Novidades

26 JAN
As peças mais caras do mercado na hora do conserto

As peças mais caras do mercado na hora do conserto

Jeep Compass, SUV mais vendido do Brasil, não escapou dessa lista (Divulgação/Jeep)

Já virou clichê falar que os carros estão cada vez mais parecidos com os smartphones, cuja tecnologia de ponta fica gradualmente mais acessível. Só que essa semelhança em breve será maior ainda.

Já reparou como é quase impossível fazer a manutenção do seu celular por conta própria ou encontrar uma loja capaz de fazer isso? Pois o mesmo vai acontecer com seu automóvel.

“A situação será como nos primórdios da injeção eletrônica, quando poucos reparadores tinham acesso aos equipamentos de diagnose necessários para o reparo”, diz Alessandro Rubio, coordenador técnico do Cesvi.

Radar frontal da Mercedes E 250 custa R$19.600

Radar frontal da Mercedes E 250 custa R$19.600 (Divulgação/Mercedes-Benz)

E isso não vale só para os itens eletrônicos. Até desamassar o carro será mais difícil. Para fazer com que um veículo seja leve e seguro numa colisão, os fabricantes adotaram um leque de novos materiais, como aços formados a quente, alumínio e até plástico reforçado com fibra de carbono (CFRP, na sigla em inglês). Eles são ótimos para os passageiros em caso de acidentes, mas péssimos para o reparador.

Modelos que misturam aço e alumínio, como o novo Audi TT, exigem uma mão de obra bem especializada. “Esses dois materiais não podem ficar encostados, pois isso geraria uma corrosão galvânica, como em uma pilha”, explica Lothar Werninghaus, consultor técnico da Audi.

E, para piorar, não é possível soldar as duas peças. “Elas devem ser coladas, rebitadas ou fixadas com parafusos especiais revestidos”, completa Rubio.

FAROL DE LASER do Audi R8 - R$41.884

Farol de laser do Audi R8 custa R$41.884 (Divulgação/Audi)

Até mesmo aquela leve batida em manobras pode se transformar em um enorme prejuízo. Modelos com controlador de velocidade adaptativo têm o radar do sistema quase sempre exposto ou protegido apenas por uma peça plástica – geralmente atrás do logotipo na grade do radiador.

Soma-se a isso a péssima mania dos brasileiros de colocar engates na traseira e temos a receita de um prejuízo que pode facilmente chegar aos R$ 20.000.

Sensor do alerta de ponto cego do Chevrolet Tracker custa R$1.231

Sensor de alerta de ponto cego do Chevrolet Tracker custa R$1.231 (Divulgação/Chevrolet)

É tanto detalhe que mesmo trocar um simples alto-falante exigirá treinamento adicional. “Um revestimento de porta tem diferentes grampos e parafusos. Se o reparador não souber onde estão e como soltá-los, poderá quebrá-los ao tentar remover a peça”, diz Ricardo Takahira, da Comissão Técnica de Veículos Elétricos da SAE.

E, por falar em modelos eletrificados, eles vão influenciar até mesmo a roupa dos mecânicos. “Por conta da alta tensão do sistema elétrico desses veículos, o reparador precisará de um macacão especial e treinamento diferenciado”, continua Takahira.

MONITOR DE PRESSÃO (pneus) Jeep Compass

Jeep Compass tem monitor de pressão de cada pneu em R$402 cada (Divulgação/Jeep)

Mesmo quem só vai à concessionária poderá ter dor de cabeça, já que nem toda unidade tem o treinamento específico para novos materiais e tecnologias.

“Estamos preparando um programa para adequar nossa rede, mas, dependendo da complexidade do problema, talvez seja necessário enviar o veículo para nossa oficina-modelo, na fábrica de São Bernardo do Campo (SP)”, conta Marcelo Calongo, gerente de treinamento da Mercedes-Benz. Ah, se isso ocorrer, o custo do transporte do veículo pode ficar por conta do cliente.

Felizmente, esse cenário assustador também terá vida curta. “A tendência é que surjam novos equipamentos e softwares independentes capazes de efetuar o reparo com a mesma qualidade de uma concessionária”, diz Rubio.

E, apesar de as peças serem (bem) mais caras, é provável que elas tornem até os seguros mais baratos. Afinal, aquele radar, que é tão caro de reparar em caso de batida, serve exatamente para evitar uma colisão.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

30 OUT
Chevrolet Tracker Premier substitui LTZ e custa quase R$ 100 mil

Chevrolet Tracker Premier substitui LTZ e custa quase R$ 100 mil

Pode comparar à vontade: por fora, é quase impossível diferencial o Tracker Premier de um LTZ (Divulgação/Chevrolet) Um dos maiores pontos fracos do Chevrolet Tracker em relação à concorrência vai acabar – pelo menos para quem estiver disposto a pagar R$ 96.790. Esse é o preço da nova versão Premier, que substitui a LTZ e tem como maior destaque a estreia do controle de estabilidade e de tração no SUV. Apesar de ter ficado R$... Leia mais
30 OUT
Grandes Brasileiros: Volkswagen Saveiro (1ª geração)

Grandes Brasileiros: Volkswagen Saveiro (1ª geração)

Esta frente foi a despedida da primeira geração (Christian Castanho/Quatro Rodas) Lá se vão 35 anos desde que o utilitário derivado do Gol aportou nas revendas Volkswagen. A Saveiro chegou ao mercado em 1982 como a terceira derivação do Gol, depois do Voyage e da Parati, e a terceira opção do segmento das picapes leves no país, depois da Fiat 147 Pick-up/City e da Ford Pampa. Era fiel ao primeiro Gol, com motor refrigerado a ar. Sua... Leia mais
30 OUT
Teste: Chevrolet S10 High Country, diesel com mais conforto

Teste: Chevrolet S10 High Country, diesel com mais conforto

Na dianteira, as novidades são encontradas apenas sob o motor (Christian Castanho/Quatro Rodas) A Chevrolet S10 faz o tipo de quem não gosta de errar. Saiu campeã de nosso último comparativo de picapes diesel, muito em virtude do bom espaço interno e dos equipamentos da versão topo de linha, High Country. Se o motor 2.8 turbodiesel ajudou na agilidade, prejudicou no conforto. Passava muita vibração e ruído à cabine em baixas e... Leia mais
30 OUT
Volks tira item de série do novo Polo e cobra a mais por isso

Volks tira item de série do novo Polo e cobra a mais por isso

Carros adquiridos na pré-venda seguirão configuração de opcionais anunciada no lançamento (Christian Castanho/Quatro Rodas) As primeiras unidades do novo Polo adquiridas durante a pré-venda ainda nem foram entregues, mas a Volkswagen já alterou a lista de itens opcionais do compacto. As mudanças foram feitas na versão Highline, como indica o configurador oficial da marca na internet, e abrangem o desmembramento de itens até então... Leia mais
30 OUT
Usar o farol de dia melhora a visibilidade em 500%

Usar o farol de dia melhora a visibilidade em 500%

Um carro com farol apagado só seria identificado a 300 metros de distância (Otavio Silveira/Quatro Rodas) A música Acenda o Farol, de Tim Maia, não poderia estar mais atual. O que a canção propunha já nos anos 70 virou lei. E o mais importante: essa atitude, tão simples, causa um impacto significativo na segurança. Para comprovar o quanto a legislação que obriga o uso do farol baixo de dia nas rodovias é importante para... Leia mais
30 OUT
Correio Técnico: o que é um automóvel targa?

Correio Técnico: o que é um automóvel targa?

Nome targa foi criado pela Porsche, mas outras marcas já haviam lançado conversíveis assim antes (Porsche/Divulgação) O que é um automóvel targa? – Heitor Pizzoluto, São Paulo (SP) Um veículo targa é um tipo específico de conversível, que tem parte do teto (geralmente rígido) removível, deixando à mostra uma estrutura traseira, a roll bar, que funciona como barra contra capotamentos. Normalmente, a vigia traseira é fixa e... Leia mais