Rio será mais um rival para Argo, Polo, HB20 e Etios (Divulgação/Kia) Com o fim do programa Inovar-Auto ainda este ano, os fabricantes já começam a ter perspectivas otimistas para 2018. A Kia foi a primeira a anunciar grandes investimentos no país a partir do ano que vem. A aplicação, que deverá beirar os R$ 165 milhões, inclui a importação de ao menos sete novos modelos: quatro já estão confirmados e outros três virão se houver incentivos fiscais. O primeiro fruto da retomada da marca por aqui será o Rio, um hatch com dimensões próximas às do novo Volkswagen Polo. Tem 4,07 metros de comprimento, 1,73 m de largura, 1,46 m de altura e 2,58 m de entre-eixos (contra, respectivamente, 4,05 m, 1,75 m, 1,47 m e 2,56 m do Polo). Fiat Argo, Hyundai HB20, Toyota Etios e Ford New Fiesta também estão na mira do coreano. Com dimensões similares às do VW Polo, o Rio terá motor 1.6 flex de 130 cv (Divulgação/Kia) Importado do México, o modelo será equipado com motor 1.6 flex de 130 cv e cerca de 15,4 mkgf. Assim como em seu país de origem, o Rio deverá chegar as opções de câmbio manual e automático, sempre com seis marchas. Os preços deverão ficar entre R$ 55.000 e R$ 70.000. Apesar da nomenclatura e do visual esportivo da versão GT, o novo Picanto mantém o 1.0 de três cilindros debaixo do capô (Divulgação/Kia) Em seguida será a vez da nova geração do Picanto, que mantém o motor 1.0 de três cilindros e 80 cv. Assim como o atual, o compacto deverá ter versões com transmissão manual e automática, e preços iniciais perto dos R$ 40.000. Apesar da motorização, porém, a versão importada será a GT, com visual esportivo. Mas a Kia não se contentará apenas com segmentos de maiores volumes e trará também dois sedãs de luxo. A nova geração do Cadenza, que esteve no Salão do Automóvel de São Paulo em 2016, também está confirmada. Rival do Fusion, Cadenza ainda é vendido em sua antiga geração no Brasil (Divulgação/Kia) Atualmente vendido no Brasil em sua configuração antiga por R$ 154.900, o concorrente de Ford Fusion, Hyundai Azera, Honda Accord e Toyota Camry chegará equipado com um motor V6 3.3 GDI de 290 cv, além de diversos itens tecnológicos de segurança, como assistente para saída involuntária de faixa, frenagem de emergência autônoma, alertas de pontos cegos e head up display. O segundo (e inesperado) sedã será o Kia Stinger, que fez sua primeira aparição pública em janeiro deste ano, durante o Salão de Detroit (EUA). Focado nos modelos médios das alemãs Audi, BMW e Mercedes-Benz, o modelo tem estilo e mecânica dignos de um verdadeiro esportivo. Feito para brigar com BMW Série 4 e Audi A5, o Stinger vai além da aparência esportiva (Divulgação/Kia) De acordo com a marca, o Stinger chegará em Brasil em ao menos duas versões: uma equipada com motor 2.0 turbo de quatro cilindros biturbo GDI de 255 cv e 35,9 mkgf; outra com um V6 3.3 biturbo GDI de 370 cv e 50,9 mkgf. Ambas têm transmissão automática de oito marchas, alternando entre tração traseira ou integral. Para o V6, a direção tem relação variável e os freios a disco (ventilados na dianteira e sólidos na traseira) têm pinças Brembo. Versão totalmente elétrica do Soul já está homologada para o Brasil (Divulgação/Kia) Outros três carros inéditos têm grandes chances de darem a cara por aqui. O primeiro, já anunciado em novembro de 2016, poderá ser o Soul EV ? versão totalmente elétrica do crossover, que é abastecida através da tomada em cerca de cinco horas (em 240V). Com a bateria cheia, o modelo de tração dianteira e 29 mkgf promete autonomia de até 199 km e velocidade máxima de 145 km/h. Versão híbrida do Optima brigará com o já estabelecido Fusion Hybrid (Divulgação/Kia) O Optima Hybrid também poderá chegar às lojas brasileiras em sua versão que dispensa recargas em tomadas. Nos Estados Unidos, o modelo combina um motor 2.0 a gasolina de 156 cv e um elétrico de 51 cv que resultam em 195 cv em uso simultâneo. Vale destacar que a potência combinada não significa a soma exata dos números de ambos os motores, uma vez que eles trabalham em regimes diferentes, apesar de combinados. Por aqui, é possível que o Optima híbrido não saia por menos de R$ 150.000, uma vez que seu principal concorrente ? o Ford Fusion Hybrid ? parte de R$ 160.900. O Prius, híbrido mais barato do país, sai por R$ 126.600, seguido do Lexus CT200h, por R$ 135.150. O Niro já veio ao Brasil em 2016, no Salão do Automóvel (Divulgação/Kia) O último pretendente ao mercado brasileiro é o Niro, também exposto no último Salão do Automóvel. Nascido como um híbrido, o SUV é movido por um motor 1.6 a gasolina de 105 cv e um elétrico de 44 cv, que apresentam potência e torque combinados de 141 cv e 27 mkgf, respectivamente. A transmissão tem dupla embreagem e seis marchas. Ainda sem estimativa de preços, o Niro não deverá ficar abaixo dos R$ 120.000. Em relação aos modelos híbridos e elétrico, a Kia aponta que a comercialização no Brasil ainda depende de uma política de tributação diferenciada a estes tipos de veículos. Além das quatro novidades, a Kia confirma a continuação dos atuais Cerato, Sportage, Sorento, Soul, Grand Carnival e o caminhão Bongo. A marca não comenta sobre a disponibilidade dos sedãs Quoris e Optima. Alinhado ao resto do mundo, o novo Sportage seguirá suas vendas por aqui (Divulgação/Kia) A declaração da Kia Motors do Brasil em relação aos seus investimentos no país são otimistas ? ou ambiciosas, como queira. De acordo com a fabricante, cerca de R$ 165 milhões serão aplicados por aqui, sendo R$ 50 milhões destinados a novas concessionárias, R$ 45 milhões em publicidade e marketing, R$ 30 milhões em softwares e equipamentos, R$ 35 milhões para o centro tecnológico e R$ 5 milhões para treinamentos de colaboradores e estoque de peças de reposição para os novos modelos. Cerato segue como sedã mais barato da linha (João Mantovani) Ainda segundo a empresa, em 2018 serão inauguradas 25 novas lojas (sendo 10 previstas já para janeiro e 15 até o final do ano), 1.300 novos empregos diretos serão gerados e há a expectativa de que 20.000 veículos sejam comercializados no ano. Para efeito de comparação, em 2017, a perspectiva é de que os atuais 90 pontos de venda emplaquem cerca de 8.000 unidades. Já em 2011, melhor ano da marca no Brasil, foram 80.000 carros distribuídos para as então 180 concessionárias, o que representou 2,25% do mercado de automóveis e comerciais leves. Em 2016 a sul-coreana ficou com 0,54%, segundo a Fenabrave. O grande mal feito à Kia (e diversas outras marcas dependentes de importados) foi a instauração do programa Inovar-Auto, um regime automotivo válido desde 2013 sob a lei 12.715/2012. No programa, carros importados (exceto de Mercosul e México) possuem acréscimo de 30 pontos percentuais de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), incentivando as montadoras a instalarem unidades produtivas no país. Caso o façam, esses pontos são automaticamente desconsiderados. Contudo, aderindo ao Inovar-Auto sem a instalação de unidades fabris, mas com investimentos locais, as empresas poderiam importar 4.800 carros por ano com o desconto dos 30 pontos percentuais do IPI. É o caso da Kia. A crise do setor acabou por piorar ainda mais a situação da coreana, que agora comemora a estabilização do mercado e o fim das regras de importação. O programa Rota 2030 substituirá o Inovar-Auto a partir do ano que vem. As novas medidas ainda não foram estabelecidas.
Fonte:
Quatro Rodas
Investimento otimista
Rasteira imposta
Kia anuncia investimentos no Brasil e quatro modelos para 2018
Mais Novidades
Motorista cego volta a bater recorde dirigindo caminhão a 200 km/h
Um motorista cego quebrou seu oitavo recorde mundial ao dirigir um caminhão a cerca de 200 km/h. Assista ao vídeo. O feito foi realizado no aeroporto de Elvington, próximo a York, no norte da Inglaterra. Apaixonado por velocidade, o britânico Mike Newman também é o condutor cego mais rápido do mundo em um carro e em um barco. Ele recebeu instruções sobre o trajeto via rádio de um colega que seguia em um carro, atrás do caminhão. Mike percorreu, no total, 3,2 km. "É um...
Leia mais
GM anuncia recall de 1,4 milhão de veículos por risco de incêndio
A General Motors (GM) anunciou nesta terça-feira (27) que irá retirar do mercado mais de 1,4 milhão de veículos produzidos entre 1997 e 2004, a maioria dos quais está nos Estados Unidos, por risco de incêndio no compartimento do motor após possível vazamento de óleo. Nos últimos 6 anos, 19 pessoas ficaram feridas devido a esse problema mecânico. A companhia assegurou que não houve casos de falecimento até agora. RECALL Saiba como funciona para...
Leia mais
Salão de Tóquio tenta antecipar o futuro dos carros
O Salão de Tóquio começa com apresentações para a imprensa nesta quarta-feira (28), ou ainda na noite desta terça-feira (27), de acordo com o horário de Brasília, tentando manter a fama de futurista em tempos em que todas as feiras de automóveis exibem cada vez mais tecnologia. O G1 está no Japão e vai acompanhar o evento em tempo real. Para cumprir sua missão, o evento reserva uma boa parte do espaço para o que chama de "cidade da mobilidade", com testes e demonstrações de...
Leia mais
Novo Honda Civic chegará ao Brasil com motor 1.5 turbo, a gasolina
A Honda confirmou nesta terça-feira (27) que a nova geração do Civic será equipada no Brasil também com o motor 1.5 VTEC turbo, de 174 cavalos de potência. O modelo, que foi apresentado nos Estados Unidos em setembro, será lançado no mercado brasileiro no 2º semestre de 2016. Porém, esta opção de motor "beberá" apenas gasolina, inicialmente. Os 174 cv -- mesma potência declarada para o modelo nos Estados Unidos, onde foi desenvolvida a décima geração -- superam todas as...
Leia mais
Toyota recupera liderança mundial em vendas da Volkswagen
O objetivo da Volkswagen de liderar as vendas globais de automóveis durou apenas um semestre em 2015. Segundo informações da agência Associated Press (AP), a Toyota retomou a "coroa" de maior montadora do mundo no acumulado de janeiro a setembro, com quase 7,5 milhões de unidades. O grupo alemão havia superado os japoneses no 1º semestre do ano com 5,04 milhões de unidades, contra 5,02 milhões. No entanto, a Volkswagen AG, que inclui vendas das marcas Audi e Porsche, somou 7,43...
Leia mais
Governo zera imposto de importação para carro elétrico e a hidrogênio
O governo federal zerou o Imposto de Importação para automóveis movidos unicamente a eletricidade ou hidrogênio, que tinham alíquota de 35%. A resolução foi publicada nesta nesta terça-feira (27) pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) no Diário Oficial da União. A medida entra em vigor hoje e exige autonomia de pelo menos 80 quilômetros com uma carga. Serão beneficiadas unidades importadas, desmontadas ou semidesmontadas. Além disso, os modelos híbridos, que trabalham...
Leia mais