Estilos diferentes: um é tradicional e o outro parece vindo do futuro (Christian Castanho/Quatro Rodas) Prius e Corolla são completamente diferentes, mas disputam o bolso do mesmo consumidor. Não está mais tão difícil ver um Prius por aí. Mesmo longe de ser campeão de vendas, o híbrido cresceu no ranking de emplacamentos após a estreia de uma nova campanha publicitária. Com uma média de 200 unidades mensais, ele já vende mais que Hyundai Elantra e Mercedes-Benz Classe C. QUATRO RODAS, inclusive, adquiriu o híbrido para o teste de 60.000 km de nosso Longa Duração. A exposição na mídia não é a única razão de seu sucesso. Por R$ 126.600, ele custa R$ 8.700 a mais que o Corolla Altis (R$ 117.900). Aí fica a dúvida: vale a pena trocar um sedã comum por um carro híbrido? Estilo incomum inclui lanternas gigantes (Christian Castanho/Quatro Rodas) Lançado aqui em 2014, a 11ª geração do Corolla é líder absoluta dos sedãs médios. Sua primeira reestilização aconteceu em março deste ano, trazendo mudanças visuais na dianteira e a importante inclusão do controle de estabilidade. Quem compra sabe o que encontrará: um carro confortável, robusto e bom de dirigir. O Prius simboliza o futuro da Toyota. E não apenas por ser ecologicamente correto: a quarta geração estreou a plataforma TNGA, que será utilizada em metade dos novos modelos da marca no mundo até 2020. Modelo japonês é o mais vendido no mundo (Christian Castanho/Quatro Rodas) Entre eles estão o C-HR (que estreia no Brasil neste ano) e o novo Corolla, previsto para chegar às ruas em dois anos. Ambos, inclusive, aproveitarão motor e transmissão do Prius em suas futuras versões híbridas. Sóbrio e conservador, o Corolla tem linhas agradáveis. Já o Prius é pura ousadia. A carroceria futurista possui vincos por todos os lados, e faróis e lanternas têm linhas incomuns. É ousado até no formato: ele está entre o sedã e o hatch, uma vez que o vidro abre junto com a tampa traseira. As diferenças continuam por dentro. Algumas peças de acabamento do Corolla têm qualidade abaixo do esperado para um carro de quase R$ 120.000. Apesar disso, o revestimento de couro claro disfarça a qualidade dos plásticos. O Prius transmite maior sensação de requinte pela qualidade dos encaixes e os plásticos de textura emborrachada. Couro claro do Corolla disfarça o acabamento ruim (Christian Castanho/Quatro Rodas) Cabine do Prius não disfarça a ousadia do lado de fora (Christian Castanho/Quatro Rodas) Ambos têm sete airbags, controles de estabilidade e de tração, faróis full led e a mesma central multimídia com GPS pouco intuitivo. O híbrido justifica os R$ 8.700 a mais adicionando head-up display, carregador de celular por indução, sistema de som da JBL e bancos dianteiros com aquecimento e refrigeração – acionados por um botão mal localizado no console central. A regulagem dos bancos é elétrica no Corolla e manual no Prius. Outra diferença está no travamento automático das portas com o veículo em movimento, presente no Corolla e inexplicavelmente ausente no Prius. Porta-malas do Corolla leva até 470 litros (Christian Castanho/Quatro Rodas) Porta-malas do Prius, de 412 litros, tem vidro integrado à tampa (Christian Castanho/Quatro Rodas) A manutenção também aproxima os dois. No Corolla, economiza-se R$ 659,45 nas revisões até 60.000 km: R$ 3.259,04 ante R$ 3.918,49 do Prius. Só que o Prius leva grande vantagem no seguro, que é anual: R$ 2.688,40 contra R$ 4.609,37.
Fonte:
Quatro Rodas







19 FEV
Comparativo: Toyota Prius enfrenta o tradicional Corolla
Mais Novidades
Grandes Brasileiros: Ford Belina Luxo Especial
O requinte externo da Belina estava nos frisos e pneus faixa branca (Xico Buny/Quatro Rodas)
O jacarandá-da-baía é considerado a mais valiosa das madeiras nacionais. A textura lisa e as listras pretas contrastando com o fundo marrom conferem uma estética própria a objetos de decoração, móveis de luxo e instrumentos musicais.
Um material tão belo que foi escolhido pela Ford para a decoração externa da Belina Luxo...
Leia mais
Paulista coleciona mais de 30 caminhões em um galpão de 3.000 m²
Uma parte da coleção grandiosa com direito a Peterbilt (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
O fascínio por caminhões era tanto que aos 7 anos ele pegou o do pai, um Chevrolet 1950, e foi dar uma voltinha.
“Lembro de enxergar a estrada pela fresta do volante e acionar a embreagem na ponta dos pés. Os caminhoneiros que passavam ficavam assustados ao ver o caminhão andando ‘sozinho’, pois ninguém me enxergava”, relembra o dono de...
Leia mais
Teste: Fiat Argo 1.3 GSR, o problema está no câmbio
Além do Argo, o câmbio GSR já é aplicado em Uno e Mobi (Fiat/Divulgação)
O Argo Drive 1.3 é a versão mais atraente do hatchback da Fiat. Mais refinada do que o Argo Drive 1.0 e não tão cara quanto a configuração Precision 1.8, ele combina bom desempenho com baixo consumo de combustível.
Diante desses fatos, eu estava otimista para dirigir o Argo Drive GSR – principalmente quando soube que a Fiat fez algumas melhorias no...
Leia mais
Renault Kwid tem novo bloqueio de entregas por defeito nos freios
Bloqueio começou em 25 de outubro (Divulgação/Renault)
A Renault bloqueou, mais uma vez, as entregas de novas unidades do Kwid. Desta vez a interrupção foi feita para a substituição dos discos de freio dianteiros de todas as unidades. Alguns também podem ter os cubos das rodas trocados.
Documento ao qual QUATRO RODAS teve acesso informa sobre a necessidade de troca dos discos antes da entrega dos carros aos clientes. Caso sejam...
Leia mais
Por que os motores não aspiram água durante a chuva?
Defletores impedem que a água entre no sistema de admissão de ar (Acervo/Quatro Rodas)
Por que os motores não aspiram água durante a chuva? – Sérgio Henrique, Parnaíba (PI)
O sistema de admissão de ar para o motor de um veículo é projetado para ter sua tomada em um local no qual a ingestão de água seja minimizada.
De acordo com Clayton Zabeu, membro da Comissão Técnica de Motores Ciclo Otto da SAE Brasil, essa tomada fica...
Leia mais
Como é “não dirigir” um carro autônomo?
É possível ver alguns sensores no para-choque do C4 Picasso (Divulgação/Citroën)
O sonho de ter carros capazes de andar sozinhos é antigo. E já há estudos sobre carros autônomos desde 1970. Mas só recentemente esse tipo de tecnologia se tornou realidade com data para chegar ao mercado.
Na classificação da Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade (SAE), automóveis com um ou mais sistemas de assistência, como piloto automático,...
Leia mais