Grades amplas dão o toque de esportividade (Divulgação/Jaguar) O E-Pace é o primeiro Jaguar a ter apenas motores de quatro cilindros. É também o segundo da história da marca com arquitetura de tração dianteira e motor transversal – o primeiro foi o X-Type, com plataforma de Mondeo, nascido no período em que a Jaguar pertenceu à Ford e que acabou entrando para a história como um retumbante fracasso. Felizmente, o E-Pace tem tudo para seguir a rota inversa. Em resumo, o E-Pace é um misto de Range Rover Evoque e Land Rover Discovery com vários toques do irmão maior F-Pace. Aliás, o F-Pace é um caso de sucesso dentro da Jaguar: ele fez as vendas da marca crescerem 80% no último ano. Dá para imaginar agora o potencial do E-Pace, que é 30% mais barato. O E-Pace compartilha a plataforma com o Evoque, mas com eixo traseiro multilink e buchas de F-Pace e subchassis do Discovery Sport. Lanternas afiladas lembram as dos sedãs e cupês da Jaguar (Divulgação/Jaguar) O problema é que a estrutura do Evoque é toda de aço (herança da Ford) e mesmo as medidas adotadas para tornar o E-Pace mais ágil não fizeram milagre: capô, teto, para-lamas dianteiros, tampa do porta-malas e elementos da suspensão dianteira, todos de alumínio, permitiram baixar 35 kg – outros 4 kg foram obtidos com a aplicação de chapas mais finas nas laterais da carroceria. Ainda assim, o peso com motorista não baixou dos quase 1.900 kg nesta versão P300 (2.0 turbo de 300 cv) com a particularidade de o E-Pace ser sempre pelo menos 70 kg mais pesado que um F-Pace equivalente, que é 34 cm maior – este usa a mais recente arquitetura da Jaguar Land Rover, quase toda feita de alumínio. Agora, a parte positiva da construção: o E-Pace é 20% mais rígido do que o Evoque e 25% mais do que o Discovery Sport. A versão avaliada do E-Pace foi a P300 R-Dynamic (2.0 turbo de 300 cv), com tração integral e câmbio automático de nove marchas. Há versões mais simples, com tração 4×2 e transmissão manual de seis marchas. Na cabine, a primeira impressão é de que o cupé F-Type cedeu seu painel direcionado para o motorista. Console e laterais contam com iluminação (Divulgação/Jaguar) Nele, há diversos elementos do universo Jaguar-Land Rover, como a tela de 10 polegadas da central multimídia e o quadro de instrumentos com display HD de 12,5 polegadas, opcional nas versões básicas. Tela no console central é em HD (Divulgação/Jaguar) À frente do painel a tela tem alta definição de imagem (Divulgação/Jaguar) Por fora, o efeito combinado de uma linha de cintura alta e de bancos relativamente baixos reforça no motorista a sensação de que está ao volante de um esportivo e não um SUV. Volante é ergonômico e conta com comandos do computados de bordo e central multimídia (Jaguar/Divulgação) Porém, o habitáculo avançado faz com que a caixa de roda dianteira invada exageradamente a região de apoio dos pés. Há muitos espaços espalhados para guardar os mais variados objetos – somados, segundo a Jaguar, são mais de 40 litros. Entradas USB para cada um dos ocupantes e possibilidade de ligar até oito dispositivos no Wi-Fi garantem diversão e entretenimento a bordo. Porta-trecos somados chegam ao volume de 40 litros (Divulgação/Jaguar) Com 2,3 cm a mais de entre-eixos que o Evoque, o E-Pace o supera em espaço no banco traseiro, ganhando também do Audi Q3 e do Mercedes GLA. Atrás, espaço é apenas mediano (Divulgação/Jaguar) Os anunciados 577 litros de porta-malas são impressionantes, mas há um certo truque por baixo dessa informação, literalmente: 93 dos 577 litros declarados se encontram sob o assoalho. Ou seja, o volume da área convencional do porta-malas é, sim, de 484 litros, deixando o E-Pace com capacidade real inferior à da BMW X1 (505 litros) e superior à do Audi Q3 (460) e à do Mercedes GLA (421). Porta-malas carrega 484 litros (Divulgação/Jaguar) Ao volante, o E-Pace agrada desde as mais baixas rotações, até porque o torque máximo desse motor 3.0 turbo com 40,8 mkgf é atingido logo a 1.500 rpm. Essa boa impressão é acentuada pelo trabalho eficaz da transmissão de nove marchas, acertada para conferir uma pegada mais esportiva a este Jaguar face ao Range Rover Evoque. Apreciadas por puristas, mas criticada pelo fato de ser pouco usual, as trocas sequenciais na alavanca com toques à frente para as reduções e para trás, nas passagens acima, pedem certo tempo de adaptação. Volumes e vincos: aspecto musculoso (Divulgação/Jaguar) Mas essa questão pode ser driblada com o auxílio das borboletas no volante, com avanço de marchas à direita e reduções à esquerda. Com estreia no Brasil marcada para abril de 2018, o E-Pace já tem preço e conteúdo definidos (veja quadro ao lado). A versão P300 R-Dynamic deverá responder por cerca de 50% das vendas. Teto solar é panorâmico (Divulgação/Quatro Rodas)
Fonte:
Quatro Rodas
Impressões: Jaguar E-Pace quer briga até com o Evoque
Mais Novidades
Segredo: novo Renault Sandero terá traseira exclusiva no Brasil
Dianteira do Sandero nacional será similar ao modelo sul-africano, mas por aqui os faróis poderão perder a guia em LEDs (Divulgação/Renault)
Em outubro algumas imagens confirmaram que a Renault adotaria integralmente a reestilização europeia/africana da dupla Sandero e Logan – incluindo mudanças discretas nos para-choques e faróis.
Novas imagens reveladas pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), porém, revelaram...
Leia mais
Futuro nacional, Toyota Yaris leva 5 estrelas em teste de colisão
Yaris testado na Ásia conquistou 5 estrelas para adultos e crianças (Reprodução/Youtube)
Posicionado entre o Etios e o Corolla, o Toyota Yaris será fabricado em Sorocaba (SP) a partir de 2018, nas versões hatch e sedã.
Na Ásia, onde a QUATRO RODAS já foi conhecer o futuro nacional, o três-volumes passou pelo teste de colisão.
Por lá, o Yaris recebeu 5 estrelas para proteção de adultos e crianças. No teste frontal, a região...
Leia mais
Reestilização deixa Jeep Cherokee com design mais conservador
Atualização visual dispensou faróis duplos do antigo Cherokee (Jeep/Divulgação)
Parece que o ousado visual do Jeep Cherokee não agradou tanta gente assim. A marca revelou a primeira reestilização da quarta geração do SUV, que o deixou mais conservador.
Os faróis separados das luzes diurnas foram substituídos por um conjunto mais convencional – que remete ao Chrysler 300. O desenho da dianteira também aproxima o Cherokee dos...
Leia mais
JAC Motors anuncia fábrica em Goiás para fazer T40 e outro SUV
Planta produzirá T40 e outro modelo ainda não definido (Christian Castanho/Quatro Rodas)
A JAC Motors pretende construir uma fábrica no estado de Goiás. O local do complexo industrial ainda não foi escolhido, mas a empresa adiantou que investirá R$ 200 milhões para erguer uma planta para fabricar 35 mil veículos por ano. A marca estima gerar 850 empregos diretos e indiretos.
O acordo foi formalizado pelo presidente da JAC Motors,...
Leia mais
Manutenção: quando trocar o amortecedor?
Bem cuidado, o amortecedor passa dos 100.000 Km (Divulgação/Internet)
Como é difícil definir a vida útil do amortecedor, o risco de ser enganado na sua troca é grande. Para ajudá-lo a não cair em armadilhas, confira abaixo as principais dúvidas que cercam esse item de segurança tão importante no carro.
Quando é hora de trocar?
Não dá para confiar em prazo por quilometragens, pois depende muito do piso por onde roda e do estilo...
Leia mais
Após 24 anos, Brasil tem carros sem barras de proteção lateral
Sem acabamento, é possível ver a estrutura da porta e a barra de proteção lateral do Porsche Panamera Sport Turismo (Ulisses Cavalcante/Quatro Rodas)
Barras de proteção lateral eram frequentemente citadas nas QUATRO RODAS dos anos 1990. Esse equipamento de segurança estreou entre os carros nacionais com o Chevrolet Vectra de 1993.
À época, segurança veicular ainda não era um assunto tão discutido como hoje. E airbags e freios ABS...
Leia mais