação da água no combustível (fenômeno possível em misturas de diferentes substâncias). Por ser mais puro, porém, o anidro deixaria o motor com rendimento melhor”, diz Nigro.

O tanquinho de partida a frio (ou sistemas auxiliares de pré-aquecimento) é necessário quando o motor queima etanol puro (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Ainda que tenha um baixo percentual de água em sua composição, o etanol hidratado usado como combustível no Brasil é considerado puro e, por isso, é chamado de E100.

Isso, somado ao fato da nossa gasolina não ser pura (E27), acaba prejudicando a adaptação de veículos importados ao mercado nacional.

Em regiões como Estados Unidos e Europa a gasolina é pura, o que possibilita um rendimento melhor do motor, resultando em um menor consumo de combustível.

Nestes mesmos lugares também é possível encontrar etanol, mas lá o biocombustível possui 15% de gasolina misturado (E85).

Isso elimina a necessidade de sistemas para auxiliar a partida a frio, pois facilita a pulverização do combustível em baixas temperaturas.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

07 NOV
Rezvani Tank: um SUV de 507 cv com jeito de tanque de guerra

Rezvani Tank: um SUV de 507 cv com jeito de tanque de guerra

Tank terá a blindagem como um dos principais opcionais (Rezvani/Divulgação) A Rezvani Motors é uma empresa americana que fabrica carros de alto desempenho. E agora fez sua estreia no segmento de SUVs com o Tank. Como o nome sugere, não é um utilitário só para desfilar em asfalto bom de avenida badalada. O interessado pode escolher entre duas motorizações – o V6 3.6 de série. Ou um V8 6.4 de 507 cv por US$ 32 mil adicionais.... Leia mais
07 NOV
Anos 90: a década de ouro da Chevrolet no Brasil

Anos 90: a década de ouro da Chevrolet no Brasil

Segunda geração do Vectra foi vendida de 1996 a 2005 – e deixou saudades (Chevrolet/Divulgação) A Chevrolet está rindo à toa em 2017. O Onix caminha para o segundo ano na liderança de vendas  no Brasil, fazendo a GM liderar o ranking de participação de mercado com 18,6%. Entretanto, alguns fãs (ou detratores) da marca costumam ressaltar outra época: os anos 90. Foi nesta década que a empresa atualizou sua gama de produtos... Leia mais
06 NOV
Grandes Brasileiros: Gurgel MotoMachine

Grandes Brasileiros: Gurgel MotoMachine

Portas com janela corrediça e, no teto, uma escotilha (Christian Castanho/Quatro Rodas) Quem se surpreende com as exíguas dimensões e o estilo singular do Smart talvez não tenha conhecido um projeto nacional produzido por João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, um dos mais visionários da nossa indústria. O Gurgel MotoMachine revelava para os visitantes do Salão do Automóvel de 1990 uma inovadora forma de transporte urbano... Leia mais
06 NOV
Mercedes-Benz Classe G será aposentado – relembre sua história

Mercedes-Benz Classe G será aposentado – relembre sua história

O Classe G se despede neste ano, após quase 40 anos de produção (Cleber Bonato/Quatro Rodas) Um dos últimos ícones do universo off-road sem frescuras (muito antes da moda dos SUVs) está prestes a sair de cena. A Mercedes-Benz confirmou o fim da produção do Classe G para este ano. O jipe será substituído por um modelo inteiramente novo, a exemplo do que a Land Rover planeja fazer com o Defender. Seu lançamento deve acontecer em... Leia mais
06 NOV
VW Virtus roda com pouco disfarce e chega ao mercado em 2018

VW Virtus roda com pouco disfarce e chega ao mercado em 2018

Projeto global, sedã foi desenvolvido no Brasil (Cynthia Tavares/Quatro Rodas) O Virtus não é mais segredo para ninguém. Isso porque funcionários da própria Volkswagen divulgaram imagens do sedã sem nenhum disfarce em processo de pré-produção. Isso, porém, não impediu os veículos de seguirem circulando camuflados por aí. Pelo menos até agora. A leitora Cynthia Tavares fotografou um Virtus circulando com pouca camuflagem em... Leia mais
06 NOV
Comparativo: Mercedes-AMG E 63 S x Audi RS 7

Comparativo: Mercedes-AMG E 63 S x Audi RS 7

Dois alemães V8 e com mais de 600 cv: as semelhanças, porém, param por aí (Christian Castanho/Quatro Rodas) Ludwig van Beethoven e Johann Sebastian Bach são dois dos maiores compositores da música clássica alemã. É difícil apontar quem foi mais genial: alguns ficam hipnotizados pela Quinta Sinfonia, outros apontam Tocata e Fuga em Ré Menor como uma das grandes obras-primas de sua era. Escolher um deles é tão difícil quanto... Leia mais