Novidades

08 MAI

Conheça o motor de 18 cilindros e 72 válvulas da Bugatti

Motor W18 tinha três cabeçotes indepentendes (Divulgação/Bugatti)

Os anos 1990 foram de altos e baixos para a Bugatti. Lançado em 1993, o belo EB 110 durou apenas dois anos.

A falta de investidores e a situação econômica do momento fizeram a marca fechar em 1995.

A Bugatti que conhecemos hoje começou a nascer em 1998, quando a Volkswagen, agora dona dos ativos e direitos da marca, iniciou um processo de reestruturação que resultaria no lançamento do Veyron em 2005.

O que a Bugatti fez neste meio tempo? Arte!

Já no Salão de Paris de 1998 a Bugatti, agora marca do Grupo Volkswagen, apresentava o conceito EB 118.

Bugatti EB 118 Concept (Divulgação/Bugatti)

O desenho era assinado pelo estúdio Italdesign Giugiaro e a inspiração era o clássico Bugatti Type 57 Atlantic.

Com enormes 5,05 m de comprimento, era calçado com pneus Michelin proporcionais: 285/50 R18.

Alguns elementos de design e a estreita relação com a fabricante de pneus francesa passariam para o Veyron. 

Mas a real intenção deste conceito era afirmar a Bugatti como uma fabricante de esportivos luxuosos.

O Bugatti EB 118 precisava, sobretudo, de um motor à altura de seus anseios. 

Interior do Bugatti EB 118 Concept (Divulgação/Bugatti)

Assim nasceu um motor de 18 cilindros em W, bem diferente dos 16 em W do Veyron e do Chiron.

É um motor com três bancadas de seis cilindros em linha, com separação de 60° graus entre cada bancada.

O W16 do Veyron é, na prática, dois W8 com o virabrequim em comum.

Enquanto uma bancada trabalhava na horizontal. uma ficava inclinada e outra deitada (Divulgação/Bugatti)

O W18 também tinha um virabrequim em comum.

Contudo, este arranjo obrigava a ter três cabeçotes – um deles trabalha deitado (ok, na horizontal)!

Vale fazer as contas: com quatro válvulas por cilindro, havia 72 válvulas no total.

Ainda assim, componentes como injetores, pistões, válvulas e componentes dos cabeçotes eram compartilhados com motores convencionais da Volkswagen, que têm concepção modular.

Por exemplo, os cilindros tinham o mesmo diâmetro do motor 1.2 três-cilindros do VW Lupo: 76,5 mm.

Conjunto de motor e câmbio era muito grande e pesado (Divulgação/Bugatti)

O deslocamento era baixo, de 6.225 cm³ (são 7.993 cm³ no Veyron e no Chiron), mas entregava bons números para um motor aspirado na época: 555 cv a 6.800 rpm e 66,2 mkgf de torque a 4.000 rpm.

Combinado com câmbio automático de cinco marchas e tração integral, este motor levaria o EB 118 aos 100 km/h em 5 segundos e à velocidade máxima superior a 300 km/h.

E olha que só o motor pesava 316 kg – hoje, motores de quatro cilindros não costumam passar dos 100 kg.

Na prática, o W18 representava três motores seis cilindros unidos (Divulgação/Bugatti)

Havia muitos componentes agregados. Por exemplo, cada uma das três bancadas era comandada por uma central eletrônica, que por sua vez eram gerenciadas por uma centralina mestra.

Havia sistema de injeção direta, novidade para motores a gasolina há 20 anos.

O W18 ainda foi empregado em outros conceitos da Bugatti, como o EB 218 (um EB 118 com quatro portas), o Chiron 18/3 e o primeiro conceito do Veyron, o 18/4, de 1999.

Bugatti EB 218 (Divulgação/Bugatti)

Mas nenhum carro de produção usou W18. Motivos não faltaram: apesar dos componentes em comum com outros carros do Grupo VW, fazer este motor em série seria caríssimo e instalar ele em um carro de produção seria um problema.

Também não seria eficiente. Posicionar da forma correta os três coletores de escape e os três de admissão sem prejudicar a bancada do lado daria um trabalhão.

Ter que trabalhar o fluxo de cada coletor, mais ainda.

Bugatti EB 18.4 Veyron Concept (Divulgação/Bugatti)

Mas os engenheiros da Bugatti não tiveram paz. O então chefe do Grupo VW, Ferdinand Piëch, tinha a obsessão de ultrapassar os 1.000 cv de potência. 

Recorreram, então, ao motor W16 8.0 com quatro turbocompressores.

É um dos motores mais complexos já usados em um carro de produção: para manter a temperatura correta de funcionamento precisa de dez radiadores.

Mas foi um desejo que, talvez, possa ter salvado a Bugatti de se tornar uma Bentley para pessoas ainda mais ricas.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

05 SET

Elon Musk volta a fazer acusações contra mergulhador que ajudou no resgate de meninos da Tailândia

O empresário Elon Musk voltou a acusar, sem apresentar provas, o mergulhador britânico Vermon Unsworth, que auxiliou a operação de resgate dos 12 meninos presos em uma caverna na Tailândia. Em um e-mail a um jornalista, Musk disse que Unworth - a quem havia chamado previamente de "pedófilo" - é um "estuprador de crianças". O advogado de Unsworth disse que as alegações são "completamente falsas". Musk e Unsworth tiveram um desentendimento quanto a um mini-submarino... Leia mais
05 SET

Mercedes-Benz lança caminhão sem retrovisores e que 'dirige sozinho'

O avanço tecnológico dos automóveis em direção à condução autônoma também está presente entre os caminhões. Prova disso é a nova geração do Mercedes-Benz Actros, apresentada nesta quarta-feira (5) na Alemanha. O maior caminhão da Mercedes ganhou diversos novos recursos de tecnologia. G1 andou no 'Actros brasileiro'Veja como é o caminhão elétrico criado no Brasil Esteticamente, o ponto que chama mais atenção, no entanto, é a ausência de retrovisores. A... Leia mais
05 SET

Longa Duração: VW Virtus tem manual com inteligência artificial

É preciso ter mão firme para fazer foto das luzes-espia (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)Quando a Volkswagen lançou o Virtus, um dos diferenciais destacados foi o uso do inédito software Meu VW. O aplicativo é gratuito, está disponível para celulares iOS e Android e usa a tecnologia do processamento em nuvem do IBM Watson para ser uma espécie de manual de instruções eletrônico e inteligente. O sistema permite que você tire uma foto de uma luz-espia com o celular e veja seu... Leia mais
05 SET

Volvo cria conceito de carro autônomo feito para concorrer com voos de curta distância

Uma das discussões mais comuns em torno dos veículos autônomos é o melhor aproveitamento do tempo gasto em viagens de carro. A Volvo mostrou nesta quarta-feira (5) sua visão sobre o assunto com o conceito 360c. Como a grande maioria dos autônomos, o 360c é totalmente elétrico. Ele sequer possui volante ou pedais. O 360c, de acordo com a marca, pode ganhar a preferência do usuário na "concorrência" com outros modais, como trens, ônibus e até aviões. A Volvo acredita que... Leia mais
05 SET

Locamerica passa a se chamar Unidas e entra em assinatura de carros

A Companhia de Locação das Américas (Locamerica) confirmou nesta quarta-feira (5) que passará a utilizar a partir desta quarta-feira o nome fantasia e a marca Unidas, por conta do processo de fusão acertado em dezembro de 2017. A companhia anunciou também a entrada no segmento de assinatura de uso de carros, já explorado por rivais. A fusão Locamerica-Unidas criou o segundo maior grupo de aluguel de veículos do Brasil. O relançamento da empresa ocorre com a ampliação dos... Leia mais
04 SET

SUV mais caro do planeta estará no Salão do Automóvel de SP

Segundo a Rolls-Royce, o Cullinan encara alagamentos com até 52 cm de água. Mas e a coragem pra testar isso? (Divulgação/Rolls-Royce)Em maio deste ano a organizadora do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo havia confirmado a presença de 30 marcas no evento, incluindo as representadas pelo grupo Via Itália: Ferrari, Maserati, Lamborghini e Rolls-Royce.Agora o evento confirmou alguns lançamentos do quarteto de luxo, incluindo a estreia do inédito Cullinan, o primeiro... Leia mais