Novidades

20 SET
Fórum Direções: Para GM, futuro é elétrico, conectado e autônomo

Fórum Direções: Para GM, futuro é elétrico, conectado e autônomo

Presidente da GM defende que o futuro está na conectividade e no compartilhamento

Executivo da GM defende que o futuro está na conectividade e no compartilhamento (Bio Foto/Quatro Rodas)

O diretor de marketing da GM Mercosul, Hermann Mahnke, começou sua apresentação na quarta edição do Fórum Direções, promovido por QUATRO RODAS nesta terça (19) no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, com uma frase de Mary Barra, CEO da GM: “Os próximos cinco anos terão mais mudanças do que nos últimos 50.”

Mahnke falou sobre as chamadas “megatendências”. Ou seja, o rumo que o futuro deve seguir. Entre elas, há as megacidades – São Paulo incluída -, onde pelo menos 10 milhões de pessoas disputam espaços cada vez mais caros e restritos.

“As pessoas querem mais conforto, uma maior qualidade de vida, sem que questões como poluição ou dificuldade de mobilidade piorem. Neste cenário, podemos fazer parte do problema ou ajudarmos na solução”, disse o executivo.

“Há quem ache que a solução seja investir em mais ruas, pontes e infraestrutura viária. Só que isso envolve muitos desafios, como o investimento alto e limitação de espaço”, continuou Mahnke. “Os automóveis precisam ter harmonia neste novo conceito de mobilidade, que inclui meios de transporte coletivos e individuais, como bicicletas.”

Com a venda de carros – uma das raízes de qualquer fabricante – em cheque no futuro, a GM optou por investir em diferentes frentes, incluindo o compartilhamento de veículos.

“Em média, um automóvel particular fica 90% de seu tempo parado. Neste desperdício temos uma oportunidade para criarmos um novo momento em nossa indústria”, revelou Mahnke.

Para a GM, os novos consumidores buscam novas soluções de mobilidade, que passam pelo carsharing e aluguel de carros por hora. Esse é o foco do Maven, sistema de compartilhamento de carros criados pela GM nos EUA cujos veículos já rodaram mais de 290 milhões de km, tendo uma base de 70 mil usuários em 17 cidades.

Os novos consumidores de carros são adeptos do compartilhamento

Os novos consumidores de carros são adeptos do carsharing e aluguel de carros por hora (Bio Foto/Quatro Rodas)

“O usuário do Maven é um millenial – uma faixa etária que não é atraída pelo mercado tradicional de automóveis. Ele é extremamente conectado”, explicou Mahnke. O Brasil foi o segundo país a receber a plataforma, que, por aqui oferece veículos para funcionários da GM em suas fábricas no país.

Para Mahnke, atuar em um país emergente tem em alguns defeitos também algumas virtudes. “Apesar de adotarmos algumas tecnologias tardiamente, temos a vantagem de adotar sistemas e recursos mais maduros.

Por exemplo, muita gente que nunca usou ou usou muito pouco um PC agora acessa a internet diretamente de um smartphone.”

Hermann destacou os quatro pilares que a GM trabalha para construir o futuro da mobilidade: eletrificação, compartilhamento, veículos autônomos e conectividade. Este último pilar foi um dos primeiros desenvolvidos pela marca, por meio do seu serviço de concierge e monitoramento OnStar.

Apesar de ter menos de três anos no Brasil o sistema permitiu que 98,6% dos veículos furtados equipados com o OnStar fossem recuperados, segundo a GM. Além do rastreamento por roubo, o equipamento oferece outras comodidades.

A GM também avançou no desenvolvimento de veículos totalmente autônomos. A marca utiliza 50 unidades do Bolt, seu primeiro carro elétrico de entrada, para maturar os sistemas de controle automático. “Precisamos garantir que esse tipo de veículo seja 100% seguro quando iniciarmos sua comercialização no futuro.

Não podemos expor nossos clientes e pedestres a riscos envolvendo falhas mecânicas ou técnicas”, continuou o executivo. “O grande desafio da indústria agora é fazer uma escala para obter a industrialização do veículo autônomo.”

Hermann afirmou que, se depender da tecnologia, uma frota composta somente por carros autonônomos seria virtualmente imune a acidentes. “Atualmente mais de 90% dos acidentes são provocados por falha humana, e os carros autônomos vão evitar isso”, concluiu.

(./Quatro Rodas)

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

14 DEZ
Lançar um modelo só na versão mais cara também tem seus riscos

Lançar um modelo só na versão mais cara também tem seus riscos

Equinox estreou na versão topo de linha Premier (Christian Castanho/Quatro Rodas) Na vida, aprendemos desde cedo que devemos começar por baixo para evoluirmos com o tempo. Na indústria automobilística, porém, essa regra é desrespeitada. Cada vez mais modelos estreiam só na versão cara e, tempos depois, ganham configurações mais baratas. O Kicks é um bom exemplo. Chegou em julho de 2016 na versão top, SL, seis meses mais tarde, em... Leia mais
13 DEZ
Grandes Brasileiros: GT Malzoni

Grandes Brasileiros: GT Malzoni

Foram produzidas menos de 50 unidades no final dos anos 1970 (Christian Castanho/Quatro Rodas) Criar um carro faz parte do sonho de boa parte dos meninos. Mas, daí para a realidade, as chances são quase as mesmas de se tornar um super-herói. Já para o universitário Francisco “Kiko” Malzoni, que intercalava os estudos na faculdade de economia com modificações nos carros que dirigia, a empreitada não exigiria superpoderes. E... Leia mais
13 DEZ
Por que alguns carros só ligam com a embreagem pressionada?

Por que alguns carros só ligam com a embreagem pressionada?

Exigência de alguns carros não tem a ver com durabilidade do motor de partida (Divulgação/Honda) Em alguns carros não basta girar a chave para acordar o motor. O motorista precisa apertar a embreagem para então acionar a partida. Mas por que isso é necessário? Para descobrir a razão, perguntamos para Ford e Hyundai – ambas fabricantes que exigem o procedimento em seus carros equipados com câmbio manual. Não são as únicas,... Leia mais
13 DEZ
Guia de usados: Volkswagen CrossFox

Guia de usados: Volkswagen CrossFox

  No facelift de 2010, hatch perdeu quebra-mato e faróis de milha (Marco de Bari/Quatro Rodas) Idealizado como carro-conceito, o CrossFox foi uma das maiores atrações do Salão do Automóvel de 2004. A versão aventureira do Fox conquistou o público com uma suspensão 31 mm mais alta, rodas de 15 polegadas, pneus 206/60, faróis de milha, faróis de neblina, quebra-mato, estribos, barras no teto e o polêmico estepe pendurado na... Leia mais
13 DEZ
Dez veículos marcados pelo trabalho que exerceram

Dez veículos marcados pelo trabalho que exerceram

Dobradinha inglesa Ônibus de dois andares (Divulgação/Internet) Os ônibus de dois andares vermelhos são a cara de Londres. É fruto do trabalho duro do Routemaster, fabricado pela Associated Equipment Company (1954 a 1968). Sobreviveu nas ruas até 2012, ano em que a cidade sediou os Jogos Olímpicos. Alistamento militar Jeep Willys (Divulgação/Internet) O Jeep fez sua fama nas Força Armadas americanas na Segunda... Leia mais
13 DEZ
70% dos brasileiros não comparece aos recalls das marcas

70% dos brasileiros não comparece aos recalls das marcas

Maioria da população não comparece aos recalls (Divulgação/Audi) Sete em cada dez carros que circulam nas ruas não atendem aos recalls das montadoras. Como mais de 90% desses chamamentos são realizados para reparos em itens de segurança, significa que uma quantidade expressiva da frota roda com equipamentos suscetíveis a falhas. O dado é do Ministério da Justiça: o índice de adesões a convocações é de cerca de 28%. “O... Leia mais