Novidades

07 MAI

Chevrolet Cruze V8: carro da nova equipe da Stock Car

O Chevrolet vai de 0 a 100Km/h em cerca de 3,5 segundos (Bruno Terena/Quatro Rodas)

GM anunciou em abril que vai participar oficialmente da Stock Car, principal categoria de turismo nacional, não só como patrocinadora, mas sendo uma das equipes que disputam o campeonato.

Para isso, a Chevrolet associou-se à Cimed Racing, campeã das temporadas de 2015 e 2016, que passou a se chamar Chevrolet Cimed Racing.

Na ocasião do anúncio, a Chevrolet nos convidou para conhecer a equipe e o carro que pudemos dirigir na véspera dos treinos da terceira etapa da temporada, disputada no autódromo Velopark, em Nova Santa Rita (RS).

Devidamente paramentados com macacão, sapatilha, luva e capacete, tivemos que passar por um treinamento antes de pôr as mãos no carro.

Primeiro, pilotamos o Camaro SS, que é o safety car da categoria, para reconhecimento da pista.

O motor fica mais para dentro da carroceria, ao contrário dos carros convencionais (Bruno Terena/Quatro Rodas)

Depois, rodamos no stock, mas no banco do passageiro. Ao volante, Felipe Fraga, um dos pilotos da equipe, nos mostrou como usar o câmbio mecânico sequencial. Somente depois disso fomos liberados para dirigir o carro.

De cara, percebi a primeira diferença entre um modelo de pista e um carro de rua, que é a dificuldade de acesso à cabine.

A estrutura de proteção interna (gaiola) e o banco concha reduzem bastante o espaço. Por sorte, o banco (que é fixo) pareceu ajustado às minhas medidas.

Me senti perfeitamente encaixado no cockpit, com flexibilidade suficientes nas pernas para apertar os pedais com a força necessária (muito maior que a de pedais convencionais) e liberdade para movimentar o volante (a cerca de 30 cm de meu peito).

A alavanca do câmbio também ficou bem ali ao lado, ao alcance da mão. 

Preso ao banco concha pelo cinto de cinco pontos, o jornalista acelerou o carro, que tem chassi tubular e carroceria de fibra de vidro, com algumas partes de fibra de carbono (Bruno Terena/Quatro Rodas)

Cinto de cinco pontos atado, eu estava pronto para acelerar – os assistentes da equipe apertam tanto as tiras que, no primeiro momento, você pensa que não vai conseguir respirar, depois que acelera, porém, a gente nem lembra mais desse desconforto.

Dou a partida e a adrenalina sobe na proporção direta ao som ensurdecedor do motor, um Chevrolet V8 que pode chegar a 550 cv de potência (no Velopark, o ajuste padrão é de cerca de 450 cv). Giro alto, solto a embreagem e o carro arranca.

Em um esportivo de rua, nessa hora, talvez eu soltasse um grito de euforia, mas no stock não tive tempo e me concentrei na pista. Ele é impressionantemente rápido.

Segundo o piloto Felipe Fraga, o carro (que pesa cerca de 1.300 kg) vai de 0 a 100 km/h em cerca de 3,5 segundos.

De acordo com o piloto Cacá Bueno, que mediu a velocidade máxima no deserto de Bonneville Salt Flats, no estado de Utah (EUA), ele é capaz de chegar aos 346 km/h.

Além de rápido, o stock também é grudado no chão, seja na longitudinal, para acelerar de pronto a cada centímetro que afundo o pé no acelerador, seja na lateral, para obedecer caninamente aos movimentos do volante.

Seu câmbio, assim como a embreagem, também exige força. São cinco marchas.

Para avançar, puxo a alavanca para trás. Para reduzir, empurro para a frente.

Na reta principal, Felipe Fraga me disse que eu poderia esticar até a quinta, mas confesso que não contei as marchas na minha vez.

Apenas obedeci os sinais do chefe da equipe, Duda Pamplona, que me acompanhou como copiloto. 

Na dianteira, os faróis são adesivos aplicados à carroceria (Bruno Terena/Quatro Rodas)

O câmbio do carro que nós dirigimos era a principal diferença em relação ao modelo que os pilotos estão usando nesta temporada.

A transmissão deles também é sequencial, mas com comandos eletrônicos por meio de borboletas localizadas no volante. E possui seis marchas.

Rodando, o barulho na cabine é ainda mais ensurdecedor (até mesmo para quem usa capacete), uma vez que ao som do motor se junta o ruído da transmissão, dos pneus, do vento na carroceria e de alguns componentes que não consegui identificar (e que, às vezes, me pareciam soltos a bordo).

A liberdade para movimentar o volante é maior (Bruno Terena/Quatro Rodas)

A cada mudança de marcha, o câmbio produz um som de impacto forte que até que você se acostume parece que algo de errado aconteceu.

Ao final da reta, Pamplona pediu para eu reduzir uma marcha para contornar a primeira curva à direita e logo em seguida a segunda à esquerda.

Essa alternância de curvas é divertida e logo depois há uma pequena reta em que se pode voltar a acelerar, subindo outra marcha.

As lanternas traseiras são as únicas peças que o Cruze da Stock Car tem em comum com o Cruze de rua (Bruno Terena/Quatro Rodas)

O circuito do Velopark está longe de ser unanimidade entre os pilotos.

Eles se queixam que, com apenas 2.278 m de extensão, o traçado proporciona poucas oportunidades para ultrapassar e que uma volta é cumprida num tempo muito curto, o que cria tráfego – nos treinos deste ano, os pilotos da ponta estavam levando 53 segundos para dar uma volta completa.

De minha parte, achei tudo lindo. Não tive do que reclamar.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

06 FEV
Hyundai Santa Fe é revelado com faróis quádruplos

Hyundai Santa Fe é revelado com faróis quádruplos

Santa Fe ganhará nova identidade visual da marca (Divulgação/Hyundai) Como previsto, a Hyundai revelou as primeiras imagens da nova geração do Santa Fe antes da apresentação oficial. A expectativa é que a versão europeia do utilitário seja apresentada por completo no próximo mês, no Salão de Genebra (Suíça). Até então, a marca coreana havia divulgado apenas esboços e teasers do modelo. A novidade também já foi flagrada... Leia mais
06 FEV
Fiat voltará a fabricar o Uno Turbo

Fiat voltará a fabricar o Uno Turbo

Modelo turbinado retornará após mais de três décadas de sua estreia no mercado (Divulgação/Fiat) Fãs dos modelos clássicos da Fiat ganharam uma boa notícia nesta terça (06). Segundo o site Autos Segredos, o Fiat Uno voltará a ter uma versão turbo no catálogo. O motor que alimentará o esportivo modelo será a versão sobrealimentada do 1.0 três-cilindros da família Firefly. O conjunto irá estrear na terceira geração do... Leia mais
05 FEV
Grandes Brasileiros: Santa Matilde SM 4.1

Grandes Brasileiros: Santa Matilde SM 4.1

– (Marco de Bari/Quatro Rodas) Em meados dos anos 70, o engenheiro Humberto Pimentel Duarte, um amante de carros esportivos, tinha um Porsche Targa 911S e uma preocupação. Desagradava-lhe a idéia de colocar o carro em risco com o uso diário. Após amargar um bom tempo na fila de espera de um Puma GTB, o presidente da Companhia Industrial Santa Matilde, fabricante de vagões e equipamentos agrícolas, cedeu aos apelos da filha. Nessa... Leia mais
05 FEV
Carros por mais de R$ 70 mil que não têm controle de estabilidade

Carros por mais de R$ 70 mil que não têm controle de estabilidade

Modelos que ultrapassam os R$ 70 mil e não contam com controle de estabilidade (Reprodução/Montagem/Divulgação) O controle de estabilidade (ESC ou ESP) funciona em rede com outros módulos do automóvel, como os freios ABS, motor, câmbio e direção, e tem a finalidade de impedir a perda do controle em situações de risco. Ou seja, ao tentar desviar de um carro ou obstáculo que apareça em seu caminho, o ESC, através de sensores,... Leia mais
05 FEV
Teste do especialista: Impermeabilizadores de vidro

Teste do especialista: Impermeabilizadores de vidro

– (Paulo Bau/Quatro Rodas) Quem já pegou estrada no temporal sabe que às vezes nem o limpador de para-brisa é suficiente. Nessa hora você vai descobrir a diferença que faz aplicar antes da viagem um impermeabilizador ou cristalizador de vidro: as gotas escorrem do para-brisa como se fosse mágica. Vendidos em geral em frascos de 100 ml, seu uso é simples: aplique num pano, espalhe no para-brisa duas vezes e depois passe  um pano... Leia mais
05 FEV
Novo Ford Ka europeu é mais seguro e equipado que o nacional

Novo Ford Ka europeu é mais seguro e equipado que o nacional

O pacote de mudanças na dianteira ficou menos chamativo nas versões comuns do novo Ka+ (Divulgação/Ford) Enquanto a filial brasileira ainda faz mistério em torno do novo Ka, o braço europeu da Ford revelou visual especificações técnicas e preços que o compacto terá no velho continente. O visual igual à versão aventureira Freestyle (que acaba de ser apresentada por aqui, mas sem informações sobre o interior ou as... Leia mais