Camry de quinta geração: o irmão maior e mais luxuoso do Corolla (Marco de Bari/Quatro Rodas) Conforto, potência e confiabilidade. Essas são as palavras-chave para quem escolhe o Toyota Camry, o automóvel de passeio mais vendido nos EUA nos últimos 15 anos – e 90% deles ainda rodando por lá. No Brasil, ele foi alçado à categoria de sedã executivo, com imponência suficiente para brigar com o triunvirato alemão Audi A4, BMW Série 3 e Mercedes Classe C. Importado na linha 2003, o Camry de quinta geração é pouco maior que o Corolla atual: 2,72 metros de entre-eixos, 4,8 de comprimento e 1,79 de largura. A atmosfera é requintada: o acabamento apresenta a qualidade de construção típica dos japoneses, com bancos de couro e apliques imitando madeira. Apliques de madeira no console central dão o toque de sofisticação ao interior (Marco de Bari/Quatro Rodas) A diferença a favor do Camry é o V6 3.0 e 186 cv, bem casado com o câmbio automático de quatro marchas. Traz freios ABS, ESP e suspensão traseira multilink, tudo por uma fração do valor do Corolla novo. A sexta geração estreou em 2006, com mais espaço graças ao aumento em largura e entre-eixos (5,5 maior). Tinha ar bizona e o banco traseiro com regulagem de inclinação do encosto. O V6 virou um 3.5 com comandos de válvulas e coletor de admissão variáveis. Seus 284 cv são mais que suficientes para seus 1.610 kg. O câmbio passou a ser de seis marchas e sequencial, e a suspensão e a direção foram calibradas para um rodar mais preciso e comunicativo, sem abrir mão do conforto. Motor V6 oferece 186 cv (Marco de Bari/Quatro Rodas) Ganhou ABS com distribuição eletrônica e auxílio de emergência, além de airbags laterais e de cortina. Trazia ainda xenônio, teto solar, piloto automático e sensor de chuva e faróis. Repleta de retas e vincos, a sétima geração chegou em 2012 com um ar trizona e uma multimídia com tela sensível ao toque, mas perdeu o desejado teto solar. Porta-malas conta com 518 litros (Marco de Bari/Quatro Rodas) O perfil maduro dos donos facilita a procura, sendo comum achar um Camry pouco rodado e com bom histórico de manutenção – cuidado só com os blindados. Qualquer oficina bem aparelhada pode fazer serviços básicos e suas peças são facilmente encontradas na rede autorizada e em importadores independentes. – (Marco de Bari/Quatro Rodas) Lavador de farol Em geral é danificado em colisões, mas nem sempre é reparado. Ele é imprescindível para o correto funcionamento do farol de xenônio. O conserto pode chegar a R$ 700. Teto solar Procure por infiltração de água, provocada por falha na vedação ou obstrução nos drenos de escoamento. Trincas no vidro ou ruídos anormais no mecanismo são maus indícios. Câmbio Verifique se funciona sem patinar demais e se há trancos ou retenções no modo sequencial. A inspeção do fluido deve ser a cada 40.000 km ou 24 meses. Suspensão Grande e pesado, o Camry não raro apresenta desgaste em componentes como batentes, buchas, bieletas e amortecedores. Recall 1 Uma falha na lubrificação dos interruptores dos vidros elétricos na porta dianteira esquerda pode provocar um incêndio. Para carros produzidos de janeiro de 2006 a novembro de 2008 com chassis de 3001147 a 3045580. Recall 2 Os Camry produzidos de março de 2011 a agosto de 2014 apresentaram falha no pivô da suspensão dianteira, o que pode provocar desgaste prematuro da peça. Engloba os números de chassi entre os intervalos 3052672 a 3003499. Nome: Alexandre Bianchini Idade: 39 anos Profissão: bancário Cidade: São Paulo (SP) O que eu adoro “Muito conforto e espaço para cinco adultos grandes. Motor V6 e câmbio sempre em sintonia, o que faz dele um carro rápido, veloz e até econômico. Mecânica sem surpresas para oficinas bem equipadas.” O que eu odeio “É tipicamente americano: não cabe em qualquer vaga e se não tiver cuidado raspa a frente, a traseira e o assoalho em lombadas. Apesar de rápido e veloz, não é esportivo: a direção é toda anestesiada.”
Fonte:
Quatro Rodas
Onde o bicho pega
A voz do dono
Preço médio dos usados (FIPE)
Modelo
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
XLE 3.5 24V
37.576
40.808
44.549
48.531
54.052
78.076
91.815
Preço das peças
Original
Paralelo
Para-choque (dianteiro)
1.568
550
Farol (cada um)
3.752
1.300
Pastilhas de freio (par diant.)
841
280
Discos de freio (par diant.)
2.188
600
Amortecedores
4.359
2.500
Guia de usados: Toyota Camry
Mais Novidades
Novo Honda Civic Si cupê será vendido no Brasil a partir de 2018
Carroceria escolhida para o Brasil é a cupê de duas portas (divulgação/Honda)
Seis meses após sua apresentação oficial, a versão esportiva Si da décima geração do Honda Civic teve a importação confirmada para o Brasil. Fabricado no Canadá, o carro chega na carroceria cupê de duas portas (lá fora, também há o sedã de quatro portas).
A montadora diz que as vendas começam no início de 2018, mas os exemplares devem ser...
Leia mais
Empresário reúne e restaura modelos raros de Fusca e Kombi
Uma coleção com os mais raros Volkswagen do país (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
Carpete e estofamento da Porsche, lã do revestimento interno da Rolls-Royce, pintura profissional com tecnologia russa, frisos e acabamentos cromados americanos. Todos esses detalhes tornam a coleção de modelos Volkswagen do empresário paulista Luiz Goshima exemplar e premiada.
Goshima com sua Kombi 1975 (Alexandre Battibugli/Quatro...
Leia mais
Longa Duração: nosso Fiat Argo precisou de reparo no para-brisa
Fiat Argo passando por reparo no para-brisa (Eduardo Campilongo/Quatro Rodas)
Para reduzir o valor do seguro do carro, cortar coberturas extras é sempre uma medida tentadora. No caso do Argo, recém-chegado à nossa frota do Longa Duração, se tivéssemos deixado de fora a proteção contra danos nos vidros, teríamos economizado cerca de R$ 150 na apólice. E não teria valido a pena.
Ao trafegar com o Argo em São Paulo, o repórter...
Leia mais
As fábricas de carros que fizeram (e fazem) tratores
Um Lamborghini com design assinado por Giugiaro? Sim. Quem disse que precisa ser um superesportivo? (Lamborghini/Divulgação)
Produzir tratores não é uma atividade tão incomum para as fabricantes de automóveis, ainda que isso soe estranho. Alguns fizeram o caminho oposto, como Ferruccio Lamborghini.
O italiano era um fazendeiro que construiu parte de seu império construindo máquinas agrícolas até o dia em que procurou Enzo Ferrari em...
Leia mais
Autodefesa: donos de Tracker relatam problemas no disco de freio
– (Divulgação/Quatro Rodas)
Donos do Chevrolet Tracker, importado entre 2013 e 2016, estão indignados com o surgimento dos casos de empenamento de freios de discos.
O pior é quando o defeito se manifesta com pouco tempo de uso, como ocorreu com o engenheiro civil Flávio Machado Torres, de Belo Horizonte (MG).
“Pouco depois de fazer a revisão de 10.000 km, percebi que, ao passar dos 80 km/h, o volante vibrava muito, a ponto de eu ter...
Leia mais
Fiat Cronos é o nome do sedã do Argo
– (Du Oliveira/Quatro Rodas)
Cronos é o nome do novo sedã compacto da Fiat, que começa a ser vendido no Brasil em março. Derivado do Argo, o modelo terá a missão de substituir o Linea e as versões mais caras do Grand Siena. Em outras palavras, será o principal concorrente do Volkswagen Virtus, o sedã do Polo, e dos Chevrolet Prisma e Cobalt, e Hyundai HB20S.
Assim como Argo, o nome Cronos também vem da mitologia grega. Existe...
Leia mais