Novo sistema de freios custa 1/3 dos carbocerâmicos (Divulgação/Porsche) A terceira geração do Porsche Cayenne está mais sofisticada. Tem, por exemplo, eixo traseiro esterçante, amortecedores adaptativos (que se adaptam às irregularidades do piso) e controle dinâmico de chassi. Mas um carro tão grande e que se destaca pelo bom desempenho (a versão intermediária S, com 446 cv, chega aos 100 km/h em menos de 5 segundos) precisa de bons freios. Duro é ter que pagar mais de 10 mil euros (ou quase R$ 40 mil, quase 10% do preço do carro) para ter freios cerâmicos. São freios feitos de um compósito de carbono e cerâmica. Eles duram mais, proporcionam maior atrito com as pastilhas, a ponto de reduzir a distância de frenagem em até 25%, e dissipam o calor tão bem que praticamente não há fadiga. Por isso são usados nos carros de Fórmula 1. Discos recebem revestimento de carbureto de tungstênio (Divulgação/Porsche) O grande porém é o preço. E isso afasta inclusive clientes endinheirados. Não é raro o veículo vir de fábrica com essa tecnologia, mas ter o item substituído por outro comum no momento da troca. Para contornar isso, a Porsche encontrou um jeito de entregar freios com desempenho mais próximo dos freios cerâmicos, mas por um terço do valor. O Porsche Cayenne estreia o chamado Porsche Surface Coated Brake (PCSB), freio com superfície revestida em tradução literal. Ele usa discos de alumínio (que dissipa o calor muito bem) com revestimento de carbureto de tungstênio, um material muito duro e bastante resistente a abrasão. De acordo com a empresa, o carbureto de tungstênio estende a durabilidade do sistema de frenagem em 30% em comparação com o sistema convencional. Ele também garante maior atrito com as pastilhas de freio, o que melhora as frenagens frente ao sistema convencional. Porsche diz que os discos de freio ganham aspecto espelhado com o uso (Divulgação/Porsche) Mas o melhor de tudo é que os freios PSCB são opcionais de 3.394 euros no Cayenne S. E é item de série no Cayenne Turbo. A ideia da fabricante alemã é oferecer esta tecnologia em todos os seus modelos no futuro. Não que isso seja importante, mas a Porsche diz que após os primeiros 600 km os discos de freio passam a ter a superfície brilhante, o que dá aspecto diferente ao sistema. Os freios PSCB ainda liberam menos fuligem do que os outros tipos de freio. É tão pouco que a Porsche usa pinças brancas para identificar a presença deste sistema.
Fonte:
Quatro Rodas
Porsche cria alternativa barata aos freios cerâmicos
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