Executivo da GM defende que o futuro está na conectividade e no compartilhamento (Bio Foto/Quatro Rodas) O diretor de marketing da GM Mercosul, Hermann Mahnke, começou sua apresentação na quarta edição do Fórum Direções, promovido por QUATRO RODAS nesta terça (19) no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, com uma frase de Mary Barra, CEO da GM: “Os próximos cinco anos terão mais mudanças do que nos últimos 50.” Mahnke falou sobre as chamadas “megatendências”. Ou seja, o rumo que o futuro deve seguir. Entre elas, há as megacidades – São Paulo incluída -, onde pelo menos 10 milhões de pessoas disputam espaços cada vez mais caros e restritos. “As pessoas querem mais conforto, uma maior qualidade de vida, sem que questões como poluição ou dificuldade de mobilidade piorem. Neste cenário, podemos fazer parte do problema ou ajudarmos na solução”, disse o executivo. “Há quem ache que a solução seja investir em mais ruas, pontes e infraestrutura viária. Só que isso envolve muitos desafios, como o investimento alto e limitação de espaço”, continuou Mahnke. “Os automóveis precisam ter harmonia neste novo conceito de mobilidade, que inclui meios de transporte coletivos e individuais, como bicicletas.” Com a venda de carros – uma das raízes de qualquer fabricante – em cheque no futuro, a GM optou por investir em diferentes frentes, incluindo o compartilhamento de veículos. “Em média, um automóvel particular fica 90% de seu tempo parado. Neste desperdício temos uma oportunidade para criarmos um novo momento em nossa indústria”, revelou Mahnke. Para a GM, os novos consumidores buscam novas soluções de mobilidade, que passam pelo carsharing e aluguel de carros por hora. Esse é o foco do Maven, sistema de compartilhamento de carros criados pela GM nos EUA cujos veículos já rodaram mais de 290 milhões de km, tendo uma base de 70 mil usuários em 17 cidades. Os novos consumidores de carros são adeptos do carsharing e aluguel de carros por hora (Bio Foto/Quatro Rodas) “O usuário do Maven é um millenial – uma faixa etária que não é atraída pelo mercado tradicional de automóveis. Ele é extremamente conectado”, explicou Mahnke. O Brasil foi o segundo país a receber a plataforma, que, por aqui oferece veículos para funcionários da GM em suas fábricas no país. Para Mahnke, atuar em um país emergente tem em alguns defeitos também algumas virtudes. “Apesar de adotarmos algumas tecnologias tardiamente, temos a vantagem de adotar sistemas e recursos mais maduros. Por exemplo, muita gente que nunca usou ou usou muito pouco um PC agora acessa a internet diretamente de um smartphone.” Hermann destacou os quatro pilares que a GM trabalha para construir o futuro da mobilidade: eletrificação, compartilhamento, veículos autônomos e conectividade. Este último pilar foi um dos primeiros desenvolvidos pela marca, por meio do seu serviço de concierge e monitoramento OnStar. Apesar de ter menos de três anos no Brasil o sistema permitiu que 98,6% dos veículos furtados equipados com o OnStar fossem recuperados, segundo a GM. Além do rastreamento por roubo, o equipamento oferece outras comodidades. A GM também avançou no desenvolvimento de veículos totalmente autônomos. A marca utiliza 50 unidades do Bolt, seu primeiro carro elétrico de entrada, para maturar os sistemas de controle automático. “Precisamos garantir que esse tipo de veículo seja 100% seguro quando iniciarmos sua comercialização no futuro. Não podemos expor nossos clientes e pedestres a riscos envolvendo falhas mecânicas ou técnicas”, continuou o executivo. “O grande desafio da indústria agora é fazer uma escala para obter a industrialização do veículo autônomo.” Hermann afirmou que, se depender da tecnologia, uma frota composta somente por carros autonônomos seria virtualmente imune a acidentes. “Atualmente mais de 90% dos acidentes são provocados por falha humana, e os carros autônomos vão evitar isso”, concluiu. – (./Quatro Rodas)
Fonte:
Quatro Rodas
Fórum Direções: Para GM, futuro é elétrico, conectado e autônomo
Mais Novidades
Dodge vai vender V8 de 707 cv do Hellcat pelo preço de uma Spin
Motor é vendido prontinho para ser instalado em qualquer carro, desde que haja espaço (Divulgação/Dodge)
Mais do que o design e os ajustes de chassi, o elemento mais importante do Dodge Challenger Hellcat é seu motor V8 6.2, com compressor que gera uma estupidez de 717 cv e 89,8 mkgf.
Pois a Dodge anunciou no SEMA, salão de preparação que acontece esta semana em Las Vegas, que venderá este motor a parte para que você possa instalar...
Leia mais
Chevrolet Tracker Premier substitui LTZ e custa quase R$ 100 mil
Pode comparar à vontade: por fora, é quase impossível diferencial o Tracker Premier de um LTZ (Divulgação/Chevrolet)
Um dos maiores pontos fracos do Chevrolet Tracker em relação à concorrência vai acabar – pelo menos para quem estiver disposto a pagar R$ 96.790.
Esse é o preço da nova versão Premier, que substitui a LTZ e tem como maior destaque a estreia do controle de estabilidade e de tração no SUV. Apesar de ter ficado R$...
Leia mais
Grandes Brasileiros: Volkswagen Saveiro (1ª geração)
Esta frente foi a despedida da primeira geração (Christian Castanho/Quatro Rodas)
Lá se vão 35 anos desde que o utilitário derivado do Gol aportou nas revendas Volkswagen. A Saveiro chegou ao mercado em 1982 como a terceira derivação do Gol, depois do Voyage e da Parati, e a terceira opção do segmento das picapes leves no país, depois da Fiat 147 Pick-up/City e da Ford Pampa. Era fiel ao primeiro Gol, com motor refrigerado a ar.
Sua...
Leia mais
Teste: Chevrolet S10 High Country, diesel com mais conforto
Na dianteira, as novidades são encontradas apenas sob o motor (Christian Castanho/Quatro Rodas)
A Chevrolet S10 faz o tipo de quem não gosta de errar. Saiu campeã de nosso último comparativo de picapes diesel, muito em virtude do bom espaço interno e dos equipamentos da versão topo de linha, High Country.
Se o motor 2.8 turbodiesel ajudou na agilidade, prejudicou no conforto. Passava muita vibração e ruído à cabine em baixas e...
Leia mais
Volks tira item de série do novo Polo e cobra a mais por isso
Carros adquiridos na pré-venda seguirão configuração de opcionais anunciada no lançamento (Christian Castanho/Quatro Rodas)
As primeiras unidades do novo Polo adquiridas durante a pré-venda ainda nem foram entregues, mas a Volkswagen já alterou a lista de itens opcionais do compacto.
As mudanças foram feitas na versão Highline, como indica o configurador oficial da marca na internet, e abrangem o desmembramento de itens até então...
Leia mais
Usar o farol de dia melhora a visibilidade em 500%
Um carro com farol apagado só seria identificado a 300 metros de distância (Otavio Silveira/Quatro Rodas)
A música Acenda o Farol, de Tim Maia, não poderia estar mais atual. O que a canção propunha já nos anos 70 virou lei. E o mais importante: essa atitude, tão simples, causa um impacto significativo na segurança.
Para comprovar o quanto a legislação que obriga o uso do farol baixo de dia nas rodovias é importante para...
Leia mais