Novidades

26 DEZ
Impressões: Mitsubishi Eclipse Cross chega ao Brasil em 2018

Impressões: Mitsubishi Eclipse Cross chega ao Brasil em 2018

Goste ou não do visual, é preciso reconhecer: haja personalidade!

Goste ou não do visual, é preciso reconhecer: haja personalidade! (Divulgação/Mitsubishi)

Ninguém duvida do poder dos SUVs. De acordo com a Mitsubishi, em 2016, na Europa, eles responderam por 77% das vendas. E metade desse gigantesco bolo era de versões 4×4. É com foco nessa realidade que a Mitsubishi está reformulando sua gama no mercado europeu.

Na prática, essa história começa com o SUV deste post, o Eclipse Cross, e seguirá com a próxima geração do Outlander (antecipada pelo conceitual GT-PHEV, de 2016) e um modelo de menores dimensões – com silhueta de SUV, claro –, criado especialmente para colocar a marca em condições de briga num oceano de tubarões: o segmento de SUVs compactos. 

Linha de cintura ascendente: traços de dinamismo

Linha de cintura ascendente: traços de dinamismo (Divulgação/Mitsubishi)

A essa altura, você deve estar se perguntando: “E o ASX, como fica?”. Vamos lá: esse futuro SUV compacto será oficialmente o substituto do ASX – ainda que não haja definição sobre a continuidade do nome.

Porém, com a chegada do futuro SUV compacto da Mitsubishi, é exatamente o Eclipse Cross o legítimo sucessor do ASX na prática. Contada a história, é chegada a hora da apresentação.

Mais moderno nas linhas, com traseira com ares de cupê e melhor qualidade geral, o Eclipse Cross é, assim como o Outlander, montado sobre a mesma plataforma do ASX. Isso explica o fato de os três terem o mesmo entre-eixos de 2,67 metros.

O bom motor 1.5 turbo é o grande destaque do Eclipse Cross frente ao ASX

Entre-eixos de 2,67 metros (Divulgação/Quatro Rodas)

Em termos estilísticos, este SUV segue a lógica, combinando o ar familiar da seção dianteira com um perfil dinâmico, com amplas caixas de rodas e linha de cintura ascendente.

A traseira, com uma espécie de janela inferior translúcida, amplia a área envidraçada. Modelos como Citroën C4 VTR e a versão hatch do Civic apostam em solução parecida. É estranho e leva um tempo, mas você se acostuma.

O ASX era um dos modelos menos dotados de espaço para pernas atrás e de capacidade do porta-malas em sua categoria. Sendo assim, os japoneses optaram pela única solução possível para resolver o problema sem mexer na distância entre-eixos: um banco traseiro móvel, capaz de avançar e recuar sobre trilhos longitudinais de 20 cm, permitindo ampliar o espaço para bagagens ou ocupantes, conforme a necessidade.

Além de bipartido, o banco traseiro é móvel, permitindo uma melhor acomodação de pessoas na cabine ou de bagagem no porta-malas

Além de bipartido, o banco traseiro é móvel, permitindo uma melhor acomodação de pessoas na cabine ou de bagagem no porta-malas (Divulgação/Quatro Rodas)

Com os bancos traseiros recuados, o porta-malas vai de 341 litros para 488 litros

Com os bancos traseiros recuados, o porta-malas vai de 341 litros para 488 litros (Divulgação/Quatro Rodas)

O banco traseiro, bipartido, tem uma posição mais elevada do que os dianteiros. No acesso a ele, uma clara evolução face ao ASX: as portas abrem num ângulo muito mais generoso.

O banco traseiro tem uma posição mais elevada do que os dianteiros

O banco traseiro tem uma posição mais elevada do que os dianteiros (Divulgação/Quatro Rodas)

A imitação de fibra de carbono (usada em alguns pontos, como na moldura dos botões dos vidros) e o plástico cromado (no console central) borram o quadro geral de qualidade razoável.

Nas versões mais equipadas haverá uma central multimídia com monitor de 7 polegadas e head-up display (sistema que projeta as principais informações do carro em uma pequena tela acrílica à frente do volante).

Interior é discreto, mas muito mais atraente que o dos Mitsubishi atuais

Interior é discreto, mas muito mais atraente que o dos Mitsubishi atuais (Divulgação/Quatro Rodas)

Central multimídia com monitor de 7 pol. e head-up display

Central multimídia com monitor de 7 pol. e head-up display (Divulgação/Mitsubishi)

O Eclipse 1.5 turbo, a gasolina, com câmbio manual foi a versão escolhida no nosso test-drive realizado em Barcelona, na Espanha.

Como a alavanca do câmbio fica bem perto do volante, é fácil tocar o SUV sem deixar as rotações caírem entre as trocas de marcha, o que permite curtir ainda mais o novo motor 1.5 turbo.

Esse quatro cilindros tem potência máxima elevada (163 cv) e empolga pela forma como responde com contundência logo acima das 1.600 rpm.

Nas curvas, os benefícios de uma carroceria notadamente mais rígida em termos de torção. Com menor altura livre do solo em relação ao ASX (18,3 cm ante 19,5 cm), o Eclipse tem baixo nível de inclinação da carroceria, o que o torna agradável de dirigir.

Versão tem tração 4x4 S-AWC e câmbio automático

Versão tem tração 4×4 S-AWC e câmbio automático (Divulgação/Quatro Rodas)

A quem optar pela versão mais completa, com direito a tração 4×4 – a que dirigimos em tração apenas dianteira –, lembro que o sistema S-AWC é reconhecidamente competente (tendo sido estreado em 1987, no Galant VR4, e sucessivamente melhorado ao longo de dez gerações do Lancer Evolution, um monstro nas provas de rali).

O S-AWC distribui o torque, em condições normais de rodagem, em 80% para as rodas dianteiras e 20% às traseiras. Em casos críticos de aderência reduzida, a proporção pode se inverter, com maior carga para as rodas do eixo traseiro em até 40%/60%.

Novo Mitsubishi tem porte de Jeep Compass

Novo Mitsubishi tem porte de Jeep Compass (Divulgação/Quatro Rodas)

De acordo com a versão, mudam também as transmissões, que podem ser feitas por uma caixa de relações continuamente variáveis (CVT) ou ainda por um câmbio automático convencional, com conversor de torque e oito marchas.

Com o início das vendas na Europa previsto apenas para a metade de 2018, a Mitsubishi ainda não fala em preço do Eclipse Cross por lá.

Mas no Brasil, onde sua chegada já foi confirmada oficialmente, ele deverá ficar entre o ASX 4×4 (R$ 120.000) e o Outlander (R$ 145.000).

Veredicto

O bom motor 1.5 turbo é o grande destaque do Eclipse Cross frente ao ASX. Mas ele também vai além em materiais, acabamento, funcionalidade, visual e… preço.

FICHA TÉCNICA – MITSUBISHI ECLIPSE CROSS

  • Preço: R$ 135.000 (valor estimado)
  • Motor: gas., diant., transv., 4 cil. em linha, 1.499 cm3; 16V, inj. direta, turbo, 163 cv a 5.500 rpm, 25,5 mkgf entre 1.800 rpm
  • Câmbio: manual, 6 marchas, tração dianteira
  • Suspensão: McPherson (dianteira) e multilink (traseira)
  • Freios:  discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira)
  • Direção: elétrica, 11,4 m (diâmetro de giro)
  • Rodas e pneus: liga leve, 215/70 R16
  • Dimensões: comprimento, 440,5 cm; largura, 180,5 cm; altura, 168,5 cm; entre-eixos, 267 cm; peso, 1.425 kg; porta-malas, 341 l (banco recuado) e 488 l (banco avançado)
  • Desempenho*: 0 a 100 Km/h em 9,5 s, velocidade máxima: 205 km/h

*Dados de fábrica

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

08 MAR

Salão de Genebra é destaque no AutoEsporte

As novidades do Salão de Genebra, na Suíça, são destaque no AutoEsporte deste domingo, 10. Renovado, o evento registrou aumento no número de expositores, e apresenta novas marcas e modelos esportivos ao mesmo tempo em que a eletrificação ganha importância. A reportagem sobre a exposição também mostra um modelo retrô: o Hispano Suiza. A repórter Cris Amaral mostra uma nova alternativa que aproveita os dejetos para fazer combustível, o biometano. A atração também... Leia mais
08 MAR

Louise Piëch: a mulher que salvou a Porsche e a ajudou a vencer Le Mans

Louise Pie?ch ajudou a Porsche a se tornar uma lenda (Divulgação/Porsche)Ferdinand Porsche trabalhava no desenvolvimento de um carro elétrico para a austríaca Lohner-Werke (que mais tarde se tornaria a divisão de bondes da Bombardier), em 1904, quando nasceu sua filha Louise Hedwige Anna Willhelmine Marie Porsche.Louise cresceu vendo seu pai trabalhando como diretor técnico da Austro-Daimler e brincando com seu irmão em um pequeno carro motorizado. O empenho no trabalho levou Ferdinand... Leia mais
08 MAR

McLaren Senna GTR é tão íntimo das pistas quanto o tricampeão de F1

Senna GTR tem o mesmo nível de pressão aerodinâmica do Senna de rua (McLaren/Divulgação)Apresentado há um ano no Salão de Genebra, na Suíça, o McLaren Senna GTR encheu os olhos de quem é apaixonado por carros e pistas de corrida. Pois é: de 75 unidades que serão produzidas, todas já foram vendidas, ao preço de US$ 1,44 milhão. A primeira entrega ocorrerá em setembro deste ano.Criado para homenagear o tricampeão brasileiro Ayrton Senna, o Senna GTR é o McLaren mais mais... Leia mais
08 MAR

SP lança pacote de incentivo a montadoras e dá fôlego às negociações com GM e Volks

As medidas de incentivo ao setor automotivo divulgadas nesta quarta-feira (8) pelo governo paulista abrem caminho para que a GM, dona da Chevrolet, e a Volkswagen invistam nas fábricas de São José dos Campos e Taubaté, no interior do estado. O anúncio vem na esteira das negociações em andamento com os sindicatos para a atração de mega investimentos para as duas unidades. Pressionado, o governador João Doria (PSDB) decidiu que empresas do setor que investirem pelo menos R$ 1... Leia mais
08 MAR

Teste: BMW M5 é a poderosa mistura de luxo e velocidade

Os para-choques anabolizados são um dos poucos diferenciais visuais (Christian Castanho/Quatro Rodas)O primeiro desafio cumprido com sucesso no M5 foi manter sua típica discrição — diametralmente oposto ao irmão M3. Não é exagero: tire os logotipos e imagine esse sedã prata circulando por um bairro nobre. Poucos vão notar os para-choques e capô com vincos pronunciados, os freios dianteiros com 39,5 cm de diâmetro e os escapes quádruplos.E nem adianta se guiar pelos ouvidos, já... Leia mais
08 MAR

Governo de SP anuncia desconto de ICMS a fabricantes de veículos

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta sexta-feira (8) que concederá descontos de até 25% no ICMS para todas as empresas fabricantes de veículos que aderirem ao Programa IncentivAuto - Gerando Emprego e Renda. As companhias interessadas deverão apresentar planos de investimento superiores a R$ 1 bilhão, no mínimo. Segundo o tucano, os descontos do imposto devido nos produtos fabricados serão concedidos a partir da conclusão dos investimentos realizados.... Leia mais