Novidades

20 SET
Fórum Direções 2017: O caminho dos autônomos

Fórum Direções 2017: O caminho dos autônomos

Painel debateu se autônomos são o futuro da indústria (Bio Foto/Quatro Rodas)

O que falta para que os carros autônomos se tornem presentes no nosso cotidiano e como as cidades estão preparadas para eles?

Estas foram algumas das questões levantadas pelo painel “Carros autônomos: serão eles a salvação da indústria?”, durante o Fórum Direções realizado por QUATRO RODAS nesta terça-feira, 19 de setembro, em São Paulo.

De acordo com Pablo Averame, vice-presidente de marketing, mobilidade e serviços conectados para a América Latina do Grupo PSA Peugeot Citroën,  podemos dizer que os autônomos já estão entre nós.

“A condução assistida começou há alguns anos com o piloto automático. Hoje temos o que chamamos de piloto automático adaptativo, que tem a capacidade de manter distância controlada do carro à frente. Esse é o nível 1 de automação. O nível máximo é o 5, que já não teria o condutor atrás do volante.

A diferença entre o nível 1 e o 2 é que o condutor já não precisa manter as mãos sobre o volante. No 3, o motorista não precisaria estar enxergando a estrada. No nível 4 o motorista não precisaria interagir com o carro para, por exemplo, autorizar uma ultrapassagem.

Daqui até o ano de 2020, pensando na Europa e nos Estados Unidos, já será possível ter carros de nível 4 nas ruas.”

Perguntado sobre o estágio atual da tecnologia autônoma, Johannes Roscheck, CEO da Audi Brasil, adiantou que a fabricante alemã já está homologando no Brasil a nova geração do Audi A8, seu sedã topo de linha.

Johannes Roscheck, CEO da Audi do Brasil (Bio Foto/Quatro Rodas)

“A homologação inclui o sistema autônomo nível 3, que permite que o motorista desvie o foco da estrada para ler e-mails ou fazer outra coisa. Mas o motorista precisa estar presente para assumir o controle quando o carro chama.

A evolução é rápida e está sendo acompanhada pela indústria conforme a disponibilidade de tecnologia. 20 anos atrás a capacidade dos computadores era 10.000 vezes menor que hoje e a gente está acreditando que esta evolução ficará cada vez mais rápida.

Nós acreditamos que esta tecnologia poderá avançar muito rápido. 10 anos atrás tínhamos processadores 100 vezes mais lentos que hoje, por exemplo.”

Representando as empresas de tecnologia, que também trabalham no desenvolvimento de sistemas autônomos, Fabio Coelho, presidente do Google Brasil, levantou um problema que os autônomos não resolvem: a hora do rush.

“Hoje, cada um de nós sai de casa mais ou menos no mesmo horário. Dirigimos uma máquina que chega ao seu destino 30 minutos, 1h depois. Quase todos os movimentos são muito parecidos no modelo da cidade de hoje.

Eu vejo o projeto do carro autônomo de uma forma mais abrangente do que uma revolução na maneira de transportar. Se fizermos uma reflexão sobre isso, a indústria automobilística foi concebida sobre um conceito de conveniência e debilidade de serviços públicos.

Para Fabio, um caminho é formar uma cidade conectada, interligando informações dos veículos, do transporte público e das próprias vias.

Fabio Coelho, presidente do Google Brasil (Bio Foto/Quatro Rodas)

“O carro autônomo pode transcender o simples fato de dirigir. Por exemplo, nos Estados Unidos o carro autônomo permite que a distância entre os veículos seja radicalmente menor, pois você não tem o elemento “falha humana” e isso permite maior fluidez do trânsito.”

Há um período de transição pela frente e carros convencionais coexistirão com autônomos. E quem teria a culpa de um acidente entre os dois tipos de veículos?

Fabio foi sincero: “Não sei. Há pessoas pensando nisso, cidades pensando nisso. E como tudo que envolve tecnologia de ponta, o uso precede a norma e a lei. É uma discussão ética e normativa, que dependerá de como as coisas vão evoluir. (…) A sociedade deve se reunir e encontrar um modelo a seguir. E todos sairão ganhando.”

De acordo com Pablo, hoje 90% dos acidentes são causados por falha humana. “Mudar isso será um os grandes benefícios dos carros autônomos. Será uma experiência de condução diferente. (…) E a culpa de um acidente gerará uma discussão, mas o carro autônomo manterá as informações dos momentos do acidente e estas informações estarão à disposição para consulta posterior.”

Mas nem todos estão dispostos a andar de um carro autônomo. Pesquisa da consultoria Gartner revelou que 55% dos americanos ouvidos não andariam em um carro 100% autônomo, mas 70% deles andariam nos semiautônomos. Perguntado sobre essa resistência, Johannes disse que bastará às pessoas ter um contato maior com os autônomos para que se tornem partidários do sistema.

“É algo que deve mudar com a melhor divulgação dos autônomos e de suas vantagens, como o conforto e a conveniência, e por ser à prova de distrações do motorista. Hoje a tecnologia já permite alguma distração, caso você esteja cansado. Não permite que o motorista durma, mas não requer toda a atenção dele.

Mas quem não vai gostar de poder fazer uma viagem entre o Rio e SP, 400 km, dormindo? Quando entenderem essas vantagens as pessoas vão aceitar os veículos autônomos. E esse percentual vai aumentar para 95%”

A forma como a tecnologia vai influenciar na relação com o automóvel também foi abordada. De acordo com Pablo, os carros autônomos farão as fabricantes repensarem seu modelo de negócio. Johannes ainda prevê mudanças na legislação da grande maioria dos países que não permite que o motorista desvie sua atenção quando está ao volante, pois em carros autônomos isso será possível.

“Quando eu era criança ver o banco do motorista girando para que ele fale com as crianças no banco de trás era ficção científica. Isso será realidade em carros de nível 4, que se tudo correr bem chegarão ao mercado em 2020 ou 2021”, disse o CEO da Audi do Brasil.

De acordo com Fabio, “o cliente estará disposto a pagar por entretenimento a bordo de seu carro, ou andar de carro será quase como andar em um avião sem um monitor a frente ou algo parecido. O cliente não vai querer pegar um carro autônomo com sistemas de entretenimento que não sejam de alto nível.”

Para que funcionem corretamente, carros autônomos dependerão de infraestrutura. E, assim como os equipamentos que fazem com que o carro seja autônomo, isso terá um custo.

Para Johannes, esse é o caminho das “smartcities”, onde carros, pessoas e estruturas se comunicarão. Isso traria uma enorme vantagem para o coletivo. “As ruas terão sensores, os estacionamentos terão sensores. Isso será uma coisa fantástica. A Coreia do sul quer ser a primeira a fazer isso, dentro de três anos”, conta.

Pablo diz que os planos da PSA é o de oferecer sistemas autônomos para os clientes de todos os segmentos e marcas do grupo, mas que o custo das tecnologias embarcadas nos automóveis dependerá da demanda. O presidente do Google, porém, prevê um futuro de tecnologia a custo mínimo, se não for zero.

“Há pressão do mercado para isso. Se isso vai acontecer nos próximos 3 ou 5 anos é só uma questão de aperfeiçoar a tecnologia. Esta semana o congresso dos Estados Unidos deu parecer favorável aos autônomos. O futuro já chegou, só está mal distribuído. Só espero que o Brasil não fique na rabeira dessa evolução, pois é um grande mercado de automóveis.”

(./Quatro Rodas)

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

28 JUL

Guia Prático #129: saiba como trocar o óleo e esticar a corrente na moto

Em uma situação de emergência ou se você é daqueles que gosta de mexer em sua moto, sempre é importante tomar cuidados mesmo com as coisas mais simples de mecânica. No Guia Prático desta terça-feira (28), descubra cuidados de manutenção que você pode fazer em casa. Saiba como: trocar o óleo e o filtro e óleo; esticar e lubrificar a corrente; calibrar os pneus. O mecânico Leandro Panadés explica todos os passos para fazer a manutenção em casa, mas alerta que as revisões... Leia mais
28 JUL
Volkswagen toma lugar da Toyota como maior montadora do mundo

Volkswagen toma lugar da Toyota como maior montadora do mundo

O Grupo Volkswagen tomou pela primeira vez o lugar da Toyota como a maior montadora mundial em vendas, de acordo com dados do primeiro semestre do ano, conquistando uma ambição de longa data 3 anos antes da meta, segundo a agência Reuters. A maior montadora japonesa disse nesta terça-feira ter vendido 5,02 milhões de carros entre janeiro e junho, uma queda de 1,5% em comparação com o mesmo período do ano passado e inferior aos 5,04 milhões de veículos vendidos pela Volkswagen... Leia mais
27 JUL
Honda faz recall de 477.580 unidades de Fit, City, Civic e CR-V no Brasil

Honda faz recall de 477.580 unidades de Fit, City, Civic e CR-V no Brasil

A Honda anunciou nesta segunda-feira (27) a expansão do recall motivado por falhas nos airbags da Takata no Brasil. O novo chamado envolve 477.580 unidades de Fit, City, Civic e CR-V no país, após outros 300 mil veículos já terem sido chamados por este mesmo motivo em junho. Em todo o mundo, milhões de carros de diversas marcas foram atingidos por este mesmo problema.   RISCO EM AIRBAG Maior recall da história ... Leia mais
27 JUL
Mitsubishi L200 Triton ganha série especial Chrome Edition

Mitsubishi L200 Triton ganha série especial Chrome Edition

A Mitsubishi revelou nesta segunda-feira (27) uma série especial para a L200 Triton. Restrita a 300 unidades, a Chrome Edition possui kit multimídia, capota marítima e protetor de caçamba de série. Com novo para-choque e conjunto óptico, o modelo ganhou detalhes cromados nos retrovisores e maçanetas - seu preço é de R$ 87.990.  Sua base é a versão HLS e o motor segue o 2.4 flex de 4 cilindros e 16 válvulas. De acordo com a empresa, rende 142 cavalos de potência máxima a... Leia mais
27 JUL
Discovery 4 tem recall no Brasil; teto-solar pode se soltar

Discovery 4 tem recall no Brasil; teto-solar pode se soltar

A Jaguar Land Rover anunciou na sexta-feira (24) um recall de 8 unidades do Discovery 4, por causa de uma falha no teto-solar, que pode ficar desnivelado e até se soltar com o veículo em movimento. É o segundo recall do modelo no ano. Segundo comunicado divulgado pelo Procon-SP, o problema é na cola utilizada no vidro do teto panorâmico. Nestes veículos, o teto-solar pode produzir mais ruído em estradas e também infiltração de água em caso de chuva. Até o momento não foram... Leia mais
27 JUL
Mitsubishi convoca recall de 4.400 unidades de Lancer e Outlander

Mitsubishi convoca recall de 4.400 unidades de Lancer e Outlander

A Mitsubishi, representada no Brasil pela MMC Automotores, abriu nesta segunda-feira (27) os atendimentos de recall para 4.400 unidades de modelo Lancer e Outlander, fabricados fora do Brasil entre 2009 e 2011. Segundo comunicado, uma unidade de controle eletrônico pode desligar involuntariamente os faróis e limpadores de para-brisa. Caso isto ocorra, a visibilidade dos motoristas pode ser prejudicada, com risco de acidentes e ferimetnos graves, até fatais. A fabricante aconselha a... Leia mais