Mais recente, o Polo tem equipamentos que o Golf, mais caro e maior, não tem (João Mantovani e Leo Sposito/Quatro Rodas) Lançado há pouco mais de um mês, o novo Volkswagen Polo começou a ser entregue aos primeiros compradores. É tão recente que seu projeto inclui tecnologias que nem mesmo o Golf – que será reestilizado apenas em 2018 – tem. Mesmo que a Volks esteja chamando o Polo de mini-Golf. Opcional da versão Highline, o Active Info Display é uma tela de 10,3 polegadas que faz as vezes de quadro de instrumentos. Ele exibe informações de condução, navegação, assistência e até mesmo dados da central multimídia Discover Midia. Opcional para a versão Highline, de R$ 69.190, o quadro digital tem 10,25 polegadas com mostradores personalizáveis em 2D ou 3D (Divulgação/Volkswagen) A comunicação entre os dois é feita por cabos de fibra ótica que somam 4 m. Pode-se alternar as telas de informação do quadro de instrumentos através de comandos no volante. E as informações exibidas nessas telas podem ser personalizadas pela central multimídia. É possível memorizar até três telas personalizadas. Até o rádio com Bluetooth dos Polo mais básicos tem porta USB. Há mais uma atrás do suporte de celular (Divulgação/Volkswagen) Não faz muitos anos, os carros da Volkswagen – e também da Audi – nem sequer tinham portas USB. Hoje, o Golf tem uma. Já o Polo pode ter até três: uma no suporte de celular (que o Golf também não tem), outra no sistema de som e uma terceira para o banco de trás nas versões com motor 1.0 TSI. Parece uma bobagem, mas converse com um dono de Volks (ou Audi) que não tem USB e você irá entender que isso é um problema. Todos os Polo com motor 1.0 TSI têm freios a disco nas quatro rodas e controle de estabilidade. Os dois sistemas juntos compõem um sistema autolimpante, que aproxima as pastilhas dos discos de freio dianteiros por frações de segundo e de forma imperceptível para secar os componentes. Discos de freio dianteiro dos Polo 200 TSI têm sistema de expulsão de água (Christian Castanho/Quatro Rodas) Esta função chama-se BSW e funciona acima de 70 km/h, quando o limpador de para-brisa está acionado. E se repete em intervalos de 3 km. Outro sistema vinculado ao ESC é o bloqueio eletrônico do diferencial. Sua função é acionar o freio da roda com menor tração, transferindo o torque para a roda com maior aderência. Este é o XDS, que o Golf também tem.
Em curvas, o XDA+ atua para deixar o compacto mais ágil (Christian Castanho/Quatro Rodas) O Polo tem o XDS+. Permite intervenções seletivas nos freios das rodas internas às curvas nos dois eixos para que o carro aponte para dentro da curva, proporcionando mais agilidade e segurança. Banco do passageiro pode rebater para liberar mais espaço na cabine (Christian Castanho/Quatro Rodas) Este equipamento era de série no Highline. Agora, para rebater o encosto do banco do passageiro é preciso pagar R$ 300 a mais pelo equipamento. Melhor assim: no Golf, nem como opcional. Hoje o Golf Comfortline é vendido apenas com o motor 1.0 TSI em versão de 125 cv, mas sempre em conjunto com o câmbio manual de seis marchas. Com 128 cv, motor 1.0 TSI tem calibração mais potente em relação à utilizada em Golf e Up (Christian Castanho/Quatro Rodas) No Polo 200 TSI este mesmo motor rende 128 cv e trabalha em conjunto com câmbio automático de seis marchas. Seria a combinação perfeita para o Golf, um hatch médio que parte dos R$ 77.247. O Polo 1.0 TSI parte dos R$ 65.190.
Fonte:
Quatro Rodas
Quadro de instrumentos digital
Três entradas USB
Expulsão de água dos freios
Vetorização do torque XDA+
Banco do passageiro com encosto rebatível
Motor 1.0 TSI mais potente e combinado com câmbio automático
Seis equipamentos que o Novo Polo tem e o Golf não
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