Jeep Compass, SUV mais vendido do Brasil, não escapou dessa lista (Divulgação/Jeep) Já virou clichê falar que os carros estão cada vez mais parecidos com os smartphones, cuja tecnologia de ponta fica gradualmente mais acessível. Só que essa semelhança em breve será maior ainda. Já reparou como é quase impossível fazer a manutenção do seu celular por conta própria ou encontrar uma loja capaz de fazer isso? Pois o mesmo vai acontecer com seu automóvel. “A situação será como nos primórdios da injeção eletrônica, quando poucos reparadores tinham acesso aos equipamentos de diagnose necessários para o reparo”, diz Alessandro Rubio, coordenador técnico do Cesvi. Radar frontal da Mercedes E 250 custa R$19.600 (Divulgação/Mercedes-Benz) E isso não vale só para os itens eletrônicos. Até desamassar o carro será mais difícil. Para fazer com que um veículo seja leve e seguro numa colisão, os fabricantes adotaram um leque de novos materiais, como aços formados a quente, alumínio e até plástico reforçado com fibra de carbono (CFRP, na sigla em inglês). Eles são ótimos para os passageiros em caso de acidentes, mas péssimos para o reparador. Modelos que misturam aço e alumínio, como o novo Audi TT, exigem uma mão de obra bem especializada. “Esses dois materiais não podem ficar encostados, pois isso geraria uma corrosão galvânica, como em uma pilha”, explica Lothar Werninghaus, consultor técnico da Audi. E, para piorar, não é possível soldar as duas peças. “Elas devem ser coladas, rebitadas ou fixadas com parafusos especiais revestidos”, completa Rubio. Farol de laser do Audi R8 custa R$41.884 (Divulgação/Audi) Até mesmo aquela leve batida em manobras pode se transformar em um enorme prejuízo. Modelos com controlador de velocidade adaptativo têm o radar do sistema quase sempre exposto ou protegido apenas por uma peça plástica – geralmente atrás do logotipo na grade do radiador. Soma-se a isso a péssima mania dos brasileiros de colocar engates na traseira e temos a receita de um prejuízo que pode facilmente chegar aos R$ 20.000. Sensor de alerta de ponto cego do Chevrolet Tracker custa R$1.231 (Divulgação/Chevrolet) É tanto detalhe que mesmo trocar um simples alto-falante exigirá treinamento adicional. “Um revestimento de porta tem diferentes grampos e parafusos. Se o reparador não souber onde estão e como soltá-los, poderá quebrá-los ao tentar remover a peça”, diz Ricardo Takahira, da Comissão Técnica de Veículos Elétricos da SAE. E, por falar em modelos eletrificados, eles vão influenciar até mesmo a roupa dos mecânicos. “Por conta da alta tensão do sistema elétrico desses veículos, o reparador precisará de um macacão especial e treinamento diferenciado”, continua Takahira. Jeep Compass tem monitor de pressão de cada pneu em R$402 cada (Divulgação/Jeep) Mesmo quem só vai à concessionária poderá ter dor de cabeça, já que nem toda unidade tem o treinamento específico para novos materiais e tecnologias. “Estamos preparando um programa para adequar nossa rede, mas, dependendo da complexidade do problema, talvez seja necessário enviar o veículo para nossa oficina-modelo, na fábrica de São Bernardo do Campo (SP)”, conta Marcelo Calongo, gerente de treinamento da Mercedes-Benz. Ah, se isso ocorrer, o custo do transporte do veículo pode ficar por conta do cliente. Felizmente, esse cenário assustador também terá vida curta. “A tendência é que surjam novos equipamentos e softwares independentes capazes de efetuar o reparo com a mesma qualidade de uma concessionária”, diz Rubio. E, apesar de as peças serem (bem) mais caras, é provável que elas tornem até os seguros mais baratos. Afinal, aquele radar, que é tão caro de reparar em caso de batida, serve exatamente para evitar uma colisão.
Fonte:
Quatro Rodas
As peças mais caras do mercado na hora do conserto
Mais Novidades
Não parece, mas o VW Golf 2018 mudou (e perdeu o câmbio manual)
Hatch médio tem linha mais coesa e trocou pacotes opcionais por mais itens de série (Divulgação/Volkswagen)Hatch médio tem linha mais coesa e trocou pacotes opcionais por mais itens de série (Divulgação/Volkswagen)Demorou, mas mudou. O Volkswagen Golf 2018 chega agora às concessionárias – obedecendo o calendário mexicano, embora o hatch seja nacional com o visual que estreou na Europa em 2017.As mudanças são bastante leves e contemplam, basicamente, faróis, lanternas, rodas e...
Leia mais
12 JUN
Por que a indústria só oferece lâmpada de led em versões topo de linha?
Os faróis de led são mais eficientes que os de xenônio (Divulgação/Mercedes-Benz)O custo da lâmpada de led é tão alto para que a indústria só ofereça esse equipamento nas versões topo de linha? – Zenilson Ricardo, Vitória da Conquista (BA)Os diodos emissores de luz (LED, na sigla em inglês) ainda são uma tecnologia relativamente nova em aplicações automotivas – o Audi R8 V10, primeiro carro a adotar faróis totalmente em led, é de 2009.Mas o sistema vem se popularizando...
Leia mais
12 JUN
Tesla anuncia corte de 9% de sua força de trabalho, mas garante metas de produção do Model 3
A fabricante de veículos elétricos Tesla Motors anunciou nesta terça-feira (12) o corte de 9% de sua força de trabalho para ampliar a rentabilidade, mas afirmou que isso não afetará as ambiciosas metas de produção do seu sedã Model 3. Os cortes de mão de obra integram uma ampla reestruturação da companhia para solucionar o excesso de pessoal em algumas áreas devido ao crescimento rápido da empresa, afirmou o CEO da Tesla, Elon Musk, em e-mail aos funcionários. Os...
Leia mais
12 JUN
Novas tecnologias: Carros atuais têm até 100 sensores a bordo
Ligados a centrais eletrônicas, os sensores são responsáveis por manter os automóveis funcionando com eficiência, conforto e segurança. No Volvo XC90, por exemplo, usa um sistema de câmeras e sensores para reconhecer iminência de colisão (Volvo/Divulgação)O número de sensores presentes nos automóveis não para de crescer. Tomando como referência um modelo de luxo, em 1995, seus sensores eram cerca de dez monitorando motor, freios e alguns outros sistemas.Por volta de 2010, esse...
Leia mais
Latin NCAP: Renault Sandero e Logan recebem uma estrela
(Latin NCAP/Internet)Os Renault Sandero e Logan fabricados no Brasil, na Argentina e na Colômbia receberam uma estrela para a proteção de adultos e três para a proteção de crianças nos testes de impacto do Latin NCAP.A terceira rodada de avaliações deste ano também avaliou o desempenho do Mitsubishi Eclipse Cross, já lançado em alguns mercados latino-americanos.O SUV fabricado no Japão se saiu bem. Obteve cinco estrelas para proteção de adultos e três para a proteção de...
Leia mais
12 JUN
Renault Sandero e Logan recebem 1 estrela em teste de colisão
Os veículos Renault Sandero e Logan receberam apenas 1 estrela em teste de segurança, divulgou nesta terça-feira (12) a entidade independente Latin NCap. De acordo com a entidade, os modelos apresentaram baixa proteção para adultos o que resultou na nota. Para crianças, os carros tiveram desempenho melhor, ficando com 3 estrelas neste quesito de proteção. Vejaas notas dos testes de impacto do Latin Ncap: Sandero/Logan Proteção para adultos: 1 estrelaProteção para...
Leia mais