Grade, faróis e para-choque redesenhados (Léo Sposito/Quatro Rodas) Sabendo da renovação do segmento de sedãs médio-compactos, com a chegada de Fiat Cronos e VW Virtus, a Honda tratou de atualizar o City. A mexida no visual foi discreta. E seu ponto fraco continua inalterado: não foi desta vez que o City ganhou o controle de estabilidade (ESP) – e nem como opcional. Esse recurso está disponível nos novos rivais e até em modelos de segmentos inferiores, como o Ford Ka SE Tecno 1.0, que sai por R$ 48.680. Atrás, mudaram o para-choque e a cor da lanterna (Léo Sposito/Quatro Rodas) A linha do City apresentada como modelo 2018 continua com cinco versões: DX (manual) e Personal, LX, EX e EXL (automáticas). A novidade, no caso, é o fato de a antiga DX automática (destinada a pessoas com deficiência) ter mudado de nome, para Personal. Por conta das mudanças, os preços subiram 2,8% na média, com a DX manual (que recebeu menos alterações) permanecendo sem aumento e a topo de linha, EXL (a mais modificada), ficando 5% mais cara. Na lateral, só as rodas têm novo design (Léo Sposito/Quatro Rodas) A tabela do City começa em R$ 60.900 (DX) e vai a R$ 83.400 (EXL) – enquanto o Virtus parte de R$ 59.990 e chega a R$ 79.990 e o Cronos ainda não está à venda, mas deverá começar em R$ 59.000. As diferenças entre as versões ocorrem principalmente no conteúdo, porque as novidades visuais foram aplicadas a toda a linha. A versão mostrada aqui é a EXL, mas desde a DX o City ganhou para-choque dianteiro de linhas horizontais, que fizeram o carro parecer um pouco mais imponente ao vivo, com a frente mais larga. Faróis full-led equipam a versão EXL, mas as luzes de posição estão em toda a linha (Léo Sposito/Quatro Rodas) A grade esticada até os faróis também contribui para esse efeito. O emblema da marca, no centro, ficou maior e mais chamativo. E os faróis com refletor duplo e luzes diurnas de led também são novos. Na traseira, o para-choque segue o estilo da dianteira, com formato horizontal, e as lentes das lanternas com leds agora são brancas na parte superior (nas versões LX, EX e EXL). Na lateral, as rodas (aro 16 em todas as versões, exceto na DX que traz aro 15) ganharam novo design. Por dentro, não há novidades: painel, bancos e laterais de portas são os mesmos. Os instrumentos redondos parecem envelhecidos diante dos painéis digitais de Cronos e Virtus, mas como são grandes sua leitura é muito rápida. Versão EXL tem central multimídia e seis airbags (Léo Sposito/Quatro Rodas) Entre as versões há as diferenças de praxe, de cores, materiais e padrão de revestimento. O plástico aplicado nas partes frontal e superior do painel tem bom aspecto visual e é agradável ao toque. Assim como as áreas em preto brilhante e os detalhes imitando titânio na região central do painel e nas laterais das portas (na configuração EXL). O ar-condicionado com o display touch perfeitamente integrado ao console é exclusivo das versões EX e EXL. As demais contam com ar-condicionado com botões giratórios. Todos os City vêm com sistema de som, direção elétrica, volante com ajuste de altura e profundidade (o Cronos só tem ajuste de altura e no Virtus o volante é fixo) e vidros elétricos com sistema de um toque em todas as posições. O revestimento imitando couro vem na versão mais cara (Léo Sposito/Quatro Rodas) O espaço interno é de sedã médio (Léo Sposito/Quatro Rodas) A LX acrescenta faróis de neblina, banco traseiro bipartido e controles de áudio no volante. Na EX o diferencial fica por conta dos airbags laterais, em adição aos frontais obrigatórios, piloto automático, câmera de ré e sistema de som com visor de 5 polegadas. São exclusivos da EXL faróis full-led, revestimento que imita couro, seis airbags (frontais, laterais e de cortina) e a central multimídia (que tem tela de 7 polegadas, compatível a Apple CarPlay e Android Auto, com GPS e comandos de voz). A bordo, o City leva cinco pessoas com espaço próximo ao de um sedã médio e seu porta-malas, com 536 litros de capacidade, é grande. No porta-malas cabem 536 litros de bagagem (Léo Sposito/Quatro Rodas) Do ponto de vista da mecânica, o City não mudou. Levamos o 2018 para a pista e ele repetiu o rendimento conseguido pelo anterior, apresentado na linha 2015. Nas provas de aceleração, ele fez de 0 a 100 km/h em 12,2 segundos. E nos ensaios de consumo ficou com as médias de 12,5 km/l na cidade e 17 km/l na estrada. Houve melhora substancial nas frenagens. Vindo a 80 km/h, o City 2015 percorreu 28,3 metros até a parada, enquanto o 2018 precisou de 26,6 metros. O motor flex de 116 cv (etanol) (Léo Sposito/Quatro Rodas) No geral, o Honda é um carro gostoso de guiar. A posição de dirigir é esportiva, com o assento bem alinhado e o volante com empunhadura firme. Pena que o desempenho seja tímido. A proposta do motor 1.5 i-VTEC FlexOne de 116 cv, com comando de válvulas varíavel (na abertura e no tempo), é mais focada em consumo do que em performance. A direção é precisa, mas a suspensão desautoriza uma tocada mais agressiva. O sedã roda bem apoiado nos pneus, mas a calibragem de molas e amortecedores privilegia o conforto, como se espera de um sedã familiar. O câmbio CVT contribui para a economia ajustando a relação de marcha constantemente. As lanternas são brancas na parte superior (exceto na DX (Léo Sposito/Quatro Rodas) Ainda no modo automático existe o modo Sport, que eleva o giro do motor em cerca de 1.000 rpm, mas o resultado disso é mais o aumento do nível de ruído interno do que agilidade. Para dirigir com as marchas é possível optar pelo modo manual. Nesse caso, ele fixa sete marchas virtuais e o motorista pode optar pelas trocas no volante (disponível só no EX e EXL) ou deixar que o câmbio faça as mudanças automaticamente, quando chega a hora. Aliás, igual ao que já existia antes. As mudanças entre o City antigo e o novo (Divulgação/Honda) Lançado em 2015, na segunda geração, o City chegou à linha 2018 com mudanças discretas em grade e nos para-choques dianteiro e traseiro. O emblema da Honda ficou maior e, nos faróis, a novidade são os refletores duplos e as luzes diurnas de led. Na traseira, quem chama mais atenção são as lanternas de led, com lentes bicolores. As mudanças deram novo ânimo para o sedã enfrentar a concorrência. Faltou a presença de itens importantes, como o controle de estabilidade, mas pesa a favor do City o nome da marca.
Fonte:
Quatro Rodas










Como era o City e como ficou

Veredicto
05 MAR
Teste: Honda City ganha mudanças, mas continua sem o ESP
Mais Novidades
O homem que constrói sozinho carrinhos a pedal de até R$ 40.000
Ronaldo com um dos seus xodós: a Ferrari American Retro Race da década de 60 (Fernando Pires/Quatro Rodas)Executivo de uma grande empresa de soluções de impressão 3D, Ronaldo Prado, 53 anos, é um apaixonado por carros. Seu trabalho consiste em tirar do papel criações da indústria automotiva e transformá-las em realidade. “Aqui fazemos protótipos de modelos que serão lançados daqui a cinco anos”, explica ele. Mas seu hobby são veículos bem menores e mais antigos do que está...
Leia mais
Hyundai divulga primeira imagem do novo HB20S, a versão sedã do HB20
A Hyundai divulgou nesta quinta-feira (12) a primeira imagem do HB20S, a versão sedã do HB20. A segunda geração da "família" vai ser apresentada na próxima segunda (16). A frente dos dois modelos já foi revelada na semana passada. Como ficou o HB20 hatch: FOTOS;Onix também muda; veja nova cara do hatch e do sedã Por ora, a única informação divulgada sobre o novo HB20S é que ele terá um porta-malas maior que a versão anterior, passando de 450 para 475 litros, com...
Leia mais
Chevrolet Onix Plus: confira todas as versões, equipamentos e preços
– (Divulgação/Chevrolet)O novo Chevrolet Onix Plus foi apresentado hoje, mas preços e lista de equipamentos ainda não tinham sido divulgados pela marca. Quer dizer… Até agora, porque QUATRO RODAS descobriu todos os detalhes do sedã.Diferentemente do hatch, que terá motor 1.0 aspirado nas versões de entrada, o três volumes será oferecido apenas com o novo motor 1.0 turbo flex, também com três cilindros, capaz de render até 116 cv e 16,8 mkgf com...
Leia mais
Chevrolet Onix Plus tem gabarita Latin NCAP antes das normas mais rígidas
O Onix Plus sedã foi testado duas semanas antes da divulgação dos resultados (Latin NCAP/Divulgação)O Onix Plus sedã foi testado duas semanas antes da divulgação dos resultados (Latin NCAP/Divulgação)A Chevrolet foi uma das marcas que correram para aproveitar o procolo atual do Latin NCAP, menos rigoroso do que as normas confirmadas para estrearem em janeiro de 2020.A marca patrocinou o teste do sedã Onix Plus junto à entidade, e conseguiu obter a nota de cinco estrelas para...
Leia mais
Este é o novo Chevrolet Onix hatch, e ele parte de R$ 51.590
(Divulgação/Chevrolet)– (Divulgação/Chevrolet)Conforme antecipado por QUATRO RODAS na semana passada, a GM revela nesta quinta-feira (12) não apenas o Chevrolet Onix Plus, sedã que substitui o Prisma (e cujo nome foi revelado em primeira mão por nossa reportagem).Apresenta também a segunda geração do Onix hatch, embora esta demore um pouco mais para chegar às lojas.– (Leonardo Felix/Quatro Rodas)Onix LT 1.0 aspirado manual (hatch): R$ 51.590; Onix LTZ AT 1.0 turbo automático...
Leia mais
Honda CG 160 2020 chega às lojas; veja os preços
A Honda CG 160 2020 chegou às concessionárias da marca no Brasil mantendo o mesmo conjunto da linha 2019. Como novidades, a moto mais vendida do Brasil ganhou apenas novas cores e grafismos. Motos 2019: veja 20 modelos esperados até o fim do ano Veja os preços da CG 2020: CG 160 Start: R$ 8.990 (custava R$ 8.432)CG 160 Fan: R$ 9.990 (custava R$ 9.990)CG 160 Titan: R$ 11.090 (custava R$ 10.752 Novas cores e grafismos Topo de linha, a CG 160 Titan ganhou novos grafismos,...
Leia mais