Novidades

25 ABR

Teste: novo Citroën C4 Lounge, mudanças discretas

Design exterior ganhou poucas mudanças (Divulgação/Citroën)

Em tempos difíceis como os atuais, as fábricas evitam fazer grandes eventos para anunciar a chegada de simples versões reestilizadas.

Esse, porém, não foi o caso da Citroën, que apresentou o novo C4 Lounge com toda a pompa e circunstância em março, no requintado hotel Faena, um dos mais caros de Buenos Aires, na Argentina.

Perguntado sobre a importância da ocasião, o gerente de produto Fábio Alves explicou que o C4 Lounge é como um embaixador para a ofensiva da marca no mercado brasileiro, que incluirá não só a atualização dos modelos já oferecidos como também a chegada dos novos.

Na traseira, as lanternas ganharam efeito tridimensional (Divulgação/Citroën)

Entre as atualizações, além do próprio C4, que chega em abril, pode-se incluir o C3, que passará por mudanças até a chegada de uma nova geração (o que só deve acontecer na linha 2022).

Entre as novidades estão o crossover Cactus, o furgão Jumpy na versão de passageiros e os comerciais Jumper e Berlingo, todos com chegada prevista para o segundo semestre de 2018.

Segundo a Citroën, a mexida no C4 Lounge se concentrou em três pilares: estilo, tecnologia e conforto.

O design interno manteve o visual e os materiais de boa qualidade (Divulgação/Citroën)

O primeiro é claro: o sedã ganhou nova frente, em linha com os últimos lançamentos da marca no mundo, com frisos paralelos como extensões do emblema (o duplo chevron), invadindo a área dos faróis, e, na parte inferior ao para-choque, os faróis de neblina envolvidos por parênteses estilizados.

Na lateral, as rodas exibem o design desenvolvido para o show car C4 Lounge Sport White, mostrado no Salão de São Paulo de 2014. E, na traseira, as lanternas incorporam o efeito 3D inaugurado pelo DS3, em 2009.

Por dentro, não houve alterações visuais e – o mais importante – nos materiais. É comum as fábricas economizarem no acabamento nos momentos em que ocorrem as reestilizações. O painel do C4, porém, continua emborrachado e com apliques que imitam alumínio.

Versão Shine tem seis airbags (frontais, laterais e de cortina) (Divulgação/Citroën)

Revestimento nos bancos imita couro (Divulgação/Citroën)

Os outros dois aspectos (tecnologia e conforto) andam juntos, uma vez que as inovações beneficiam a vida a bordo – e a segurança também.

Começa pelo painel de instrumentos digital, que concentra informações como velocidade, marcha utilizada, nível do reservatório, parciais do computador de bordo e um indicador de modo de condução econômico.

O grafismo todo branco no fundo escuro tem aspecto simplório, mas sua leitura é fácil e rápida. A exceção fica com o conta-
-giros representado por uma barra horizontal discreta no alto do visor. E quem espera um painel configurável como o da linha VW vai se decepcionar.

A central multimídia também é nova. Igual à que está presente no C4 Picasso (e também nos primos Peugeot 3004 e 5004), ela é mais completa, tem tela touch e compatibilidade com os sistemas Android Auto (com acesso a aplicativos como Google Maps, Waze e SMS) e Apple CarPlay.

Boa parte dos botões físicos de climatização também migraram para a central, o que ajuda a deixar o visual do console mais limpo, mas também complica ações simples, como mudar a temperatura do ar-condicionado.

Central multimídia é compatível com smartphones e inclui controles do ar-condicionado (Divulgação/Citroën)

O equipamento em que a Citroën pesou mais a mão, no entanto, foi o conjunto de faróis full-led (recurso disponível nas versões mais caras de rivais como Civic e Corolla, mas ausente em outros como o Cruze), com seção de luzes diurnas e refletores, alto e baixo, e função direcional.

No mais, o C4 Lounge é o mesmo (bom) sedã de sempre. A posição de dirigir é correta, sua direção (elétrica) é precisa e a suspensão (McPherson/eixo de torção) privilegia o conforto.

Em algumas horas, estimulado pelas respostas do seu 1.6 turbo de 173 cv, fica o desejo de um pouco mais de firmeza no sistema. Mas a calibragem do conjunto é a ideal para o dia a dia.

Motor gera 173 cv (Divulgação/Citroën)

Nosso test-drive foi feito na região de Buenos Aires, com direito a trechos urbanos e rodoviários (lá o limite é de 130 km/h), mas também levamos o C4 para nossa pista, em Limeira (SP), onde apresentou o rendimento esperado.

Na prova de 0 a 100 km/h, ele cravou 9 segundos nas medições de consumo, terminou com a média de 10,7 km/l na cidade e 14,2 km/l na estrada.

Comparando com o Corolla 2.0 XEi, que vai de 0 a 100 km/h em 10,2 segundos e faz 11,5 km/l no ciclo urbano e 15,6 no rodoviário, o C4 foi mais rápido, mas consumiu mais.

Câmbio automático permite trocas no modo manual (Divulgação/Citroën)

Na linha 2019, a Citroën mudou o nome das versões. Em vez de Tendance, S e Exclusive, o C4 passa a ser oferecido com Live, Feel e Shine.

Desde a versão de entrada (Live), o sedã conta com câmbio automático de seis marchas, central multimídia, painel digital e rodas com novo design (aro 16).

A Feel acrescenta à lista de equipamentos bancos que imitam couro, câmera de ré, GPS e airbags laterais.

Porta-malas comporta 450 litros (Divulgação/Citroën)

E a Shine inclui faróis full-led, teto solar, rodas aro 17 e abertura e travamento remoto das portas.

Os preços tiveram cerca de 5% de aumento médio. A Live, que é vendida apenas a portadores de deficiência, chega por R$ 69.990. A Feel custa R$ 93.920. E a Shine sai por R$ 102.790, porém sem opcionais. A fábrica vai oferecer acessórios, entre eles um aerofólio traseiro.

No lançamento, a Citroën oferece o C4 em um plano de financiamento em 30 meses com certificado de recompra ao final do período.

A garantia de fábrica é de três anos, com plano de oito anos de assistência 24 horas e revisões com preços programados.

A fábrica não divulgou os novos valores, mas diz que, ao contrário dos preços de venda, os serviços devem ficar cerca de 5% mais baratos que os cobrados até agora.

Painel digital monocromático tem fácil leitura, mas é simples até demais (Divulgação/Citroën)

Com os ajustes feitos no carro e nas condições de comercialização, a Citroën espera dobrar o volume de vendas do modelo, subindo aproximadamente de 250 para 500 unidades/mês – o líder Corolla vendeu 3.869 em fevereiro, seguido por Civic (1.893), Cruze (1.754) e Jetta (450).

Só esse objetivo já seria suficiente para justificar todo o barulho feito no lançamento.

Ele vende menos que os líderes do segmento, mas o C4 é um sedã honesto. É gostoso de dirigir, tem ótimo desempenho e na linha 2019 ganhou nova central e faróis full-led.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

31 JUL
Harley-Davidson chama 2 mil motos para recall no Brasil

Harley-Davidson chama 2 mil motos para recall no Brasil

A Harley-Davidson anunciou nesta sexta-feira (31) uma convocação de recall para 2.037 motocicletas no Brasil, dos modelos Street Glide, Road King Classic, Ultra Limited, Street Glide Special, Road King Police, CVO Limited e CVO Street Glide, fabricados entre 2013 e 2015. Segundo comunicado, os grampos de retenção dos pinos de fixação das bolsas laterais precisam ser substituídos. Caso o chamado não seja atendido, as bolsas podem se desprender com a motocicleta em movimento. O... Leia mais
31 JUL

Transitar no corredor de ônibus vira infração gravíssima

A presidente Dilma Roussef sancionou alterações no Código Brasileiro de Trânsito (CTB), que a partir desta sexta-feira (31) passa a considerar infração gravíssima transitar em faixas e vias exclusivas de ônibus no Brasil. Deste modo, o motorista que for pego dirigindo em corredores de transporte coletivo, nos horários proibidos, pode ter o veículo apreendido, além de levar 7 pontos na carteira de habilitação e pagar multa de R$ 191,54 (Correção: o G1 errou ao informar que o... Leia mais
31 JUL
Guia dos SUVs: compare os modelos novos e os mais vendidos

Guia dos SUVs: compare os modelos novos e os mais vendidos

Espaçoso e robusto, com posição mais alta de dirigir, porta-malas onde cabe tudo... Estas foram algumas das justificativas citadas para compra ou "namoro" com um SUV por consumidores ouvidos pelo G1 nos últimos meses. O segmento dos carros que juntam o melhor do sedã com a "pegada" esportiva foi o que mais cresceu em 2014 --ano ruim de vendas de carros, em geral - e continua se "salvando" neste ano, apoiado nos modelos compactos e em lançamentos, que, em poucos meses, entraram para... Leia mais
30 JUL
Idade média de carros nos EUA sobe para 11,5 anos, maior que no Brasil

Idade média de carros nos EUA sobe para 11,5 anos, maior que no Brasil

A idade média da frota de carros nos Estados Unidos subiu para 11,5 anos, segundo pesquisa anual da consultoria IHS Automotive, especializada no setor. O levantamento foi concluído em janeiro deste ano e a média é a maior desde que a consultoria começou a medir esses dados. "Desde que acompanhamos a idade média dos veículos, ela tem aumentado gradualmente devido ao aumento da qualidade dos automóveis", explica Mark Seng, da IHS. Outro fator que contribuiu para o aumento da idade... Leia mais
30 JUL
‘AutoEsporte’ explica o surgimento da medida de potência em cavalos

‘AutoEsporte’ explica o surgimento da medida de potência em cavalos

O piloto César Urnhani mostra, no "AutoEsporte" deste domingo (2), as referências da criação do HP (horsepower), a medida de potência padrão usada para classificar o motor dos veículos. Nessa reportagem, é apresentada a raça do cavalo que inspirou a criação da medida e como a força evoluiu, passando pelos carros populares antigos até os atuais elétricos. O programa ainda viaja para a região de Maranello, na Itália, e conhece a Classiche, a área especial da Ferrari... Leia mais
30 JUL
Recall afeta 45 mil motos da Honda nos Estados Unidos

Recall afeta 45 mil motos da Honda nos Estados Unidos

A agência reguladora da segurança em estradas dos Estados Unidos (NHTSA) comunicou que um recall afetará 45.153 motos da Honda no país.   + DE AUTOESPORTE Siga o programa nas redes sociais facebook.com/autoesportetv twitter.com/g1carros Um problema elétrico pode fazer o motor para de funcionar e aumentar a chance de... Leia mais