Novidades

05 JUN

Veja quais itens checar na hora de comprar um carro usado de 9 e 12 anos de idade

O mercado de usados é dinâmico. Segundo a associação das revendedoras (Fenauto), a venda de seminovos (aqueles carros com até 3 anos de uso) caiu, enquanto a venda dos carros entre 9 e 12 anos de idade subiu.

Porém, a aquisição de carros mais rodados exige cuidado redobrado.

São veículos com a quilometragem entre 100 mil e 150 mil km. Aqui não há dúvidas de que o estado deste carro dependerá dos antigos proprietários, tanto em relação ao cumprimento das manutenções periódicas, como a forma de uso. Cabe até aquela famosa frase “me diga com quem andas e te direi quem tu és”.

Geralmente, veículos que rodam em estrada costumam estar em melhores condições do que aqueles que rodam apenas em centros urbanos. Mas não podemos generalizar.

Se está de olho em um carro com essa idade, vamos ao que importa. Você tem que focar nos itens mais significativos, pois eles vão dizer efetivamente quanto vale o carro que você está comprando.

Esqueça risquinhos na pintura, manchas no banco, tabela Fipe. O valor de um carro com alta quilometragem está relacionado muito mais ao estado geral de conservação do que propriamente ao ano/modelo.

É preciso fazer um pente fino no motor, câmbio e suspensão.

Esses itens, caso necessitem de manutenção pesada, podem deixar sua situação financeira comprometida, principalmente se sua ideia for financiar parte do valor do bem.

Começando pelo motor, puxe a vareta do óleo e verifique se está no nível. Se estiver com o nível baixo, “cartão amarelo”. O consumo de óleo frequente (mais de um litro por mês) é um grande indicador de motor cansado.

Verifique também se o óleo não está esbranquiçado, este é um sinal de que a água do sistema de arrefecimento está contaminando o lubrificante, e talvez exija uma retífica de cabeçote. Motor falhando e a fumaça cinza azulada no escapamento é o golpe de misericórdia. Pule fora do negócio!

Se o câmbio for manual, a verificação é a seguinte: Com o carro parado, acelere até 2 mil rotações por minuto. Preste atenção nos ruídos de rolamentos, pise na embreagem e perceba se eles diminuem a ponto de você dizer “nossa, que alívio”.

Quando os rolamentos estão ruins, o barulho incomoda. Porém, ao pisar no pedal de embreagem, eles param de girar, indicando que eles são os causadores do ruído.

Faça diversos testes de rodagem, em diversas condições de piso e inclinação, para ver se nenhuma marcha escapa. Se possível, pegue o começo de uma estrada, e veja se não há zunidos em velocidades acima de 80km/h. Tudo isso pode ser indicativo de problemas.

Um carro com cerca de 130 mil km também pode possuir uma caixinha de surpresas chamada câmbio automático.

Se o vendedor possuir notas fiscais indicando a troca de óleo, a probabilidade de ter problema é menor do que um câmbio mecânico.

Agora, se o antigo proprietário nunca trocou o óleo desse cambio, você vai se sentir sentado em uma mesa de roleta de um cassino. Alguns poucos fabricantes indicam a troca do óleo do câmbio com mais de 100 mil km. A grande maioria recomenda a troca a cada 40 mil km. Consulte o manual.

Suspensão cansada a gente percebe andando com o carro, não adianta enfiar a cabeça de baixo do carro, dificilmente quem não é do ramo consegue identificar alguma coisa errada.

Comprar um carro com quilometragem mais alta sem dar uma volta é dar chance para o azar.

Na hora do test-drive, nada de avenidas com asfalto liso. Procure ruas com buracos, valetas, lombadas e fique atento aos ruídos.

Na checagem final, verifique as luzes do painel como airbags, ABS e luz da injeção. Não caia na conversa de “gasolina suja”. Pode até ser verdade, mas não feche o negócio enquanto o painel não estiver com todas as luzes apagadas.

Aliás, o fato de não ter nenhuma luz acesa, não significa necessariamente que está tudo em ordem. Para não ficar com algum problema lá na frente, você pode solicitar que o sistema seja checado através de um scanner. Se houver alguma informação de anomalia armazenada no módulo, ela aparecerá.

Se você ainda não se sente seguro em comprar o carro, procure um mecânico para auxilia-lo. O custo de uma assessoria é muito pequeno quando comparado ao prejuízo que você pode ter com uma compra malfeita.

Até a próxima!

Fonte: G1

Mais Novidades

01 FEV

Metalúrgicos da GM atrasam em 1h30 entrada para trabalho na fábrica de São José

Metalúrgicos da General Motors (GM), dona da Chevrolet, atrasaram em cerca de 1h30 nesta sexta-feira (1°) a produção na fábrica da montadora em São José dos Campos (SP). O atraso foi causado por uma assembleia da categoria para discutir as negociações sobre o plano de reestruturação na unidade. Entre os pedidos apresentados pela empresa estão a redução do piso salarial, congelamento dos salários e terceirização. Entidade e empresa devem se reunir ainda esta tarde para... Leia mais
01 FEV

Longa Duração: diferença nas ofertas do Jeep Compass é o preço de um Kwid

Compass diesel: força extra até na hora da revenda (Renato Pizzuto/Quatro Rodas)O Jeep Compass está na reta final de sua jornada de 60.000 km. Fomos com ele a lojas multimarcas independentes e também a concessionárias autorizadas, tanto da marca como das que vendem alguns dos seus principais concorrentes.Fingindo ser um consumidor comum interessado na troca do Jeep por um carro zero-quilômetro, nosso piloto de teste Eduardo Campilongo ouviu as mais variadas propostas.Por ser movido a... Leia mais
01 FEV

Comparativo: com fôlego jovem, Ford Mustang encara veterano Jaguar F-Type

Mustang: 466 cv no V8 aspirado. F-Type: 2.0 turbo de 300 cv (Christian Castanho/Quatro Rodas)Esportivos tradicionais costumam travar batalhas épicas quando se encontram em comparativos. O desempenho e a dirigibilidade, claro, têm peso maior, mas, como o mundo mudou, pontos como conforto, consumo e espaço para a família também são considerados na hora de pesar os prós e os contras na balança. Aqui, o belo Jaguar F-Type encara o consagrado Ford Mustang. Ao contrário do que normalmente... Leia mais
01 FEV

Clássicos: AM3/AM4 foi destaque na segunda fase da Puma no país

Último Puma com motor traseiro, o AM4 durou menos de um ano (Christian Castanho/Quatro Rodas)A Puma foi um dos fabricantes nacionais de maior sucesso nas décadas de 60 e 70. Afetada pela recessão, a empresa fechou as portas e teve os direitos de produção transferidos à Alfa Metais em 1987. Dois anos depois, o empresário Níveo de Lima, de Curitiba, apresentou o AM3, cuja principal novidade era o motor VW AP de 1,6 litro, refrigerado a água.Evolução dos Puma P-018 e AM1/AM2... Leia mais
31 JAN

Executivo da Mercedes-Benz será novo presidente da Anfavea

O diretor de comunicação e relações institucionais da Mercedes-Benz do Brasil, Luiz Carlos Moraes, será o próximo presidente da associação das montadoras, a Anfavea. Ele vai substituir Antonio Megale, executivo da Volkswagen. A troca acontecerá no próximo dia 23 de abril, quando Megale completará o mandato de 3 anos à frente da entidade. Moraes compôs uma chapa única para sucessão, junto com Fabricio Biondo, da PSA Peugeot Citroën, como 1º vice-presidente. Eles... Leia mais
31 JAN

QUATRO RODAS de fevereiro: fomos à Austrália guiar a nova Mitsubishi L200

– (Arte/Quatro Rodas)Depois de passar por uma plástica geral, a Mitsubishi L200 Triton tem tudo para se tornar uma da picapes mais cobiçadas do segmento. A boa notícia é que o modelo está programado para chegar ao Brasil no fim de 2020.Como nós somos ansiosos, não conseguimos esperar até lá: fomos para a Austrália experimentar com exclusividade a nova L200 e poder contar aos nossos leitores como roda a novidade – e se vale a pena aguardar mais um ano, pelo menos, para tê-la em... Leia mais