Goste ou não do visual, é preciso reconhecer: haja personalidade! (Divulgação/Mitsubishi) Ninguém duvida do poder dos SUVs. De acordo com a Mitsubishi, em 2016, na Europa, eles responderam por 77% das vendas. E metade desse gigantesco bolo era de versões 4×4. É com foco nessa realidade que a Mitsubishi está reformulando sua gama no mercado europeu. Na prática, essa história começa com o SUV deste post, o Eclipse Cross, e seguirá com a próxima geração do Outlander (antecipada pelo conceitual GT-PHEV, de 2016) e um modelo de menores dimensões – com silhueta de SUV, claro –, criado especialmente para colocar a marca em condições de briga num oceano de tubarões: o segmento de SUVs compactos. Linha de cintura ascendente: traços de dinamismo (Divulgação/Mitsubishi) A essa altura, você deve estar se perguntando: “E o ASX, como fica?”. Vamos lá: esse futuro SUV compacto será oficialmente o substituto do ASX – ainda que não haja definição sobre a continuidade do nome. Porém, com a chegada do futuro SUV compacto da Mitsubishi, é exatamente o Eclipse Cross o legítimo sucessor do ASX na prática. Contada a história, é chegada a hora da apresentação. Mais moderno nas linhas, com traseira com ares de cupê e melhor qualidade geral, o Eclipse Cross é, assim como o Outlander, montado sobre a mesma plataforma do ASX. Isso explica o fato de os três terem o mesmo entre-eixos de 2,67 metros. Entre-eixos de 2,67 metros (Divulgação/Quatro Rodas) Em termos estilísticos, este SUV segue a lógica, combinando o ar familiar da seção dianteira com um perfil dinâmico, com amplas caixas de rodas e linha de cintura ascendente. A traseira, com uma espécie de janela inferior translúcida, amplia a área envidraçada. Modelos como Citroën C4 VTR e a versão hatch do Civic apostam em solução parecida. É estranho e leva um tempo, mas você se acostuma. O ASX era um dos modelos menos dotados de espaço para pernas atrás e de capacidade do porta-malas em sua categoria. Sendo assim, os japoneses optaram pela única solução possível para resolver o problema sem mexer na distância entre-eixos: um banco traseiro móvel, capaz de avançar e recuar sobre trilhos longitudinais de 20 cm, permitindo ampliar o espaço para bagagens ou ocupantes, conforme a necessidade. Além de bipartido, o banco traseiro é móvel, permitindo uma melhor acomodação de pessoas na cabine ou de bagagem no porta-malas (Divulgação/Quatro Rodas) Com os bancos traseiros recuados, o porta-malas vai de 341 litros para 488 litros (Divulgação/Quatro Rodas) O banco traseiro, bipartido, tem uma posição mais elevada do que os dianteiros. No acesso a ele, uma clara evolução face ao ASX: as portas abrem num ângulo muito mais generoso. O banco traseiro tem uma posição mais elevada do que os dianteiros (Divulgação/Quatro Rodas) A imitação de fibra de carbono (usada em alguns pontos, como na moldura dos botões dos vidros) e o plástico cromado (no console central) borram o quadro geral de qualidade razoável. Nas versões mais equipadas haverá uma central multimídia com monitor de 7 polegadas e head-up display (sistema que projeta as principais informações do carro em uma pequena tela acrílica à frente do volante). Interior é discreto, mas muito mais atraente que o dos Mitsubishi atuais (Divulgação/Quatro Rodas) Central multimídia com monitor de 7 pol. e head-up display (Divulgação/Mitsubishi) O Eclipse 1.5 turbo, a gasolina, com câmbio manual foi a versão escolhida no nosso test-drive realizado em Barcelona, na Espanha. Como a alavanca do câmbio fica bem perto do volante, é fácil tocar o SUV sem deixar as rotações caírem entre as trocas de marcha, o que permite curtir ainda mais o novo motor 1.5 turbo. Esse quatro cilindros tem potência máxima elevada (163 cv) e empolga pela forma como responde com contundência logo acima das 1.600 rpm. Nas curvas, os benefícios de uma carroceria notadamente mais rígida em termos de torção. Com menor altura livre do solo em relação ao ASX (18,3 cm ante 19,5 cm), o Eclipse tem baixo nível de inclinação da carroceria, o que o torna agradável de dirigir. Versão tem tração 4×4 S-AWC e câmbio automático (Divulgação/Quatro Rodas) A quem optar pela versão mais completa, com direito a tração 4×4 – a que dirigimos em tração apenas dianteira –, lembro que o sistema S-AWC é reconhecidamente competente (tendo sido estreado em 1987, no Galant VR4, e sucessivamente melhorado ao longo de dez gerações do Lancer Evolution, um monstro nas provas de rali). O S-AWC distribui o torque, em condições normais de rodagem, em 80% para as rodas dianteiras e 20% às traseiras. Em casos críticos de aderência reduzida, a proporção pode se inverter, com maior carga para as rodas do eixo traseiro em até 40%/60%. Novo Mitsubishi tem porte de Jeep Compass (Divulgação/Quatro Rodas) De acordo com a versão, mudam também as transmissões, que podem ser feitas por uma caixa de relações continuamente variáveis (CVT) ou ainda por um câmbio automático convencional, com conversor de torque e oito marchas. Com o início das vendas na Europa previsto apenas para a metade de 2018, a Mitsubishi ainda não fala em preço do Eclipse Cross por lá. Mas no Brasil, onde sua chegada já foi confirmada oficialmente, ele deverá ficar entre o ASX 4×4 (R$ 120.000) e o Outlander (R$ 145.000). O bom motor 1.5 turbo é o grande destaque do Eclipse Cross frente ao ASX. Mas ele também vai além em materiais, acabamento, funcionalidade, visual e… preço. *Dados de fábrica
Fonte:
Quatro Rodas
Veredicto
FICHA TÉCNICA – MITSUBISHI ECLIPSE CROSS
Impressões: Mitsubishi Eclipse Cross chega ao Brasil em 2018
Mais Novidades
10 JUL
Tesla terá na China sua primeira fábrica fora dos EUA
O presidente-executivo da Tesla, Elon Musk, fez nesta terça-feira (10) um acordo com as autoridades chinesas para construir uma nova fábrica de automóveis em Xangai, a primeira fora dos Estados Unidos, que dobraria o tamanho da produção global da montadora de carros elétricos. Quem é Elon Musk, o fundador da Tesla O acordo foi anunciado ao mesmo tempo que a Tesla elevou os preços dos veículos fabricados nos EUA que vende na China para compensar o custo das novas tarifas...
Leia mais
10 JUL
Longa Duração: Hyundai Creta está saindo como entrou
– (Silvio Goia/Quatro Rodas)Quem acompanha esta seção há algum tempo, já sabe como ela funciona, mas não custa explicar de novo para quem está começando a acompanhar este reality show automotivo que é o Longa Duração. Para começar, todos os nossos contatos com a rede autorizada (da compra às revisões) são feitos sem nos identificarmos como QUATRO RODAS. Assim que um novo carro chega, mais de 200 pontos recebem uma marcação exclusiva, indelével e indefectível no sentido de...
Leia mais
10 JUL
Tesla aumenta preços na China após guerra comercial afetar montadoras
A montadora norte-americana Tesla elevou os preços de seus carros Model X e S em cerca de 20% na China, sendo a primeira empresa dar tal passo no maior mercado automotivo do mundo em resposta ao crescimento das tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo. Guerra comercial: entenda a tensão entre EUA e outras potências A medida é a mais recente indicação de quanto as tarifas chinesas mais altas sobre certas importações norte-americanas vão ser repassadas para...
Leia mais
10 JUL
Honda aposta no PCX híbrido no Japão como o primeiro no segmento
A Honda anunciou que o PCX Hybrid, apresentado no último Salão de Tóquio, vai começar a ser vendido no Japão em setembro. O modelo será o primeiro no segmento de scooters de baixa cilindrada a contar com a tecnologia em produção de massa. Além do motor de 125 cc a gasolina, o modelo possui uma bateria que auxilia o motor. De acordo com a empresa, o sistema fica ativado por cerca de 4 segundos em diferentes tipos de situação. Funcionando em conjunto com o 'start-stop', o...
Leia mais
10 JUL
Denatran libera novamente pagamento de multas com cartão de crédito
Depois de regulamentado no ano passado e suspenso em maio, o pagamento de multas com cartões de crédito voltou a ser liberado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), por meio de uma resolução publicada na última sexta-feira (6). Placa do Mercosul começa em dezembro Com isso, as infrações de trânsito poderão até ser parceladas em 12 vezes, mas com a devida cobrança de juros pela entidade financeira do cartão, como quando as compras a prazo não são parceladas pela...
Leia mais
10 JUL
Quase 200 mil motoristas dirigem com habilitação suspensa no estado de SP
Dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) mostram que 199.226 motoristas dirigiam mesmo com a habilitação suspensa ou cassada em São Paulo no fim do ano passado. Os números foram obtidos com exclusividade pela GloboNews via Lei de Acesso à Informação (LAI). Segundo o advogado Maurício Januzzi, presidente da Comissão de Direito Viário da OAB-SP, esse tipo de impunidade ocorre porque o Detran paulista não tem poder de polícia. “Do ponto de vista legal, embora a...
Leia mais