Para-choques, grade do radiador e rodas são exclusivos do E43 AMG (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas) Responda rápido: o que diferencia um AMG de uma versão convencional de qualquer outro Mercedes? Pode ser o desempenho muito acima de qualquer outro modelo. Pode ser o ruído estrondoso e característico do escapamento. Ou o fato de que cada motor é produzido por um só funcionário em Affalterbach, na Alemanha. Bem, o novo Classe E43 não tem nada disso, mas, ainda assim, é um AMG. A pergunta no começo desse texto tem justificativa: desde 2016 a Mercedes rebatizou as versões AMG Sport, passando a chama-las de 43 AMG. Pode parecer algo irrelevante, mas é importante para os fãs da marca: até então, só as versões preparadas pela a AMG adotavam a nomenclatura de dois dígitos. A cobertura dupla do escapamento reforça o apelo esportivo do E43. Pena que o som não acompanha… (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas) A ideia foi popularizar as versões esportivas usando a grife AMG. Deu certo, ao ponto da marca ter criado mais versões com motores produzidos em série e até híbridos. Mas, na prática, como esses modelos se saem? A resposta veio com o E43 AMG, lançado no Brasil por R$ 514.900. O valor inclui um V6 biturbo de 401 cv, câmbio automático de nove marchas e tração integral 4matic. Números interessantes, mas distantes do E63 S, este sim, um AMG puro-sangue, com um V8 biturbo construído à mão de 612 cv e uma etiqueta levemente maior: R$ 735.900. O painel digital duplo característico dos novos Mercedes contrasta com apliques em CFRP e costuras vermelhas da versão 43 (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas) A Mercedes argumenta que o E43 AMG recebeu ajustes de suspensão e chassi para ficar à altura do nome que carrega. Bem, antes de analisarmos isso, vamos analisar o visual do sedã esportivo, começando por suas rodas – e que rodas! O desenho elegante dos raios prateados da roda de 20? contrastam com a pintura em preto brilhante do aro (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas) Beleza é algo relativo, mas poucos entusiastas vão passar desapercebidos pelos belíssimos aros de 20 polegadas exclusivos. As rodas bicolores contrastam com a carroceria preta e atraem a atenção para os freios a disco ventilados. Estrela no radiador foi trocada por uma peça plástica integral para proteger e não interferir no radar posicionado logo atrás (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas) Os para-choques também são exclusivos, com destaque para a estrela de três pontas embutida na grade do radiador. Pena que, por conta do radar do controlador de velocidade adaptativo (opcional) embutido atrás do icônico símbolo, a estrela 3D foi substituída por uma peça plástica de aspecto simples. O sistema multimídia permite integração com Apple Carplay e Android Auto, mas a tela não é sensível ao toque (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas) O interior mantém o refino e luxo que se espera de um Classe E de meio milhão de reais. Linhas vermelhas destacam as costuras do couro que cobre a cabine, enquanto uma cobertura de plástico reforçado com fibra de carbono (CFRP, na sigla em inglês) no console diferencia essa versão das outras abaixo dela. Mas basta apertar o botão de partida do motor para se decepcionar. Ainda que levemente grave, o ronco da saída de escapamento dupla não chega nem próximo do estrondo encorpado característico dos principais AMG.
Fonte:
Quatro Rodas
Mas que sapatos lindos
Impressões: Mercedes E43, o AMG de boutique
Mais Novidades
Novo Honda Civic Si cupê será vendido no Brasil a partir de 2018
Carroceria escolhida para o Brasil é a cupê de duas portas (divulgação/Honda)
Seis meses após sua apresentação oficial, a versão esportiva Si da décima geração do Honda Civic teve a importação confirmada para o Brasil. Fabricado no Canadá, o carro chega na carroceria cupê de duas portas (lá fora, também há o sedã de quatro portas).
A montadora diz que as vendas começam no início de 2018, mas os exemplares devem ser...
Leia mais
Empresário reúne e restaura modelos raros de Fusca e Kombi
Uma coleção com os mais raros Volkswagen do país (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
Carpete e estofamento da Porsche, lã do revestimento interno da Rolls-Royce, pintura profissional com tecnologia russa, frisos e acabamentos cromados americanos. Todos esses detalhes tornam a coleção de modelos Volkswagen do empresário paulista Luiz Goshima exemplar e premiada.
Goshima com sua Kombi 1975 (Alexandre Battibugli/Quatro...
Leia mais
Longa Duração: nosso Fiat Argo precisou de reparo no para-brisa
Fiat Argo passando por reparo no para-brisa (Eduardo Campilongo/Quatro Rodas)
Para reduzir o valor do seguro do carro, cortar coberturas extras é sempre uma medida tentadora. No caso do Argo, recém-chegado à nossa frota do Longa Duração, se tivéssemos deixado de fora a proteção contra danos nos vidros, teríamos economizado cerca de R$ 150 na apólice. E não teria valido a pena.
Ao trafegar com o Argo em São Paulo, o repórter...
Leia mais
As fábricas de carros que fizeram (e fazem) tratores
Um Lamborghini com design assinado por Giugiaro? Sim. Quem disse que precisa ser um superesportivo? (Lamborghini/Divulgação)
Produzir tratores não é uma atividade tão incomum para as fabricantes de automóveis, ainda que isso soe estranho. Alguns fizeram o caminho oposto, como Ferruccio Lamborghini.
O italiano era um fazendeiro que construiu parte de seu império construindo máquinas agrícolas até o dia em que procurou Enzo Ferrari em...
Leia mais
Autodefesa: donos de Tracker relatam problemas no disco de freio
– (Divulgação/Quatro Rodas)
Donos do Chevrolet Tracker, importado entre 2013 e 2016, estão indignados com o surgimento dos casos de empenamento de freios de discos.
O pior é quando o defeito se manifesta com pouco tempo de uso, como ocorreu com o engenheiro civil Flávio Machado Torres, de Belo Horizonte (MG).
“Pouco depois de fazer a revisão de 10.000 km, percebi que, ao passar dos 80 km/h, o volante vibrava muito, a ponto de eu ter...
Leia mais
Fiat Cronos é o nome do sedã do Argo
– (Du Oliveira/Quatro Rodas)
Cronos é o nome do novo sedã compacto da Fiat, que começa a ser vendido no Brasil em março. Derivado do Argo, o modelo terá a missão de substituir o Linea e as versões mais caras do Grand Siena. Em outras palavras, será o principal concorrente do Volkswagen Virtus, o sedã do Polo, e dos Chevrolet Prisma e Cobalt, e Hyundai HB20S.
Assim como Argo, o nome Cronos também vem da mitologia grega. Existe...
Leia mais