Novidades

25 MAI

Qual o risco de colocar etanol em um carro movido a gasolina?

Trocar de combustível em carro que não é flex dá. Mas não é recomendado (Divulgação/Volkswagen)

A greve dos caminhoneiros provocou uma corrida aos postos de combustível de todo o país, e em muitos lugares já falta gasolina para abastecer os carros. Nessa situação quase caótica, quem tem um modelo a gasolina pode pensar em algo tentador: colocar etanol no tanque.

O uso do biocombustível em um motor projetado para queimar somente gasolina é possível, mas provocará danos no conjunto. Nem pense, porém, em colocar diesel em um motor flex ou a gasolina/etanol: é sinônimo de estrago na hora.

O primeiro impacto ocorre na partida a frio. O etanol tem menor poder calorífico e é mais difícil de ser pulverizado em baixas temperaturas. Por isso modelos flex ou movidos apenas a álcool devem ter um sistema específico para ajudar a ligar o motor nessas situações.

Como um carro a gasolina não tem esse dispositivo, ligá-lo no frio quando houver etanol no tanque será bem mais difícil. Isso sobrecarregará o motor de arranque, especialmente em modelos com partida por botão.

Essa risco existe porque muitos veículos com esse equipamento podem manter o motor de partida ligado ininterruptamente até o carro ligar efetivamente.

Tanque de partida a frio: sem um sistema pra ajudar, um carro a gasolina vai sofrer pra ligar quando estiver com etanol (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Uma vez ligado, o carro vai demorar mais pra esquentar e terá desempenho irregular.

O problema ocorre, sobretudo, por conta da diferença estequiométrica (razão entre ar e combustível) entre eles e pela taxa de compressão menor de motores a gasolina.

As injeções eletrônicas modernas ajudam a diminuir esse problema, mas os mapas da ECU do motor são limitados, pois a maioria deles foi programado pensando apenas para o uso da gasolina.

Quando isso ocorrer, é possível que a luz-espia da injeção se acenda e o carro tenha desempenho limitado.

E nem adianta esperar o ganho de potência que ocorre na maioria dos carros flex quando queimam etanol – na prática, é mais provável que o motor fique mais fraco até do que fosse abastecido com gasolina.

A gasolina brasileira é misturada com etanol anidro – se fosse hidratado, poderia ocorrer a separação física dos diferentes líquidos (Divulgação/Quatro Rodas)

O maior problema será a longo prazo. O etanol combustível encontrado nos postos tem até 5% de água em sua composição.

Essa água (inexistente na gasolina, que usa álcool anidro na mistura) irá provocar corrosão e danos em todas as partes do  carro que entram em contato com o combustível.

A conta do prejuízo inclui bomba de gasolina, bicos injetores, velas e até junta de cabeçote e anéis do pistão. O catalisador e outras partes do escapamento também podem ser danificados.

E melhor nem entrarmos na seara dos carros carburados. Como eles não conseguem se adaptar automaticamente ao combustível, podem sequer ligar no dia seguinte.

Resumo da ópera: se for essencial reabastecer seu carro a gasolina, é possível colocar etanol no tanque. Prefira, no entanto, fazer isso quando ainda houver gasolina no tanque.

Também é bom evitar ligar o carro quando as temperaturas estiverem muito baixas e voltar a colocar gasolina tão logo seja possível.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

05 ABR

Comissão Europeia aponta cartel entre BMW, Daimler e Volkswagem em relatório preliminar

As montadoras alemãs BMW, Daimler, dona da Mercedes-Benz, e Volkswagen estabeleceram acordos para evitar a concorrência no desenvolvimento de tecnologia para reduzir as emissões de gases poluentes, informou nesta sexta-feira (5) a Comissão Europeia, que citou um relatório "preliminar". "Tememos que isso tenha acontecido neste caso e que Daimler, VW e BMW tenham violado as normas de concorrência na UE", afirmou em um comunicado a comissária europeia Margrethe Vestager, antes de... Leia mais
05 ABR

Mercedes-Benz convoca recall de 12 modelos por ruptura na direção

A Mercedes-Benz convocou um recall envolvendo 822 unidades divididas entre 12 modelos diferentes: C 180 (sedã e cupê), C 200, C 250 (sedã e cupê), C 300 (sedã, conversível e perua), C 63 S AMG cupê, E 250 e E 300 (sedã e cupê). A falha está na caixa de direção. De acordo com a marca, uma inconformidade técnica pode resultar em uma fissura na trava interna da caixa de direção quando o veículo estiver em manobras com esterçamento máximo e contínuo da direção, com... Leia mais
05 ABR

Teste do especialista: qual protetor de tecido funciona melhor no carro?

Há dois caminhos para limpar a sujeira dos bancos: comprar um jogo de capas ou aplicar um impermeabilizante (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)Para proteger os bancos da sujeira só há dois caminhos: comprar um jogo de capas ou aplicar um impermeabilizante – que não deixa água e sujeira penetrarem na trama do tecido. Além de 60% mais barata, a segunda opção pode resolver o problema de vez sem prejudicar a estética. Durante os testes, o especialista Roberto Forestieri elencou os três... Leia mais
05 ABR

Clássicos: Farus Quadro sonhava em ser Ferrari usando base de VW Santana

Nem japonês, nem americano, nem alemão: este trem é mineiro (Christian Castanho/Quatro Rodas)Fundada em 1978 por Alfio e Giuseppe Russo em Belo Horizonte, a Farus (acrônimo de “Família Russo”) atravessou a década de 80 produzindo esportivos de tração traseira e motor central de origem Fiat, Volkswagen e Chevrolet. Pouco comum na época, esse grau de refinamento técnico não foi adotado no cupê Quadro, apresentado em 1989 com o esquema mecânico convencional de motor e tração... Leia mais
05 ABR

Com suspensão de Bolsonaro, plano de colocar radares em 4 trechos da BR-156 é adiado

A instalação de novos radares para controlarem a velocidade de veículos em trechos da BR-156 que atende quatro municípios do Amapá ficou mais difícil de acontecer. Com a suspensão da implantação de novos equipamentos pelo país na segunda-feira (1º), por ordem do presidente Jair Bolsonaro, o plano do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) teve de ser adiado. O Amapá deveria ter ativos oito radares de controle de velocidade, que foram contratados pela... Leia mais
05 ABR

Impressões: Aventador SVJ, o Lamborghini mais rápido da história

O novo sistema de aerodinâmica ativa aumentou o downforce em 40% (Divulgação/Lamborghini)Quando um fabricante de superesportivos planeja uma versão mais veloz e radical de um modelo de linha, a receita costuma ser sempre a mesma: aumentar a potência e baixar o peso.Mas a Lamborghini resolveu ir além quando pensou na evolução do já nervoso Aventador LP750-4 SV (SuperVeloce): um cuidado com a aerodinâmica como nunca se viu na marca.O resultado é o Aventador SVJ, uma obra de arte de... Leia mais