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16 MAI

Sucateiro constrói carro com carcaça de Brasília e Fusca para vender latinha em SP

Ao volante de um carro construído com as próprias mãos, o sucateiro Altino Ferreira Evangelista circula pelos arredores da Estrada M'Boi Mirim, na Zona Sul de São Paulo, para comprar e vender latinhas, cabeçotes de motor, rodas amassadas, tudo preferencialmente de alumínio.

A principal propaganda do negócio informal que ele encontrou para conseguir faturar R$ 1,5 mil por mês é um áudio gravado por ele em celular, que está longe de ser de última geração. O arquivo foi para em um pen drive gravado por um amigo que "conhece mais as tecnologias". No modo looping, a mensagem sonora ecoa por um alto-falante corneta.

“Eu compro e vendo bateria usada, latinha, geladeira, o que der para sobreviver, o que aparecer eu compro. Dando para tirar um dinheirinho honesto está valendo. Sou mecânico aposentado, 58 anos, ninguém mais dá serviço pra gente, então, foi o jeito que encontrei para sobreviver”, disse Evangelista.

Dentro do modelo automotivo de sua autoria, o sucateiro coleciona peças de Kombi como o painel e outros acessórios, volante de Fusca, peças de motores de Brasília e também de Fusca. As portas são o orgulho dele. "Elas abrem como as do DKW [Decavê]", disse Evangelista, em referência ao modelo DKW-Vemaguet fabricado no Brasil nas décadas de 1950 e 1960.

Com problemas de saúde como diabetes, dores na coluna e pressão alta, ele disse que não tinha muito dinheiro para investir no empreendimento. “Eu precisava de um carro para comprar bateria usada, como eu não tinha condições de comprar uma caminhonete, então eu comprei um Fusca ‘véio’, todo bagunçado, com a carroceria toda podre, só na carcaça, aí eu montei esse aqui. O banco dele é muito confortável, é de um Fiesta, e bem confortável para mim. Trabalho o dia todo.”

Fonte: G1

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