Novidades

05 MAR

Teste: Honda City ganha mudanças, mas continua sem o ESP

Grade, faróis e para-choque redesenhados  (Léo Sposito/Quatro Rodas)

Sabendo da renovação do segmento de sedãs médio-compactos, com a chegada de Fiat Cronos e VW Virtus, a Honda tratou de atualizar o City.

A mexida no visual foi discreta. E seu ponto fraco continua inalterado: não foi desta vez que o City ganhou o controle de estabilidade (ESP) – e nem como opcional.

Esse recurso está disponível nos novos rivais e até em modelos de segmentos inferiores, como o Ford Ka SE Tecno 1.0, que sai por R$ 48.680.

Atrás, mudaram o para-choque e a cor da lanterna (Léo Sposito/Quatro Rodas)

A linha do City apresentada como modelo 2018 continua com cinco versões: DX (manual) e Personal, LX, EX e EXL (automáticas).

A novidade, no caso, é o fato de a antiga DX automática (destinada a pessoas com deficiência) ter mudado de nome, para Personal.

Por conta das mudanças, os preços subiram 2,8% na média, com a DX manual (que recebeu menos alterações) permanecendo sem aumento e a topo de linha, EXL (a mais modificada), ficando 5% mais cara.

Na lateral, só as rodas têm novo design  (Léo Sposito/Quatro Rodas)

A tabela do City começa em R$ 60.900 (DX) e vai a R$ 83.400 (EXL) – enquanto o Virtus parte de R$ 59.990 e chega a R$ 79.990 e o Cronos ainda não está à venda, mas deverá começar em R$ 59.000.

As diferenças entre as versões ocorrem principalmente no conteúdo, porque as novidades visuais foram aplicadas a toda a linha.

A versão mostrada aqui é a EXL, mas desde a DX o City ganhou para-choque dianteiro de linhas horizontais, que fizeram o carro parecer um pouco mais imponente ao vivo, com a frente mais larga.

Faróis full-led equipam a versão EXL, mas as luzes de posição estão em toda a linha  (Léo Sposito/Quatro Rodas)

A grade esticada até os faróis também contribui para esse efeito. O emblema da marca, no centro, ficou maior e mais chamativo. E os faróis com refletor duplo e luzes diurnas de led também são novos.

Na traseira, o para-choque segue o estilo da dianteira, com formato horizontal, e as lentes das lanternas com leds agora são brancas na parte superior (nas versões LX, EX e EXL). Na lateral, as rodas (aro 16 em todas as versões, exceto na DX que traz aro 15) ganharam novo design.

Por dentro, não há novidades: painel, bancos e laterais de portas são os mesmos. Os instrumentos redondos parecem envelhecidos diante dos painéis digitais de Cronos e Virtus, mas como são grandes sua leitura é muito rápida.

Versão EXL tem central multimídia e seis airbags (Léo Sposito/Quatro Rodas)

Entre as versões há as diferenças de praxe, de cores, materiais e padrão de revestimento. O plástico aplicado nas partes frontal e superior do painel tem bom aspecto visual e é agradável ao toque.

Assim como as áreas em preto brilhante e os detalhes imitando titânio na região central do painel e nas laterais das portas (na configuração EXL).

O ar-condicionado com o display touch perfeitamente integrado ao console é exclusivo das versões EX e EXL. As demais contam com ar-condicionado com botões giratórios.

Todos os City vêm com sistema de som, direção elétrica, volante com ajuste de altura e profundidade (o Cronos só tem ajuste de altura e no Virtus o volante é fixo) e vidros elétricos com sistema de um toque em todas as posições.

O revestimento imitando couro vem na versão mais cara (Léo Sposito/Quatro Rodas)

O espaço interno é de sedã médio  (Léo Sposito/Quatro Rodas)

A LX acrescenta faróis de neblina, banco traseiro bipartido e controles de áudio no volante. Na EX o diferencial fica por conta dos airbags laterais, em adição aos frontais obrigatórios, piloto automático, câmera de ré e sistema de som com visor de 5 polegadas.

São exclusivos da EXL faróis full-led, revestimento que imita couro, seis airbags (frontais, laterais e de cortina) e a central multimídia (que tem tela de 7 polegadas, compatível a Apple CarPlay e Android Auto, com GPS e comandos de voz).

A bordo, o City leva cinco pessoas com espaço próximo ao de um sedã médio e seu porta-malas, com 536 litros de capacidade, é grande.

No porta-malas cabem 536 litros de bagagem  (Léo Sposito/Quatro Rodas)

Do ponto de vista da mecânica, o City não mudou. Levamos o 2018 para a pista e ele repetiu o rendimento conseguido pelo anterior, apresentado na linha 2015.

Nas provas de aceleração, ele fez de 0 a 100 km/h em 12,2 segundos. E nos ensaios de consumo ficou com as médias de 12,5 km/l na cidade e 17 km/l na estrada.

Houve melhora substancial nas frenagens. Vindo a 80 km/h, o City 2015 percorreu 28,3 metros até a parada, enquanto o 2018 precisou de 26,6 metros.

O motor flex de 116 cv (etanol) (Léo Sposito/Quatro Rodas)

No geral, o Honda é um carro gostoso de guiar. A posição de dirigir é esportiva, com o assento bem alinhado e o volante com empunhadura firme. Pena que o desempenho seja tímido.

A proposta do motor 1.5 i-VTEC FlexOne de 116 cv, com comando de válvulas varíavel (na abertura e no tempo), é mais focada em consumo do que em performance.

A direção é precisa, mas a suspensão desautoriza uma tocada mais agressiva. O sedã roda bem apoiado nos pneus, mas a calibragem de molas e amortecedores privilegia o conforto, como se espera de um sedã familiar.

O câmbio CVT contribui para a economia ajustando a relação de marcha constantemente.

As lanternas são brancas na parte superior (exceto na DX (Léo Sposito/Quatro Rodas)

Ainda no modo automático existe o modo Sport, que eleva o giro do motor em cerca de 1.000 rpm, mas o resultado disso é mais o aumento do nível de ruído interno do que agilidade.

Para dirigir com as marchas é possível optar pelo modo manual. Nesse caso, ele fixa sete marchas virtuais e o motorista pode optar pelas trocas no volante (disponível só no EX e EXL) ou deixar que o câmbio faça as mudanças automaticamente, quando chega a hora. Aliás, igual ao que já existia antes.

Como era o City e como ficou

As mudanças entre o City antigo e o novo (Divulgação/Honda)

Lançado em 2015, na segunda geração, o City chegou à linha 2018 com mudanças discretas em grade e nos para-choques dianteiro e traseiro.

O emblema da Honda ficou maior e, nos faróis, a novidade são os refletores duplos e as luzes diurnas de led. Na traseira, quem chama mais atenção são as lanternas de led, com lentes bicolores.

Veredicto

As mudanças deram novo ânimo para o sedã enfrentar a concorrência. Faltou a presença de itens importantes, como o controle de estabilidade, mas pesa a favor do City o nome da marca.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

21 JUN

Toyota reduz gastos com marketing para investir mais em pesquisa e inovação

A montadora Toyota começou a reduzir os gastos, inicialmente com vendas e marketing, e passou a realocar os recursos para pesquisa e desenvolvimento, que a ajudará a enfrentar novos competidores, disseram quatro pessoas familiarizadas com o assunto. Uma das primeiras iniciativas da companhia foi cancelar contratos com a unidade chinesa de sua agência de publicidade e comunicação de longa data, a Dentsu, de acordo com as fontes. O presidente-executivo da Toyota, Akio Toyoda, e o... Leia mais
21 JUN

Com o fim da proibição, mulheres aprendem a andar de moto na Arábia Saudita

As mulheres da Arábia Saudita se preparam para assumir os volantes de carros e também pilotar motocicletas pelo país. Depois de décadas de vigência, a proibição para mulheres conduzir veículos no país termina em 24 de junho. “Graças a Deus, a lei que nos permite sentar ao volante foi emitida. Claro que estivemos esperando por esse momento por muito tempo e não podíamos imaginar que ele chegaria. Foi nossa chance”, explica Dua'a Al-Omar, que está praticando treinamento de... Leia mais
20 JUN

Nova Chevrolet Spin Activ 2019 aparece limpa nas redes sociais

Minivan passa a seguir o mesmo estilo que o Cobalt recebeu em 2015 (Reprodução/Internet)A nova Chevrolet Spin será lançada em julho, mas já aparece limpa em flagras divulgados nas redes sociais.Embora a cor amarela remeta aos táxis do Rio de Janeiro, o registro parece ter sido foi feito durante a produção de material publicitário e não na frente do Maracanã.Sim, será possível comprar Spin com essa cor.As alterações no visual são significativas. As imagens revelam faróis mais... Leia mais
20 JUN

Impressões ao dirigir: novo Q8 é o SUV mais luxuoso da Audi

Novo Audi Q8 chegará ao Brasil no primeiro semestre de 2019 (Divulgação/Audi)O Audi Q8 só chegará ao Brasil na metade de 2019, mas o SUV já dirigimos a novidade que deverá custar R$ 500.000 por aqui.Ele não é pequeno como o perfil de cupê pode sugerir. Tem 4,99 m de comprimento, 2 m de largura, 1,71 m de altura e 3 m de entre-eixos.Apesar de 6 cm menor que o grandalhão Q7, o modelo já tem missão definida: ser o utilitário mais caro e luxuoso da marca.Visual do SUV foi inspirado... Leia mais
20 JUN

Senado aprova tirar habilitação de motorista e CNPJ de empresa envolvidos em contrabando

O Senado aprovou nesta quarta-feira (20) um projeto que prevê a cassação da habilitação para motoristas e a perda do CNPJ para empresa envolvidos com contrabando. O texto, que modifica o Código de Trânsito Brasileiro e a Lei de Infrações Sanitárias, tem origem na Câmara, mas foi alterado por senadores. Por isso, volta para reexame dos deputados. Pela proposta, terá cassado o documento ou será proibido de obter a habilitação pelo prazo de cinco anos o condutor que... Leia mais
20 JUN

Venda de carros elétricos e híbridos no Brasil cresce 65% até maio

As vendas de carros elétricos ou híbridos subiram 65% de janeiro a maio deste ano, na comparação com o mesmo período de 2017, antes mesmo da esperada redução de imposto prometida há meses pelo governo federal. Distribuidoras de energia não serão responsáveis por dano em carro elétrico Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), em 5 meses, foram emplacadas 1.562 unidades dos chamados carros "verdes", que produzem menos ou nenhum... Leia mais