Novidades

27 MAI

Pedal do acelerador do Chery Tiggo 2 quebra em teste

Pedal se partiu durante teste de retomada (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

A edição de junho de QUATRO RODAS traz o teste de pista do Chery Tiggo 2, novo SUV da marca chinesa montado em Jacareí (SP).

Mas não foi um teste normal. Além do pedal do acelerador ter quebrado, constatamos comportamento incomum do controle de estabilidade.

O pedal do acelerador do Tiggo 2 se partiu no início da medição de 40 a 80 km/h em terceira marcha, quando o piloto pressiona rápido o pedal em 100% do curso para não interferir a medição.

Os testes só continuaram no dia seguinte, quando os engenheiros da Caoa Chery foram até nossa pista e fizeram a troca do pedal. A peça quebrada foi levada para análise.

Segundo a Caoa Chery, não se trata de um problema de qualidade, “porque há um ponto pré-determinado de indução de fratura na estrutura do pedal para proteção dos pés e pernas do motorista”.

O pedal fraturável é uma solução comum em carros asiáticos para atender exigências de proteção às pernas do motorista em colisões.

De acordo com a Chery, a quebra aconteceu em ponto programado para quebra; os outros pedais são de metal (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

As normas do mercado chinês exigem que o pedal de acelerador não deve sofrer ruptura total ou parcial com a aplicação de até 550 Newton (56 kgf) na direção do acionamento do pedal.

A Chery diz ter estabelecido 900 N (91,8 kgf) como limite mínimo, ainda que raramente a aplicação de força em uso normal ultrapasse os 350 N, ainda de acordo com a marca.

A fabricante chinesa diz que não há nenhum relato de quebra do acelerador em condições normais de uso nos Chery vendidos ao redor do mundo.

Chery Tiggo 2 tem preço inicial de R$ 59.990 (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)

Mas não foi o que apuramos.

Houve um caso semelhante ao de QUATRO RODAS com o canal russo Z Drive em 2017.

O pedal do acelerador do Tiggo 2 quebrou, também no ponto de indução de fratura, durante teste de aceleração.

Após isso, a Chery testou aleatoriamente cinco pedais na mesma situação (de acionamento do pedal). As fraturas aconteceram com forças mais elevadas, entre 1170 e 1220 N (124,4 kgf).

“Em condições normais de uso, as forças de acionamento do pedal de acelerador, em todas as direções, ficam entre 30N e 50N. Em alguns casos, podem chegar a valores superiores a 50N em situações específicas onde o motorista realiza o acionamento brusco do pedal até o fim de curso (WOT, sigla para “acelerador totalmente aberto”, em inglês). Porém, muito raramente, chegam a valores superiores a 350N, ainda inferior às normas chinesa e interna da Chery”, diz relatório entregue à QUATRO RODAS.

O pedal quebrado foi substituído por engenheiros da Caoa Chery e levado para análise (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

Apesar disso, a Chery considera tanto a condição de aceleração do canal russo como o teste feito por QUATRO RODAS como situações extremas de uso – o teste é idêntico ao que submetemos todos os veículos que avaliamos, muitos deles com todos os pedais de plástico, não apenas o acelerador.

Nos últimos 20 anos de QUATRO RODAS, o único caso parecido foi o entortamento do pedal de freio de um Chery S18, em 2011. Naquela ocasião a fabricante convocou recall para troca do conjunto de pedais.

Ao continuar os testes, constatamos reação incomum do controle de estabilidade ao passar pelas curvas, inclinadas em 17° para o lado interno, de nossa pista de testes.

O sistema entrou em ação repentinamente, aplicando força no freio da roda dianteira. Na passagem a 60 km/h (recomendada para o trecho), aplicou força suficiente para reduzir a velocidade para 25 km/h.

O controle de estabilidade não entrou em ação nas passagens na pista plana da curva.

Testamos outra unidade do Tiggo 2. As reações foram as mesmas.

A Caoa Chery diz que o Tiggo 2 montado no Brasil usa tanto o mesmo hardware como o software, como também a mesma calibração, de todos os outros mercados onde o modelo é comercializado.

O sistema é fornecido pela sul-coreana Mando, que também fornece sistemas de freio, suspensão, assistência de direção e sensores para General Motors, Ford, Hyundai e Kia.

De acordo com a Chery, o controle de estabilidade do Tiggo 2 foi homologado para mercados como China e Europa, e teve seu desempenho validado pelos engenheiros da Chery no Brasil.

Este comportamento não é inédito. Em 2010 aconteceu o mesmo, no mesmo local, com um Kia Sportage. Contudo, tratava-se de uma unidade de homologação, não de um carro pronto para comercialização.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

30 ABR

Impressões: novo Mercedes GLE é um Classe A com entre-eixos de Fiat Toro

Sistema de suspensão a ar é opcional e garante melhor desempenho no asfalto e também no fora de estrada (Divulgação/Mercedes-Benz)O Mercedes-Benz GLE só deverá chegar ao Brasil no fim de 2019. E olha que a marca ainda nem cravou a data exata, mas o SUV já está atrasado: o BMW X5, principal rival e também renovado há pouco tempo, está disponível em pré-venda desde o mês de janeiro. Por isso, fomos até San Antonio, no estado americano do Texas, para descobrir quais são as... Leia mais
29 ABR

Ford LL23: quando o motor mais potente do Ford Mustang era brasileiro

Motor 2.3 quatro cilindros do Maverick: 99 cv e 16,9 mkgf (Heitor Hui/Quatro Rodas)Em 55 anos de história, o Ford Mustang viveu altos e baixos.Hoje o esportivo pode estar em um de seus melhores momentos, com suspensão independente na traseira em todas as versões, motores potentes e design interessante.Mas não foi nada fácil superar a crise do petróleo, em meados dos anos 1970. O Mustang só conseguiu isso graças a um motor feito no Brasil.O ano é 1974. De forma quase simuntâna, as... Leia mais
29 ABR

Preço médio da gasolina e do diesel tem alta nos postos, diz ANP

O preço médio da gasolina, do diesel e do etanol praticado nos postos do país avançou na semana passada, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP) divulgada nesta segunda-feira (29). De acordo com o levantamento da ANP, o valor do litro da gasolina avançou 1,72%, de R$ 4,428 para R$ 4,504. O preço do litro do diesel subiu 1,83%, de R$ 3,549 para R$ 3,614. O valor do litro do etanol avançou 5,29% no período, de R$ 2,970... Leia mais
29 ABR

VÍDEO: conheça o novo Fiat Argo Trekking em detalhes!

Aceleração: 0 a 100 km/h – 13,3 s; 0 a 1.000 m – 35 s / 147,8 km/h; Velocidade máxima – n/d. Retomadas: 3ª 40 a 80 km/h – 8,3 s; 4ª 60 a 100 km/h – 13 s; 5ª 80 a 120 km/h – 23,7 s. Frenagens: 60/80/120 km/h a 0 – 14/25/59 m.Consumo: Urbano – 13 km/l; Rodoviário – 14,8 km/l.Ruído interno: Neutro/RPM máx. – 42,8/72,8 dBA; 80/120 km/h – 64,4/75,6 dBA.Aferição: Velocidade real a 100 km/h – 98 km/h; Rotação do motor a 100 km/h em 5ª – 3.000 rpm;Volante – 2... Leia mais
29 ABR

Peru proíbe circulação de patinetes elétricos nas calçadas

O Peru proibiu, a partir desta segunda-feira (29), a circulação de patinetes nas calçadas, após uma mulher ficar ferida em Lima por um desses veículos, que têm se expandido como alternativa de transporte nas cidades. A proibição faz parte de uma legislação de alcance nacional, publicada neste fim de semana no diário oficial, que regulamenta o uso dos "veículos de mobilidade pessoal", que causaram furor entre muitos usuários. O Brasil já dispõe de regras para esses... Leia mais
29 ABR

Posso manter um extintor no carro mesmo vencido e sem obrigatoriedade?

Posição do extintor varia de carro para carro (Christian Castanho/Quatro Rodas)Com o fim da obrigatoriedade do extintor, posso mantê-lo no veículo mesmo depois de sua validade? – Maurício Rotundo, Santa Fé do Sul (SP)Segundo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), dá para deixar o extintor vencido dentro do carro sem problemas e sem risco de tomar uma multa. Só não faz muito sentido.Além do risco da perda da sua eficácia no combate ao incêndio, você estará... Leia mais